quarta-feira, outubro 07, 2009

Começo do fim

Alguns dizem que esse modelo de educação que se aplica hoje é fruto do pensamento capitalista.
Eu fico pensando: E DE ONDE VEIO O PENSAMENTO CAPITALISTA?
Acho que quando o homem tinha que caçar pra sobreviver, vivia inquieto, já que a fome é uma sensação horrível.
Graças à capacidade de raciocinar, o homo sapiens (sei lá se era esse, mas enfim...) percebeu que fome era desconforto, e associou uma coisa ruim à mesma, consequentemente rotulando a saciedade de boa.


Sacou também, que era possivel ter mais o bom do que o ruim, se conseguisse estar saciado sempre.
Para isso, tinha que ter comida disponível e portanto, não podia se contentar com a possibilidade de acerto/erro. TINHA QUE ACERTAR.
Só que 100% de acertos é impossível. Não havia como prever se a caçada seria bem sucedida. Veio o medo de errar, de falhar...

E aí começou a merda.
Dotado do raciocininho lindo, o primata desenvolveu técnicas pra ter comida à vontade, sem ter que caçar, sem ter que contar com o acaso (acerto/erro).
Ele "dominou" a natureza, pelo menos no aspecto que mais o afligia.
Este homem deu um duro pra ser mais que o natural, pra ter e manter.
O coitado que não tinha a "inteligência" pra tal manobra, não podia desfrutar das mesmas possibilidades e via seu amiguinho todo garantido, e ele tendo que padecer a tortura da caça ao acaso.
E o primeiro, que tinha se esforçado pra se poder ficar sussa, não ia repartir seus privilégios com quem não tinha suado a camisa com ele... Claro que não.
Você que se foda, essa cenoura é minha, mano!
O coitado, além de faminto,  tinha que ver seu ex-amigo, (que sentava ao seu lado na fogueira e enfiava o nariz na mesma barrigada que ele) negando uma perninha de grilho só pra forrar o estômago.
Ai eu pergunto: que espécie de manobra é essa que garante a comida e o bem estar, mas ao mesmo tempo cria um medo de ficar SEM e uma indiferença ao outro?
Como é possivel chamar isso de inteligência?
Como achar que viver em harmonia com a natureza e seus acasos é pior do que uma sensação falsa de controle e de propriedade?

Esse é o homem: o mesmo que caga na água que bebe!

sexta-feira, setembro 25, 2009

Hora do chá

O que vc prefere?
Ira e luxúria ou compreensão e afeto?
Tapa na cara e beijo na boca ou afago e beijo na testa?
Me vejo tocando uma guitarra com a lingua e pronta pra atacar um qualquer...
Me vejo fazendo chapinha e passando gloss cor de boca com glitter...
Me vejo maluca, vestida de rosinha!
Me vejo como sou, um relâmpago na mão e um carneirinho na outra.
Intenso ter que conviver comigo, não vale a pena pra todos.

terça-feira, setembro 15, 2009

Casse-tête


Na minha opinião a questão não é fazer, mas acreditar que a ação não terá reação (aka consequência). Mesmo a mais desmedida atitude pode (e deve) ser pensada, mesmo que o objetivo seja a autodestruição.
Respeito!
Eu mesma sou megaloautodestrutiva (era mais, antes da "floux").
Pule no precipício, mas não se esqueça de prender bem o elástico!
Lambuze-se de vida, mas não se esqueça de que HÁ amanhã (às vezes, seria bom se não houvesse).
Não se esqueça...Acho que é isso!
Tenha em mente que o passo te leva a um lugar diferente.
"É o fim da vida como a conhece".
O caminho é animal, mas se você está inteiro pra desfrutar.
Íntegridade, paz e "respec".
Falô!


sexta-feira, setembro 11, 2009

Parelelo


Algumas pessoas são como Orquídeas:

Apresentam muitíssimas e variadas formas.

Usam as outras árvores somente como apoio para buscar luz, alimentando-se do material em decomposição que delas cai.

Encontram muitas formas de reprodução e são poucos os casos em que se encontrou utilidade comercial para as elas além do uso ornamental.






segunda-feira, junho 15, 2009

Antecipa, meu amor, antecipa!


O forno pra escultura
O fermento pro bolo

O papel pra poesia

A gasolina pro caminho
A intenção fica suspensa no entre...

A idéia permanece etérea!

E o concreto?

Precisa do cimento e da areia, então:

DEVANEÊMOS ENQUANTO HÁ CÉREBRO!

segunda-feira, maio 11, 2009

O Duplo "Jota"


Vivo a me enxergar de fora, analisando todos os sentimentos, passos, intenções...
Não há espaço para a casualidade.
Não há brecha para a consequência não planejada.
Cálculos de probabilidade em cada palavra emitida, gráficos mentais medindo cada ação praticada.
Sem querer...Querendo!
Sou o cavalo e o cocheiro, uma espécie de dogwalker de mim mesma.
Essa coleira apertada tem a função ilusória mais convincente possível: se quero me ver conduzindo, posso esquecer que estou sendo arrastada por ela...Se quero me ver arrastando, posso ignorar o fato de estar presa pelo pescoço...
Mas não por muito tempo, subindo um patamar em um movimento espiral e multiplicativo, analiso inclusive o fato de estar me analisando...
Como diria Alborghetti: "EU TÔ LOUCO??? EU NÃO TÔ LOUCO"
(vou moer uma mesa com um cacetete e brb!)


terça-feira, abril 07, 2009

370!


Este é o numero de dias que fiquei sem postar aqui!
Um retiro, um resguardo...Quase um tiro guardado!

Um truque, um trocadilho...Quase um trem no trilho!
Tantas coisas mudaram... O que era grande ficou pequeno e o que era pequeno está crescendo e colocando plugues de tomada na boca, usando apenas um pé de meia!

Este espaço ainda me pertence?
Terá sido tomado pelo vazio implacável e silencioso?

(olhando pelo buraco da fechadura, lembro dos dentes do hipopótamo que enfeitava a sala em 79)



Tateando, tateando...

quarta-feira, abril 02, 2008

PEACE


No fundo é tudo uma questão de refluxo...
Vai ficar tudo bem!

YOU'RE MY DOUBLE SHADOW


A parte primitiva de mim!
Sem evolução, sem discernimento, obedece ao instinto.

Movida a sensações viscerais, não filtradas pelo intelecto.

É o que me faz intensa e inpensadamente verdadeira.

Bruta e sem polimento.

Essa sou eu, ou pelo menos 50% de mim.

Respeito a minha sombra, pois é por ela que sei onde está iluminado e aproveito pra tomar decisões mais esclarecidas.

Ela reage ao sofrimento dos que eu amo, protege o atacado e ataca o agressor...
Ela é capaz de me fazer desistir de tudo sem medo, baseada na certeza de que se não está bom é porque está ruim.
Simples! Óbvio, mas só a sombra admite que vê.



segunda-feira, março 31, 2008

Fefiz Aniversário!

Sim, FEFIZ com "F" mesmo!
Assim dizia a frase confeitada pela vovó no nosso bolo de aniversário (meu de 10 anos e dela de 53 - somos gêmeas de anos diferentes)!
Rendeu-nos boas risadas e uma piada que carregamos desde então!
Hoje, 22 anos depois, é a primeira vez que canto UM "parabéns pra você" só, já que a outra aniversariante não está mais aqui!
Triste, fico bem triste com isso! Acho que a saudade é a pior coisa, ainda mais quando não se pode matá-la!
Enfim, em contrapartida recebi telefonemas e posts carinhosos da Miss, da Aline, da Fe, da Rita, da minha mãe...Um abracito apertado do marido e dois presente pra lá de originais do filho (um porta anel com um camafeu e um sapo de madeira de coaxa com um reco-reco nas costas- AMEI)
Então é isso! FEFIZ ANIVERSÁRIO PRA MIM!
:-)

sexta-feira, março 28, 2008

Una mujer (Udinha, obrigada pela música)


Arriscando um espanhol tosco e uma montagem de Picasa mais tosca ainda, ei-la:

La mujer
Que al amor no se asoma
No merece
Llamarse mujer
Es cual flor
Que no esparce
Su aroma
Como un leño
Que no sabe arder

La pasión
Tiene un mágico idioma
Que con besos
Se debe aprender
Puesto que una mujer
Que no sabe querer
No merece llamarse
Mujer

Una mujer
Debe ser
Soñadora, coqueta
Y ardiente
Debe darse al amor
Con frenético ardor
Para ser
Una mujer

Yo viví
Como en sombras, dormida
Sin sentir la mas leve
Emoción
Una vez
Me dijeron, querida
Y esa voz
Mi letargo quebró
Ahora quiero
Y me aferró a la vida
Ahora mi alma comienza
A nacer
Puesto que una mujer
Que no sabe querer
No merece llamarse
Mujer

quinta-feira, março 27, 2008

Era, fui, sou, serei

Era uma vez uma menina-sereia
Cabelos compridos, dançava na areia
Era uma vez uma menina curiosa
Trocava de roupa e se olhava vaidosa

Fui uma vez uma menina-moleca
Uma hora era a corda, a outra, a boneca
Fui uma vez uma menina-atrevida
Com fome de ser a pequena sabida

Sou uma vez uma mãe de menino
Amor infinito, amor de destino
Sou uma vez uma mãe por completo
Meu filho é meu eu predileto

Serei uma vez mãe de menina
Amor delicado, cor de bailarina
Serei uma vez mãe cor-de-rosa
Lacinho, fitinha, filhinha mimosa

Serei duas vezes mãe orgulhosa
Do filho brilhante, da filha manhosa
Serei duas vezes mãe encantada
Com o filho sensível e a filha esperada


quarta-feira, março 26, 2008

Vida Adulta


Segurar os cavalos selvagens da mente impetuosa
Prever os declives, preparar-se para a montanha
Guardar o vigor para a fome e ter fome de viço
Reservar-se; saber-se árbitro de seu próprio caminho

Equilibrar as escolhas, manipular os instintos
Saber como andar sob a água e mover-se no espinho
Aprender a evitar-se largado, entregue na beira da vida
Entender que somente o que há dentro, sustenta o que é visto de fora

Intimidade, funil da possibilidade
Intimidade, responder por sua vontade
Intimidade, distancia-se dela o covarde
Intimidade, você com você de verdade



Trilha de Jamile e Adric


quinta-feira, março 20, 2008

Ah, esse Veríssimo...VERÍSSIMO!!!


DAR NÃO É FAZER AMOR...
Luis Fernando Veríssimo


Dar não é fazer amor. Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza...
Não sente vergonha de ritmos animais.
Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar..
Sem querer apresentar pra mãe...
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
Te amolece o gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro. Dar é bom, na hora. Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.

É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: "Que que cê acha amor?".
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar.
Experimente ser amado...

quarta-feira, março 12, 2008

POWERPÓÓÓÓÓNTI - I - I


N: Ewerton, não me delete!!!

E: Agora é tarde Neuselene, agora é tarde!
N: Sem o seu nome na minha lista de amigos, sem os seus testimonials eu me sinto nua, abandonada...
E: Agora eu só tenho os meus amigos de verdade: o Water amigo da Alice, o Paulão amigo do Marcos, a Naná amiga da Julia ... Você, Neuselene é parte do meu passado! Tchau!


(Linão esse post é pra você! LOL)

sábado, março 08, 2008

Anfíbia- Parte 7: Moldura


Jamile chegou antes do horário combinado. Estivera na rua durante toda a tarde, resolvendo pendências do dia anterior. Enquanto procurava uma mesa, repetia na mente o tamborilar de dedos da chefe descontrolada. “Eu preciso de comprometimento, Jamile, assim não dá!”
Contraiu a face, tentando achar uma forma de convencer a tirana de que mudar as palavras não a fazia parecer mais esperta.
Quando o garçom se aproximou, ela ainda tinha o semblante franzido e sentiu-se fragilizada pela distração aparente.
- Está aguardando alguém, senhorita?
- Ah, sim, quero uma mesa para dois. Lá fora, pode ser? – intencionalmente assegurando-se de uma fácil rota de fuga.
- Pois não, por aqui.
- Pode me trazer uma Coca, por favor? Com gelo e limão espremido.
- Pois não.
Jamile lia o cardápio sem prestar muita atenção. A lista de opções parecia mais uma figura em três dimensões, mais uma perturbação em sua mente.
Sentiu uma mão em seu ombro e virou-se assustada, belicosa como sempre.
- Oi! Assustei você?- perguntou Adric.
- Oi, sim...Quer dizer, não! Eu estava pensando longe...
- Está com uma cara boa! Já pediu algo para beber?
- Sim, mas não pedi para você. Acho cafona e pretensioso pedir.
Adric riu-se; no fundo concordava com Jamile. Era mais um indício de que ela não era uma das “presas” com que estava acostumado. Talvez ela não fosse uma presa de fato, mas uma caçadora.
- Jamile, eu fui até a delegacia hoje...
- Ora, mas já está tudo resolvido. Eu já mandei depositar o dinheiro pra consertar o furgão! E o motorista nem se machucou e... Você viu o nome dele? Estranho, eu nunca...
- Eu não fui por isso...- interrompeu Adric
- Como assim? Quem atendeu você? De quem...? Como você...?
- Fui por você, Jamile...Fui pela sua agitação, pelo nervosismo, pelo desespero...
- O que você tem com isso?! Quem atendeu você?- disse quase gritando.
- O delegado, claro!
- Qual delegado, Adric?!QUAL?!- questionou com a voz trêmula.
A pergunta viajou pelo ambiente semi-vazio devido ao horário, deixando o ar rarefeito por alguns instantes. Misturou-se ao murmúrio dos presentes e permaneceu sem resposta, perdendo a força para o silêncio de ambos.
Adric estava hipnotizado com a intensidade daquele olhar. Como era possível? Há um minuto ela sorria leve; agora fulminava-o com os olhos tensos, mordendo os lábios vermelhos. Um arrepio na nuca, um espasmo nas pernas, um jorro de saliva na boca. Adric projetou-se em direção a Jamile, tocou seu braço com as pontas dos dedos e sentiu a penugem macia que lhe cobria a pele. Deixou que seus olhos perdessem o foco, no brilho da saliva revelada pela respiração ofegante da moça.
Jamile fechou os punhos, como que preparando um golpe. Pensou em sair correndo, mas o olhar de Adric a petrificava. Estava cativa, indefesa. Um arrepio, uma surdez momentânea, uma fogueira no ventre...
A distância entre os corpos ficava menor a cada instante. Adric movia-se lenta e cuidadosamente, para não rasgar a teia que o conduzia até ela. Sentia seu perfume enquanto deslizava a mão por seu braço macio e branco como mármore.
Jamile estava entregue, talvez pelo excesso de confiança do rapaz, talvez pela carência de ser tocada por um homem novamente. Sentia-se evaporar em desejo e ainda que quisesse não podia lutar contra aquilo.
A mão esquerda de Adric escalou o ombro de Jamile, pressionando-lhe levemente a nuca, dominando-a de forma definitiva e trazendo-a para si.
Havia tanta distância naquele centímetro que os separava, tanta coisa não dita, tantas estórias desconhecidas.
Ambos se olhando nos olhos e já viciados no que nem foi sequer consumido ou consumado.
Adric apertou os dedos, agarrando-se ao cabelo fino e perfumado de Jamile. Parecia querer segurá-la naquela posição para sempre, emoldurar aquele momento no tempo.
Jamile, vencida pela intensidade de sua própria rebeldia, tentava entender-se através do reflexo nos olhos dele, imaginando o gosto da boca, a textura da língua e o encaixe dos corpos.
Seus punhos, agora abertos e quase receptivos, hesitavam em fazer qualquer movimento que catalisasse a reação em cadeia. Ao mesmo tempo, sentia o coração extrapolando os limites do peito e pensou no sangue: “só me sentirei viva, quando estiver morrendo”.

sexta-feira, março 07, 2008

Grande-mãe


De onde eu vim, senhora?
Vieste do mundo de argila

Plástico, elástico, fantástico

Vieste da terra tranquila


De onde eu vim, senhora?
Vieste da história inventada

De vida, despida, querida

Vieste de mim, fertilizada

quinta-feira, março 06, 2008

Percepções X Realidade (insipirado por FF)

O homem é um ser bio-psico-cultural.
Uma regência trina, cujos pilares não se sustentam sozinhos...
Quando o BIO vai mal o PSICO está engessado e o CULTURAL esquecido
Quando o PSICO claudica, o CULTURAL é punitivo e o BIO padece.
Quando o CULTURAL se arrasta, o BIO ignora e o PSICO mimetiza.
Como ignorar que somos seres moldados por tradições?
Como querer ignorar as regras, se a nossa própria rebeldia é o que é porque elas existem?
Liberdade? Livre arbítrio? Até onde vai a guia da sua coleira?
Depende do grupo ao qual faz parte.
Depende do grupo.
Depende...

quarta-feira, março 05, 2008

O cavaleiro da triste figura


Sua armadura é polida, pra desviar o olhar dos espaços que sobram desprotegidos.
Em seu peito um espelho, que reflete o rosto de quem olha, com a incrível propriedade de fazer com que se veja o que se quer. Hipnotiza a razão, já casada de guerra.

"ENGANE-ME, CAVALEIRO, QUE EU QUERO ME VER EM VOCÊ", diz a donzela do cais.

Ele é o rei dos piões, magnetizando os desavisados com sua força centrípeta!

Ele gira ao contrário, ele não sai do lugar. Uma tentativa admirável de simular um buraco negro, e quem sabe voltar a ter 20 e poucos?

Depois de um dia de aventuras em fog, esculpindo dragões nas nuvens, ele se deita em sua cama de flores, acreditando que o espaço vazio ao seu lado é o que lhe dá a forma que tem.

Uma ode ao eco!
Um espetáculo de artifícios, pra captar o intencionalmente destraído.
"MINTA PRA MIM, CAVALEIRO, QUE EU TE RECOMPENSO COM MINHA CRENÇA CEGA"
Não é preciso haver verdade, é preciso haver necessidade de acreditar.
Resgate-me de meu próprio absurdo, faça-me acreditar que sou sã...Em retorno, desabotôo meu verbo em elogios auto-colantes que te farão sentir Alexandre!
Salva-me das minhas garras afiadas, protege-me da verdade que sangra!
"TROTE AO MEU REDOR, CAVALEIRO, PRA QUE A POEIRA ME CEGUE A MENTE E O RETRUCAR DOS CASCOS ME ENSURDEÇA A ALMA"


terça-feira, março 04, 2008

Lições da "tia"Ju

Há algum tempo uma coisa me faz sentir ótima! Fazer escola com os meus termos usuais.
Aqui um guia pra vc parecer cool em uma lição:
Use:
*ficar feinho (fulano ficará feinho quando me vir, tipo, vai ficar sem graça, com cara torcida)
*phopho (com ph pra acentuar a phophura da pessoa)
*fale o nome das pessoas que vc gosta no diminutivo, ex: UDIIIIINHA
*como se não houvesse amanhã (tupi de "like there's no tomorrow")
*enjoy (esse funciona bem!)
*assine com carinhas de emoticon. Ex: Beijos, Fulana ;-)
*issue/s. Ex: Meu, esse cara tem issues! (esse tb é otimo!)
*cite "mulheres que correm com lobos", mas be sure to read it first!
*whatever (esse dá a impressão de que vc realmente não está nem aí, com uma coisa que te tortura)
*inicie frases polêmicas com: MAAAAANO, blá blá blá...
*em tempo (ótimo pra concluir as coisas, use e abuse)

ENJOY!
;-)






Mudando de idéia...

Eu jurei pra mim que nunca mais, mas mudei de idéia.
Foi a reforma aqui de casa...Se você não mexe, não sabe que embaixo do reboco há um cano de ferro DERRETIDO, sendo essa a razão do telefone estar funcionando tão mal.
E não é que é legal escolher o azulejo novo pro banheiro? 
No fim, aquela imagem de caos revela uma oportunidade de mudar, de renovar, ainda que o teto seja o mesmo, ainda que as paredes sejam iguais...Ainda que a estrutura permaneça intacta.
Hoje, começa o EAI EAI EAI pós-reforma, same old, but not quite!
Admito, não aguentei ficar longe do teclado, ainda mais agora que as unhas roídas deram lugar a uma camadinha de esmalte brilhante...Pois é, pois é, pois é!
E aquela ruga na testa que sumiu, pelo burst de hormônios nas veias?
Na boa, as lonas pretas não ficam pra sempre no chão e aquela goteira vai secar, assim que trocarmos as telhas.
É que eu sou assim: acho que as coisas são sempre pra sempre.
Turns out que TUDO PASSA e é bom abrir as janelas pra renovar o ar!
Enjoy!
(just for the record: "ENJOY!" é algo que me foi clonado, caso fique alguma duvida no ar...É, definitivamente a estrutura continua a mesma! hahahaha):-D


quarta-feira, fevereiro 20, 2008

ADEUS!

Queridos leitores deste blog, é com muita tristeza que de vocês me despeço!
ADEUS!
Morre com ele uma boa parte de mim...
Morre por que tem que morrer!
Encerro o compartilhar da minha vida e das minhas idéias com pessoas que amo, por não querer mais compartilhar as mesmas coisas com pessoas que não amo...
ADEUS!
O conflito é rico, nos faz crescer!
A dor é o combustível do poeta!
Ainda assim: fecho as portas que se abriram em 2005, pra nunca mais abrir.
ADEUS!
Jogo tudo no precipício infinito, consciente de que é esse o destino dos sentimentos avassaladores que agora me dominam.
Enterro essa fase na cova mais profunda, esperando que lá fique e nunca mais retorne...
Um faraó, com todos os seu objetos pra usar além da vida.
ADEUS!
Uma maçã podre estragou a fruteira toda, mas era a maçã que eu mais gostava!
Talvez eu mesma não seja tão esperta e tão safa como achava...
Não! Eu sou burra, cega e ingênuamente patética!
ADEUS!
De hoje em diante, nada de contatos, nada de apelos, nada de NADA!
Aqui se acaba um ciclo dolorido demais pra ser enaltecido.
Queima-se um corte profundo, na certeza de que a cicatriz vai sumir (ainda que não suma)
ADEUS!
ADEUS!
ADEUS!

Por que?

Atacar os que te querem bem
Querer bem os que te deprezam
Desprezar os que te amam
Amar os que te atacam

Por que?

Difamar os que te cuidam
Cuidar dos que te escondem
Esconder os que te admiram
Admirar os que te difamam

Por que?

Valorizar os que te deconhecem
Desconhecer os que se preocupam
Se preocupar com os que te ignoram
Ignorar os que te valorizam

Por que?

Tudo está ao contrário: a amiga virou bandida/a confiança virou arma/ o amor virou ódio/ o vínculo virou desprezo...

Por que?

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Luis Fernando Veríssimo

E tudo mudou...
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz... ...
De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças

Luis Fernando Veríssimo

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Nem toda feiticeira é corcunda...

Pela capacidade de mediocrizar o sentimento
Banalizar a certeza e adiar a hora certa
Pintar de cinza pra não destoar
Pesquisar estampas pra combinar

Quero meu batom vermelho
Meu cabelo desarrumado
Minha saia azul e minha blusa transparente
Quero não ter culpa de ser o que sou

Quero não culpar aquele que é o que é
Quero não achar isso bom, correto!
Quero não rimar e ainda fazer poesia
Quero ser livre das linhas guia

Quais são os limites pra se ser aceito?
O que morre em mim pra que eu caiba direito?
O que sobra em mim que me faz imperfeito?
É pensar no fim, antes de sentir o sujeito...

Sem pretensão de receber recompensa
Deixar que o sentimento SEJA (sem edições)
Sem preocupação com o depois-resultado
Obedecendo apenas o apelo imediato

Reproduzir com linguagem
O que se produz antes dela
O que nasce antes de nascer
E que não morre, mesmo se morrer




sexta-feira, fevereiro 08, 2008

O pequeno grande homem










Mesquita de Xeque Zayed (Abu Dhabi)
*Sem comentários, pois as palavras não descrevem o que eu sinto ao ver uma coisa dessas!*

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

"Se o sucesso é algo que se busca, no que se transforma quando se alcança ?"


Pois é... Isso me fez pensar que o sucesso não é algo que EU busco, mas que se busca em geral ao tomar qualquer decisão: o "certo", o "mais adequado"...
Então, o pensar sobre o sucesso é uma atitude que reflete mais no começo do caminho do que no fim?
Talvez!
Eu sempre fui das que realizou sem perguntar o porquê, tipo Pavlov, tipo "me dê um ossinho que eu deito e finjo de morta", mas isso foi antes...
Antes de descobrir que quando não há mais quem te dê "ossinhos" vc tem que farejar e descobrir sozinha onde está a comida.
Nesse momento a dúvida surgiu: onde está? na horta cultivada ou na wilderness na floresta?
Aí vem: oras, depende de que tipo de comida vc quer comer!
Será que eu quero amoras selvagens ou morangos sem gosto? Prefiro me arriscar ao desconhecido colorido das moitas ou abocanhar uma porção tolerável de agrotóxico?



quinta-feira, janeiro 31, 2008

Ação-ação X ação-plano


Estava vendo "1900" e pensando: O QUE REALMENTE NOS LEVA A TER SUCESSO?
A vida toda, achei que era planejar, agir de acordo com uma meta, investir no futuro através das ações do presente, plantar pra colher...
Vi que esse papo me cansa!
No fim o sucesso está na semente, não na flor!
Não há como se criar uma planta artificialmente pra dar uma bela rosa...A rosa mais bela, nasce naturalmente de uma semente forte.
Assim, o que dá o melhor resultado:obedecer o chamado natural de "tocar o piano" ou pensar:"puxa queria tanto tocar piano bem, acho que vou fazer aulas" e passar a se dedicar a isso?
Sei que está meio abstrato, mas deixa eu ver se consigo explicar melhor...
Será possivel que uma dedicação a algo que vc julga ser bom é tão eficaz quanto ter uma inclinação natural praquilo a ponto de "se dedicar" por não ter outra opção?
Então, será que o sucesso se atinge como consequência de uma atitude que praticamos muito porque gostamos muito de praticar, ou por uma disciplina (até forçada) em prol de uma recompensa no futuro?
Será que o QUERO fazer é tão poderoso quanto o GOSTO de fazer?

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Frase da Udinha

"Viver a minha maternidade foi quase a construção da própria identidade. Não é um caminho fácil, mas é um caminho construtivo e enriquecedor da alma."

É isso! É através de como as pessoas que eu amo vivem, que eu determino se sou útil ou não nesse mundo!
Desde pequena (pequena mesmo,3 ou 4 anos) eu observo a vida demais e percebo os padrões de comportamento e os lugares nos quais eles nos levam.
Muito do que penso é mais pelo que vi, do que pelo que vivi.
Talvez por isso eu ainda dê mais importância ao que eu penso, do que ao que eu sinto. Talvez por isso eu seja tão boa de papo e não tão boa de atitudes.
Essa sua frase mais o comentário do Fi me fizeram ver que eu posso ter agido errado, coisa que eu nem cogitava antes.
Você pode imaginar que com tantas teorias pairando na minha mente 100% do tempo, não sobra muito espaço para o SE, para o QUE TAL...
E hoje, penso que eu posso ter errado na medida, na força com que as minhas mãos quiseram agarrar o destino alheio...Talvez eu não tivesse esse direito!
Mas enfim, sei disso agora que acabou, acho que faz parte do renascimento, já que como o Fi disse, hoje vejo a coisa de outra forma.
Porém só poderia ver da forma que vejo hoje, se estivesse onde estou hoje.
Foi bom! Bom perceber isso e ter esperança que a vida por si corrija os cursos necessários, proteja os ninhos e oriente as migrações...

Apresentando o Fi


Lu, esse é o Fi (Fi de Filippe). Impossível conhecer alguém mais meigo e mais maduro, mais passional e mais inteligente!
É uma mistura perfeita entre todos os opostos, um equilíbrio delicioso de se ver!
Amoroso até onde não cabe mais! Doce, com esses olhinhos azuis mais lindos desse mundo!
Inteligentésimo, que discute qualquer assunto e defende suas idéias com unhas e dentes!
Menino trabalhador, que surpreendeu a todos com sua imitação PERFEITA de Silvio Santos na festa de final de ano da empresa!
Sim, gente, além de tudo ele é engraçado!
É cabana ou hotel 5 estrelas? Tanto faz, ele está inteiro em todos os lugares, com sua alegria pueril e suas idéias de quem já viveu 100 anos (luz).
Melhor ouvinte, pra quem se pode falar qualquer coisa! Compreende as coisas sem qualquer preconceito e interpreta da forma mais linda possível!
Hoje, vejo a vida trazendo muitos presentes pra ele, todos mais que merecidos! Vejo ele feliz, pleno, entusiamado e tranquilo...O que mais posso querer?
Fi, eu te amo muito! Você é meu "anrrinho" mais querido!
"Ei, toma cuidado pra não bater a cabeça na borda da piscina, menino!"

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Instinto

Não sei se por conta dos hormônios, ou se por uma característica pessoal que jamais me abandonará, estou querendo ser mãe de filhos que não são meus (todos adultos, hein!).
Reclamo com o que está magro demais, e prometo fazer um bolo duplo de chocolate só pra ele!
Dou bronca no que bronca perto da borda da piscina, dizendo que pode bater a cabeça...
Encho o saco do que fuma maconha, descrevendo os milhares de prejuizos ao seu organismo.
Torro a paciência do que bebe demais, tentando fazê-lo entender que pode morrer ou matar alguém em um acidente de carro.
Tento abrir os olhos do cego que se deixa abusar pelos outros, tentanto enumerar suas qualidades e mostrar que nào há a necessidade de se submeter a tais coisas.
Puxo a orelha do que não se preserva ao transar, falando sobre HPV, AIDS e todas essas coisas fofas que se pode pegar.
Resumindo, eu sou uma chata!
A chatice é uma das poucas características ruins que me dá orgulho em mim mesma.
Por que?
Porque eu não me omito, porque eu prefiro brigar do que fingir que não vi, porque eu quero proteger, quero ajudar, quero previnir um mal que possa acontecer...
Infelizmente, mesmo na natureza, a mãe abandona a cria que sabe que não vai vingar...
Dói, dói imensamente, pois a sensação de perda se mistura com a de derrota!
Não dá pra acreditar no tempo perdido, não dá pra assisitir aquela criaturinha à merce da natureza selvagem...mas é isso que deve ser feito! Como sempre digo; deixar morrer o que tem que morrer.
Hoje, eu abandonei uma das minhas crias e confesso que está doendo muito!
Eu estou triste, mas sei que é isso que eu tinha que fazer!
Talvez nem devesse ter “adotado” at all, mas eu não pude resistir.
Dentro de mim, permanece a paz de ter tentado o quanto eu pude, ao lado das incertezas do que há por vir.
Que descanse em paz...
Será que eu estou errada? Será que dou a impressão de que quero ser superior? Será que o bem que quero fazer, acaba virando um mal?

Muitas perguntas, nenhuma resposta. Não aqui dentro!

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Saindo da toca

Estou quase pronta pra sair...
Mais uma semana ou duas!
Alguma das meninas de fora está aqui em SP? Lu? Anne? Angela?
Ti, Enrico está com saudades da Lu!
Flávio, depois da nossa última conversa, vc se tornou um pouco mais meu xodó, sabia?
Ernesto, pô cara, que saudades de você!
Walmir, boas lembranças ouvindo Gotan! ;-)
Udinha, fiquei sabendo que vc esteve na casa da Miss Polly! Ela te AMOU, como não poderia deixar de ser! Pena que vc não esqueceu nada aqui, pra ter desculpa pra pegar! hehe
Beijos a todos!

segunda-feira, dezembro 17, 2007

LONG TIME NO SEE

Gente, eu sei!
Pensei mesmo em me despedir de todos e colocar um fim a esse blog.
Causas? As mais diversas possíveis, desde conflitos pessoas até a morte da minha querida linda amada Panda (dog) por um ataque de abelhas mutantes...
Não sei, as coisas perderam um pouco o sentido.
Contudo, estou bem, me preparando para uma nova fase.
Hoje, ainda tenho dificuldades em decidir qual o próximo passo, sendo assim não decido nada.
Isso ainda não é um adeus...
Saudades de vocês!

terça-feira, dezembro 04, 2007

Reciprocidade

Correspondência mútua.
Tem que ser quantitativa ou qualitativa?
Não sei! Mas sei que tem que existir, senão não há porquê!
Tem sido difícil escrever nesses tempos onde tudo o que me inspira pode atingir as pessoas, por isso o silêncio...Sem comentários em blogs, sem posts muito expressivos.
Mas dando início a uma nova fase, venho falar sobre o que tem me martelado: por que as relações apodrecem?
Ultimamente, tento fugir dos excessos, principalmente de intimidade, porém há pessoas que já fazem parte da sua vida e você não pode tratá-las como se as tivesse conhecido ontem!
Eu tenho o grande defeito de querer cuidar das pessoas, talvez por me achar esperta demais.
Como tudo é cíclico, vejo que essa é a atitude mais ingênua que eu posso ter.
Achar que a minha opinião é importante a ponto de mudar uma atitude de alguém é a maior prova de que eu não passo de uma sonhadora superficial.
Ora, mas eu gosto de falar e até faço escola com os meus neologismos pseudo-inteligentes, mas isso só me causa tristeza!
Por achar que estou segura sendo a "desbocada" me coloco em uma posição frágil, pois o que falo fica sendo mais importante do que o que eu sinto.
Esse meu "falo o que penso" é na verdade uma armadilha pra mim mesma!
Fazendo isso eu pareço uma fortaleza, que não se importa com o que os outros vão pensar, mas é justamente o contrário!

Isso sou eu mostrando pra o mundo que se as coisas não forem do jeito que eu acredito que devam ser, eu sofro!
É um aviso do meu limite, é um mapa do meu território é uma arma contra mim mesma que dou pra outra pessoa, que é inevitavelmente usada contra mim!
Com bons argumentos ainda: sou crítica, sou ciumenta, sou dura com as pessoas!
Hoje, eu percebi uma coisa, que me deixou mais triste ainda: eu não me importo mais...
Uma pena que as coisas tenha chegado a esse ponto, mas eu sabia que mais cedo ou mais tarde chegariam (e talvez por isso tenha me debatido tanto). O que era intenso é agora opaco e sem sal...O que me fazia matutar durante as noites é a agora um pano de fundo desbotado nas minhas estórias...
É assim que as relações apodrecem: quando não há reciprocidade!
Ísso tudo é ainda triste, mas toda morte implica em um renascimento. Estou no aguardo!


quarta-feira, novembro 28, 2007

Sobre a minha felicidade

Inspirada pelo Flávio, que acha que me conheceu em uma fase complicada, resolvi escrever sobre a minha forma de ser feliz...
Lembram quando eu disse que eu era uma menina-velha?
Então, eu sou!
Por tantas coisas que eu já vivi (desde saber detalhes sórdidos da vida sentimental dos meus pais quando tinha 10 anos, passando por ver meu namorado ficar com a minha irmã e chegando na perda da minha vó querida) eu passei a ser mais séria com a vida!
E não consigo sorrir quando as coisas não estão dentro do que eu acho ser certo (entenda-se, pro bem geral da nação).
Preconceito?
Pode ser...Talvez eu chame de pós conceito, porque geralmente, quando eu conheço as pessoas eu sou aberta... Aí quando vejo que tem algo que eu já experimentei não ser bom, eu fico mais fechada.
É isso!
Mas não que eu não seja feliz! Ao contrário, eu vivo rindo e fazendo piadas (muitas delas infâmes, viu?)
Flávio, depois vc me dá seu e-mail que eu te falo porque vc não é o meu "xodó"( hahahahaha eu achei ótimo isso)
Ah, e vcs que pediram pra eu escrever besteira! Taí! Um besteirol desenfreado!

terça-feira, novembro 27, 2007

Orgulho!

Quando se ama alguém a felicidade da pessoa é a nossa felicidade!
Hoje senti como vale a pena entregar-se a uma amizade sincera e como essas pessoas se tornam parte da família!
Tenho a sorte de ter muitas pessoas assim na minha vida!
Mas hoje o destaque vai pra Miss Polly, que acabou te me dar a melhor notícia que eu poderia receber.
Resumindo: ela plantou muitas boas sementes e agora está colhendo flores perfumadas!
Querida, parabéns pelas suas conquistas!
Me sinto MUITO orgulhosa em ser sua amiga!
Você é daquelas que faz a diferença no mundo e na vida dos que estão à sua volta.
Obrigada por tudo, por todas as palavras e principalmente por estar do meu lado!
Eu amo você!
;-)

segunda-feira, novembro 26, 2007

Pra me mover tem que valer a pena...

Por isso fiquei tanto tempo sem escrever!
Alguns sentiram falta o que me foi um grande elogio! ;-)
Estava pensando no respeito que tenho por todos que lêem esse blog e no quanto isso me faz pensar antes de escrever.
(Não quero que leiam qualquer besteira que me dê na veneta).
Anfibia= estou sem a menor critividade.
Como comentei com o Ernesto, estou entre ciclos e as coisas estão mudando. Umas perdem valor, outras ganham...
Beijos a todos!
Aguardando um Genial...

segunda-feira, outubro 22, 2007

Delicia 2











Para que fique registrado que é sempre uma delícia ter vocês aqui!




Os que não estiveram fizeram falta...DE NOVO! ;-)

quinta-feira, outubro 18, 2007

Aperta o pause...

Gente, meu filho doente está consumindo todos os meus neurônios...
Estou ausente de mim mesma! Apareço offline diante do espelho!
Beijos e saudades de todos!
Até sexta!

;-)

quinta-feira, outubro 11, 2007

Wait and see what will soon become of me...

Everythings different
With my head in the clouds
I hit this corner
With my foot on the gas
I started sliding, I lose it
Everything's different just like that

quarta-feira, outubro 10, 2007

Dave Mathews & Tim Reynolds

Procurem no Youtube.
Sério!
Vale muito a pena.
Dica de música: "So damn lucky"
Eu AAAAAAAAAAAAMO!

segunda-feira, outubro 08, 2007

Delícia!

foto_mal_tirada.jpg

Nem todos estavam presentes, mas as ausências preencheram um espaço grande!

Angela, Lu, Anne, Walmir, Ortega e Jorge: VENHAM!

Ti: estou apaixonada pela Luiza...E cada dia mais, acho um prazer estar na sua companhia!

Flavio: desculpe o meu jeito tenso.

Ernesto: que delícia te ter aqui!

Udinha: você é das minhas, gata! Adoro ter vc por perto!

Gata: capotou, né?

BEEEEEEEEEEEEIJOS!


sexta-feira, outubro 05, 2007

Anfibia- Parte 5

Parte 1- Loba domesticada
Parte 2- A caça
Parte 3- Caixa de veludo
Parte 4- Caleidoscópio

Alabastro

- Quanto te devo?

- É trinta e dois...

- Tem troco? – perguntou Jamile, mostrando uma nota de cem reais.

- Ei, moça...Tá difícil, é que hoje o movimento não foi bom.

- Cobre cinqüenta e fique com o resto.

O taxista sorriu, um tanto surpreso com a generosidade da moça.

Jamile estava ansiosa para apanhar a caixa na portaria e mal deu ouvidos ao falatório do zelador, que tentava ser simpático.

O veludo vermelho carregava consigo uma imagem dolorosamente nostálgica, pois era sobra do tecido usado na confecção do vestido preferido de sua mãe.

O vestido tinha sido encomendado para a sua festa de trinta anos e Jamile ainda lembrava os dizeres do convite:

“Samira Obeid Cury convida você e sua família para um jantar de gala em comemoração ao seu aniversário

Samira era uma mulher solitária, aprisionada pelas imposições ciumentas do marido quatorze anos mais velho. Contudo, pelo menos uma vez por ano, a casa se via enfeitada e opulenta. Todas as luzes eram acesas e a prataria era posta à mesa, ostentando parte da fortuna da família.

Havia muita gente que Jamile mal conhecia. Os homens eram altíssimos, com seus narizes vultuosos e quase sempre calvos. As mulheres mais velhas espremiam-se nos muitos sofás da casa enquanto as mais jovens dançavam e gritavam ao som dos derbakkis. As crianças corriam de um lado para o outro, mas Jamile ficava escondida embaixo da escada de mármore e nem mesmo os apelos de Ana faziam–na sair pra brincar.

- Vá, Branquinha, vá com os outros. Olha seu primo Amin! Depois só vai ver o ano que vem...-argumentava Ana.

Era justamente por isso que Jamile se escondia. Numa das festas anteriores, tinha se esbaldado de brincar com Amin e seu irmão mais velho. A esperteza dos meninos era fascinante e despertou em Jamile a vontade de tê-los sempre por perto, mas por mais que pedisse isso à mãe a resposta era sempre a mesma.

-Não, ainy, não pode! Ele não permite visitas, você sabe. Espera até o ano que vem, no aniversario da omy! Eu prometo que convido os dois.

Um ano naquela época era um tempo incomensurável e aos poucos, Jamile deixou que o vazio tomasse conta da saudade que tinha dos primos.

O elevador novamente interrompeu as lembranças da moça e por uma graça do destino estava vazio desta vez.

Revirou a bolsa a procura das chaves e deixou cair o papel onde Adric havia anotado o telefone da empresa de entregas. Sorriu ao recordar a imagem do rapaz empenhado em ajudá-la com a confusão; há tempos não ficava tão próxima de um homem como tinha estado durante as últimas horas.

Jamile estava intrigada com sua atitude cerimoniosa, com o cuidado em manter uma distância mesmo estando perto, com a delicadeza do falar apesar da concupiscência do olhar.

Sentiu como se ambos estivessem em um lugar que somente eles conheciam. Onde as regras não precisavam ser ditas para serem respeitadas. Como se somente ele pudesse ter a noção do que isso significava para ela e por isso não tentou tocá-la, nem lhe fez perguntas demais.

Lembrou do olhar profundamente triste ao falar de Elisabeta e de certa forma, orgulhou-se por também não ter feito perguntas demais.

Abriu a porta de casa, soltou a bolsa e o casado respingado de sangue e jogou-se no sofá com a caixa de veludo na mão.

-Shukrán, omy! Aná uhbbuhá!- disse como que agradecendo à mãe o presente recebido – Obrigada, omy! Eu amei!

Dentro da caixa estava a chave que resolveria grande parte dos problemas iniciados naquela manhã.

Já estava entregue a um cansaço hipnótico, mas sabia que ia acordar no meio da noite e podia imaginar qual o grau da tortura que sua mente iria impor ao seu corpo madrugada afora.

-Velho desgraçado!- gritou, esmurrando a mesa de centro.

A cena ainda era clara como se estivesse acontecendo ali, diante de seus olhos.

Sua mãe estendida no chão. O líquido vermelho avançava para as ranhuras do piso como se o vestido de veludo estivesse desbotando e tingindo o assoalho. A pele estava mais branca do que nunca, assemelhando-se a uma antiga estátua de alabastro. Os olhos fechados, a boca entreaberta. As mãos imóveis; um dos pés ainda calçava o sapato de salto fino. Jamile se aproximou. Viu o punhal cravado no peito. Tentou puxar. Nada.

-Omy? Omy?!

A mãe não reagia. Ela puxou o punhal com mais força até finalmente arrancá-lo. A mãe continuava inerte.

Olhou para trás e viu que ele tentava se esconder atrás da cortina, denunciando sua culpa como qualquer moleque débil faria.

O velho parecia temer o olhar fixo de Jamile e num desatino, correu com as mãos em direção ao seu pescoço infantil.

-Pare, senhor! Pare! Ela é só uma criança! Nem vai lembrar do que aconteceu! – suplicou Ana, escondendo a menina atrás de seu corpanzil.

Com seis anos de idade, Jamile sentiu a fragilidade da vida e desejou ter morrido no lugar da mãe.