Eu era de exposição, de ex, posição...
Ouvi um chamado
Pra ser mais do que isso
E fui ser.
O "fui" de ir...
O "fui" de ser...
Eu fui mais do que isso.
Pernas que user pra andar
Asas que criei pra voar
"Vem! É aqui de cima que a gente vê as coisas como são!"
Vem...
Vem!
Vem?
E hoje, eu sou mentirosa?
E hoje, eu sou desistente?
Eu posso ser isso, pra que isso não seja você.
Eu posso ser a dor da responsabilidade de não ter ido, mesmo quando eu fui (fui de "ir" e fui de "ser"), pra que o responsável não seja você.
Eu prefiro ver as coisas como eram.
Conservar o chamado como chamado...Conservar o amor como amor...
Por que do contrário eu morro e viro de exposição...
Primeiro: eai eai eai, não é algo indecifrável, que eu coloquei pra intrigar as cabecinhas alheias...É apenas a exclamação do personagem de "Eram os deuses astronautas?". Decepção, né...Era só isso. Segundo: Esse é um espacinho onde eu compartilho minhas maluquices com as pessoas que eu gosto e aproveito para agulhar as pessoas que eu não gosto. Não sentiu a agulhada? Então é porque eu te gosto!
domingo, dezembro 19, 2010
segunda-feira, dezembro 13, 2010
Carta pra o meu "eu do futuro"
Quem é você que se diz "eu"?
Quem sou o "eu" que quer ser você?
Que tipo de "você" eu quero ser quando te for?
Quero ser um "eu" admirável, para que os outros também queiram ser o "você" que eu serei.
Mas o "eu" que sou, não tem meios pra isso...
O "eu" que eu sou teme ser um "você insustentável", assim como sou eu agora.
Insuportavelmente partido entre o ser "eu" e o querer não ser o "eu" que sou.
Eu sou e não sou o "eu" que te agrada, que te apaixona.
Eu não sou e sou o "eu" que te repulsa e que te machuca.
Eu não sou "eu", mas nada mais que isso é o que sou.
Dividida e vazando a vida que você tenta soprar em mim...
Sou uma bóia no meio do oceano e me ofereço pra salvar a tua vida!!Sou uma bóia furada, golpeada de facas auto direcionadas...
Você me sopra, se gasta comigo, mas eu volto a ser murcha, esburacada que sou.
O buraco que não se conserta como se consertam os buracos outros.O buraco que me faz inútil, já que sou bóia e bóia eu quero ser!
E bóia querem que eu seja, por achar que eu sou inteira.
Um inteira parcial, que é o que se revela...que é com o que se sabe lidar!
Mas sigo esvaindo toda e qualquer seiva que no "eu" penetra.
Não penetra...Não fica...Não nutre...Não sustenta!
Porque sai, vai embora como areia entre os dedos, como água no ralo...
Quando sai, vai levando o "eu" junto, aos poucos uma erosão do ser que sou (e passo a não ser a cada instante).
Independente do que eu faça... Sem se importar com o que eu penso...Sem recompensar ao que me dedico...
O "eu" está cansado, ansioso por ser "você"!
Tento não ver que "você" só será o que o "eu" permitir.
Este "eu" que não se sabe, que não se emenda e que se dobra sobre si, pra tapar os vazios do que gostaria de ser.
Condenação assinada antes da sentença.
Independente do que eu faça... Sem se importar com o que eu penso...Sem recompensar ao que me dedico...
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