Primeiro: eai eai eai, não é algo indecifrável, que eu coloquei pra intrigar as cabecinhas alheias...É apenas a exclamação do personagem de "Eram os deuses astronautas?". Decepção, né...Era só isso. Segundo: Esse é um espacinho onde eu compartilho minhas maluquices com as pessoas que eu gosto e aproveito para agulhar as pessoas que eu não gosto. Não sentiu a agulhada? Então é porque eu te gosto!
segunda-feira, março 31, 2008
Fefiz Aniversário!
Assim dizia a frase confeitada pela vovó no nosso bolo de aniversário (meu de 10 anos e dela de 53 - somos gêmeas de anos diferentes)!
Rendeu-nos boas risadas e uma piada que carregamos desde então!
Hoje, 22 anos depois, é a primeira vez que canto UM "parabéns pra você" só, já que a outra aniversariante não está mais aqui!
Triste, fico bem triste com isso! Acho que a saudade é a pior coisa, ainda mais quando não se pode matá-la!
Enfim, em contrapartida recebi telefonemas e posts carinhosos da Miss, da Aline, da Fe, da Rita, da minha mãe...Um abracito apertado do marido e dois presente pra lá de originais do filho (um porta anel com um camafeu e um sapo de madeira de coaxa com um reco-reco nas costas- AMEI)
Então é isso! FEFIZ ANIVERSÁRIO PRA MIM!
:-)
sexta-feira, março 28, 2008
Una mujer (Udinha, obrigada pela música)

Arriscando um espanhol tosco e uma montagem de Picasa mais tosca ainda, ei-la:
Que al amor no se asoma
No merece
Llamarse mujer
Es cual flor
Que no esparce
Su aroma
Como un leño
Que no sabe arder
La pasión
Tiene un mágico idioma
Que con besos
Se debe aprender
Puesto que una mujer
Que no sabe querer
No merece llamarse
Mujer
Una mujer
Debe ser
Soñadora, coqueta
Y ardiente
Debe darse al amor
Con frenético ardor
Para ser
Una mujer
Yo viví
Como en sombras, dormida
Sin sentir la mas leve
Emoción
Una vez
Me dijeron, querida
Y esa voz
Mi letargo quebró
Ahora quiero
Y me aferró a la vida
Ahora mi alma comienza
A nacer
Puesto que una mujer
Que no sabe querer
No merece llamarse
quinta-feira, março 27, 2008
Era, fui, sou, serei
quarta-feira, março 26, 2008
Vida Adulta

Segurar os cavalos selvagens da mente impetuosa
Prever os declives, preparar-se para a montanha
Guardar o vigor para a fome e ter fome de viço
Reservar-se; saber-se árbitro de seu próprio caminho
Equilibrar as escolhas, manipular os instintos
Saber como andar sob a água e mover-se no espinho
Aprender a evitar-se largado, entregue na beira da vida
Entender que somente o que há dentro, sustenta o que é visto de fora
Intimidade, funil da possibilidade
Intimidade, responder por sua vontade
Intimidade, distancia-se dela o covarde
Intimidade, você com você de verdade
Trilha de Jamile e Adric
quinta-feira, março 20, 2008
Ah, esse Veríssimo...VERÍSSIMO!!!

Luis Fernando Veríssimo
Dar não é fazer amor. Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza...
Não sente vergonha de ritmos animais.
Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar..
Sem querer apresentar pra mãe...
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
Te amolece o gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro. Dar é bom, na hora. Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: "Que que cê acha amor?".
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar.
Experimente ser amado...
quarta-feira, março 12, 2008
POWERPÓÓÓÓÓNTI - I - I
N: Ewerton, não me delete!!!
E: Agora é tarde Neuselene, agora é tarde!
N: Sem o seu nome na minha lista de amigos, sem os seus testimonials eu me sinto nua, abandonada...
E: Agora eu só tenho os meus amigos de verdade: o Water amigo da Alice, o Paulão amigo do Marcos, a Naná amiga da Julia ... Você, Neuselene é parte do meu passado! Tchau!
(Linão esse post é pra você! LOL)
sábado, março 08, 2008
Anfíbia- Parte 7: Moldura

Contraiu a face, tentando achar uma forma de convencer a tirana de que mudar as palavras não a fazia parecer mais esperta.
Quando o garçom se aproximou, ela ainda tinha o semblante franzido e sentiu-se fragilizada pela distração aparente.
- Está aguardando alguém, senhorita?
- Ah, sim, quero uma mesa para dois. Lá fora, pode ser? – intencionalmente assegurando-se de uma fácil rota de fuga.
- Pois não, por aqui.
- Pode me trazer uma Coca, por favor? Com gelo e limão espremido.
- Pois não.
Jamile lia o cardápio sem prestar muita atenção. A lista de opções parecia mais uma figura em três dimensões, mais uma perturbação em sua mente.
Sentiu uma mão em seu ombro e virou-se assustada, belicosa como sempre.
- Oi! Assustei você?- perguntou Adric.
- Oi, sim...Quer dizer, não! Eu estava pensando longe...
- Está com uma cara boa! Já pediu algo para beber?
- Sim, mas não pedi para você. Acho cafona e pretensioso pedir.
Adric riu-se; no fundo concordava com Jamile. Era mais um indício de que ela não era uma das “presas” com que estava acostumado. Talvez ela não fosse uma presa de fato, mas uma caçadora.
- Jamile, eu fui até a delegacia hoje...
- Ora, mas já está tudo resolvido. Eu já mandei depositar o dinheiro pra consertar o furgão! E o motorista nem se machucou e... Você viu o nome dele? Estranho, eu nunca...
- Eu não fui por isso...- interrompeu Adric
- Como assim? Quem atendeu você? De quem...? Como você...?
- Fui por você, Jamile...Fui pela sua agitação, pelo nervosismo, pelo desespero...
- O que você tem com isso?! Quem atendeu você?- disse quase gritando.
- O delegado, claro!
- Qual delegado, Adric?!QUAL?!- questionou com a voz trêmula.
A pergunta viajou pelo ambiente semi-vazio devido ao horário, deixando o ar rarefeito por alguns instantes. Misturou-se ao murmúrio dos presentes e permaneceu sem resposta, perdendo a força para o silêncio de ambos.
Adric estava hipnotizado com a intensidade daquele olhar. Como era possível? Há um minuto ela sorria leve; agora fulminava-o com os olhos tensos, mordendo os lábios vermelhos. Um arrepio na nuca, um espasmo nas pernas, um jorro de saliva na boca. Adric projetou-se em direção a Jamile, tocou seu braço com as pontas dos dedos e sentiu a penugem macia que lhe cobria a pele. Deixou que seus olhos perdessem o foco, no brilho da saliva revelada pela respiração ofegante da moça.
Jamile fechou os punhos, como que preparando um golpe. Pensou em sair correndo, mas o olhar de Adric a petrificava. Estava cativa, indefesa. Um arrepio, uma surdez momentânea, uma fogueira no ventre...
A distância entre os corpos ficava menor a cada instante. Adric movia-se lenta e cuidadosamente, para não rasgar a teia que o conduzia até ela. Sentia seu perfume enquanto deslizava a mão por seu braço macio e branco como mármore.
Jamile estava entregue, talvez pelo excesso de confiança do rapaz, talvez pela carência de ser tocada por um homem novamente. Sentia-se evaporar em desejo e ainda que quisesse não podia lutar contra aquilo.
A mão esquerda de Adric escalou o ombro de Jamile, pressionando-lhe levemente a nuca, dominando-a de forma definitiva e trazendo-a para si.
Havia tanta distância naquele centímetro que os separava, tanta coisa não dita, tantas estórias desconhecidas.
Ambos se olhando nos olhos e já viciados no que nem foi sequer consumido ou consumado.
Adric apertou os dedos, agarrando-se ao cabelo fino e perfumado de Jamile. Parecia querer segurá-la naquela posição para sempre, emoldurar aquele momento no tempo.
Jamile, vencida pela intensidade de sua própria rebeldia, tentava entender-se através do reflexo nos olhos dele, imaginando o gosto da boca, a textura da língua e o encaixe dos corpos.
Seus punhos, agora abertos e quase receptivos, hesitavam em fazer qualquer movimento que catalisasse a reação em cadeia. Ao mesmo tempo, sentia o coração extrapolando os limites do peito e pensou no sangue: “só me sentirei viva, quando estiver morrendo”.
sexta-feira, março 07, 2008
Grande-mãe
quinta-feira, março 06, 2008
Percepções X Realidade (insipirado por FF)
O homem é um ser bio-psico-cultural.Uma regência trina, cujos pilares não se sustentam sozinhos...
Quando o BIO vai mal o PSICO está engessado e o CULTURAL esquecido
Quando o PSICO claudica, o CULTURAL é punitivo e o BIO padece.
Quando o CULTURAL se arrasta, o BIO ignora e o PSICO mimetiza.
Como ignorar que somos seres moldados por tradições?
Como querer ignorar as regras, se a nossa própria rebeldia é o que é porque elas existem?
Liberdade? Livre arbítrio? Até onde vai a guia da sua coleira?
Depende do grupo ao qual faz parte.
Depende do grupo.
Depende...
quarta-feira, março 05, 2008
O cavaleiro da triste figura

Sua armadura é polida, pra desviar o olhar dos espaços que sobram desprotegidos.
Em seu peito um espelho, que reflete o rosto de quem olha, com a incrível propriedade de fazer com que se veja o que se quer. Hipnotiza a razão, já casada de guerra.
"ENGANE-ME, CAVALEIRO, QUE EU QUERO ME VER EM VOCÊ", diz a donzela do cais.
Ele é o rei dos piões, magnetizando os desavisados com sua força centrípeta!
Ele gira ao contrário, ele não sai do lugar. Uma tentativa admirável de simular um buraco negro, e quem sabe voltar a ter 20 e poucos?
Depois de um dia de aventuras em fog, esculpindo dragões nas nuvens, ele se deita em sua cama de flores, acreditando que o espaço vazio ao seu lado é o que lhe dá a forma que tem.
Uma ode ao eco!
Um espetáculo de artifícios, pra captar o intencionalmente destraído.
"MINTA PRA MIM, CAVALEIRO, QUE EU TE RECOMPENSO COM MINHA CRENÇA CEGA"
Não é preciso haver verdade, é preciso haver necessidade de acreditar.
Resgate-me de meu próprio absurdo, faça-me acreditar que sou sã...Em retorno, desabotôo meu verbo em elogios auto-colantes que te farão sentir Alexandre!
Salva-me das minhas garras afiadas, protege-me da verdade que sangra!
"TROTE AO MEU REDOR, CAVALEIRO, PRA QUE A POEIRA ME CEGUE A MENTE E O RETRUCAR DOS CASCOS ME ENSURDEÇA A ALMA"
