domingo, dezembro 19, 2010

Somewhere ONLY I know...

Eu era de exposição, de ex, posição...
Ouvi um chamado
Pra ser mais do que isso
E fui ser.
O "fui" de ir...
O "fui" de ser...
Eu fui mais do que isso.
Pernas que user pra andar
Asas que criei pra voar
"Vem! É aqui de cima que a gente vê as coisas como são!"
Vem...
Vem!
Vem?
E hoje, eu sou mentirosa?
E hoje, eu sou desistente?
Eu posso ser isso, pra que isso não seja você.
Eu posso ser a dor da responsabilidade de não ter ido, mesmo quando eu fui (fui de "ir" e fui de "ser"), pra que o responsável não seja você.
Eu prefiro ver as coisas como eram.
Conservar o chamado como chamado...Conservar o amor como amor...
Por que do contrário eu morro e viro de exposição...

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Carta pra o meu "eu do futuro"


Quem é você que se diz "eu"?
Quem sou o "eu" que quer ser você? 
Que tipo de "você" eu quero ser quando te for? 
Quero ser um "eu" admirável, para que os outros também queiram ser o "você" que eu serei.
Mas o "eu" que sou, não tem meios pra isso...
O "eu" que eu sou teme ser um "você insustentável", assim como sou eu agora.
Insuportavelmente partido entre o ser "eu" e o querer não ser o "eu" que sou.
Eu sou e não sou o "eu" que te agrada, que te apaixona.
Eu não sou e sou o "eu" que te repulsa e que te machuca.
Eu não sou "eu", mas nada mais que isso é o que sou.
Dividida e vazando a vida que você tenta soprar em mim...
Sou uma bóia no meio do oceano e me ofereço pra salvar a tua vida!!
Sou uma bóia furada, golpeada de facas auto direcionadas...
Você me sopra, se gasta comigo, mas eu volto a ser murcha, esburacada que sou.
O buraco que não se conserta como se consertam os buracos outros.
O buraco que me faz inútil, já que sou bóia e bóia eu quero ser!
E bóia querem que eu seja, por achar que eu sou inteira.
Um inteira parcial, que é o que se revela...que é com o que se sabe lidar!
Mas sigo esvaindo toda e qualquer seiva que no "eu" penetra.
Não penetra...Não fica...Não nutre...Não sustenta!
Porque sai, vai embora como areia entre os dedos, como água no ralo...
Quando sai, vai levando o "eu" junto, aos poucos uma erosão do ser que sou (e passo a não ser a cada instante).
Independente do que eu faça... Sem se importar com o que eu penso...Sem recompensar ao que me dedico...
O "eu" está cansado, ansioso por ser "você"!
Tento não ver que "você" só será o que o "eu" permitir.
Este "eu" que não se sabe, que não se emenda e que se dobra sobre si, pra tapar os vazios do que gostaria de ser.
Condenação assinada antes da sentença.
Independente do que eu faça... Sem se importar com o que eu penso...Sem recompensar ao que me dedico...


sexta-feira, outubro 29, 2010

UGH!

O fim do começo é o começo do fim.
Viver sempre no início, sem vincular-se aos pesos do caminho.
O plano conserva a inocência!
Imaculado e pueril.
Destemido até.
De muitas formas, planejar é garantir-se frustrado. 
Superfície, sobre face, uma máscara talvez...
Uma que cabe na cara de pau!
Uma que pode ser vista pelas outras caras de pau escondidas...



King Kong

Quando percebemos o ritmo no caos, achamos que somos os reis do mundo...
Aquela ferramenta feita de osso e cabelos foi feita pra guerra interna, que nunca chega (ao fim).
A guerra é o construir da ferramenta...
Ela não serve pra mais.




sexta-feira, outubro 01, 2010

Em tu : ziasmo

Tourada vermelha
Rápida e dançante
Balé com a besta, mas a besta tem que morrer!
Ela faz o toureiro ser herói, mas ela dá a vida pelo status do outro!
Ser touro e toureiro ao mesmo tempo!
Convencer-se e bastar-se, sem ver além da arena...
Surdo, porque vê demais!
Mudo, porque escuta demais!
Cego, porque fala demais... 
O demais tira do decerto e o faz deprimido.

 

domingo, setembro 12, 2010

Significa?

De onde saem as atitudes?
O que as motiva?
Qual o interesse?
Hoje, eu olho pra trás e vejo quanto tempo eu passei me torturando ao fuçar a vida alheia, com medo de que o interesse de quem eu amava, fosse pra "ela".
E foi! Foi mesmo! Não adiantou eu fuçar, tentar prever e impedir...O curioso é que, a contrário do que eu imaginava, eu não ocupo mais o meu tempo com essa pessoa. 
Passou! Eu não tenho mais interesse... Por que?
O que significa isso tudo?
Se você não sabe o que uma coisa significa, ela ainda assim significa ISSO que vc não sabe?
Ex: se eu não sei que esse caminho todo SIGNIFICAVA que eu ia me dar mal no fim, ainda assim, isso significava de fato, um mal sinal?
Se o cara não sabe que a lágrima que cai MEANS que ele está brokenhearted, ela ainda assim, pode ser interpretada como uma dor que quer se manifestar?
Então, eu penso: talvez seja a hora de separar significado de interpretação.
O Significado é PRA MIM de MIM. Então, se eu não tenho consciência...não significa! 
A interpretação é PRA MIM dos OUTROS. Então mesmo que eu não tenha consciência, eu acho que tenho e acho que sei o que significa.
Eu CHUTO um significado, que teria pra mim, SE eu fosse o outro.
Mas eu não sei de fato!
Por que o que significa não depende de mim, quando se trata do outro. O que depende, é a interpretação.
Acho que o amor nasce quando você consegue interpretar o outro e acertar o que significa.
É essa sintonia...Quase uma dança bem coregrafada.
É um bagulho, que só sabe quem tem.

Macho, o Pirata!

Uma perna amputada no útero...
Tinha tudo pra ser, mas não foi.
O gene estava certo, mas o cordão umbilical não comportava os nutrientes.
Insuficiente, gotejante!
Inconsciente, parcialmente adequado. Cego de um olho...
Parece bem, parece bom...PErece na verdade do que é!
Camada fina que cobre, disfarça o interior ferido mortalmente.
Sorryso!
Como seguir e ser, se o andar é desgastante e a morte está presa pelo disfarce?
Morre e anda!
Se preciso, construa uma perna de pau vivo, que brota coisas a esmo!
Recupera os tesouros, dos navios naufragados nas águas do inconsciente!
Não os traga à tona, pois eles pertencem ao fundo e só valem se estiverem lá.

terça-feira, agosto 24, 2010

Contra-Controle

Se eu te prendo, 
Estou presa a você...
Vai...Vc está livre!
Se eu te liberto,  
Estou livre de você...

segunda-feira, agosto 16, 2010

In-pulso


No ritmo ainda te encontro impresso
Arraigado nos períodos
Decalcado nos compassos 
O ciclo, mesmo quando ascende, conserva um "que" de centrífugo que me remete à fuga de mim.
Eu, que ao fugir de mim, me embramei em você.
Agora estou coberta de fitas cortadas e cortantes...Sangue pisado.

Restrita ao leash que eu mesma teci.

sábado, julho 31, 2010

Cristal!

O que mais vale?
Admiração se torna medo, quando você se acha pouco.
O desprezo vira apego, quando você se torna pouco.
A busca pelo melhor tranforma-se em uma viagem à sombra, onde a intenção de curar, fere.
Onde a recompensa plausível vira um desprezo mortal.
Tudo arranjado, limpo e pronto pra começar... 
A luz se acende e tudo está podre, mofado, parasitado e morto.
A vida estava sendo consumida pelos vermes e pelos fungos, mas não consegui ver.
Ou pior...não QUIS ver.
Pena!
Agora é a dor de desmontar os cenários e recuperar a força dos começos...
Ter forças, sem ter.
Ter alegria, sem ter.
Saudades do que nunca houve.
Esperanças no que nunca poderá ser (no que nunca poderia ter sido).
Estou vazia....mas o vazio é mais fácil de limpar.

The currents will shift


Como ousa, com a tua mediocridade, estragar os bordados de mim?
Como se atreve a abrir somente esta fresta, limitando o oceano a um gotejar torturante?
Eu não passo por aqui, vc não percebe?
Somente a sombra de mim, somente o sonar da minha alma buscante... (tuUUu, tuUUu, tuUUu)
Eu raspo com a unha o resto que vc me deixa, o pó que sobrou de você.
Eu faço um montinho e tento ressuscitar a razão que me fez olhar pra tua essência.
Devolve o esforço, a crença e a aposta...
Reebolsa meu tempo e restaura a minha alegria de viver!
Eu tenho amor congelado e petrificado.
Eu tenho sangue coagulado!
Nenhuma dessas coisas combina com a fuidez dos meus oceanos, que gota a gota, deixam você pra trás.

quinta-feira, julho 15, 2010

O meu problema


O meu problema (parece redação de escola, onde a primeira frase repete o título) eu não sei qual é!
Não é o que vc dá pro outro (a), mas o que eu o outro (a) te dá.
Competição, acho...
Quero ser única, melhor...
E se eu não quisesse? Se eu dividisse com o outro (a)?
Mas não...
Eu quero chocar, quero desbravar, quero superar. Eu quero sempre mais!
E eu to me perdendo na mediocridade das regras e dos "organizadores do fazer".
Mano, as pessoas são muito hipócritas e eu me corroendo de culpa por não ser perfeita.
Eu sou uma bola de fogo e preciso aceitar que nem sempre vou deixar o mundo ileso. 
Eu queimo.
Queimo por querer, queimo sem querer.
Queimo por dentro e queimo por fora...Eu fico quente de verdade!
Eu tenho uma munição de ferrões de abelha e eu pico, fazer o que?
Pico pra inocular o meu "ver" em você, pra te transformar...
Quem entende o conceito de "vamos nos misturar" não pode ser mais sensível e FODAPACARALHO!!
Pico por que tenho que picar...
Estou aprendendo a me ver de fora e isso tira um pouco a espontaneidade da coisa, MAS reconhecer a genuina fonte de simesmo ("a fooooonte de SIMESMOOOOO, hó hóhóhóóóó"- tipo, Cid Moreira falando)...
Então, se vc reconhecer a fonte, vc aprende a acessar a pureza e detectar o lodo quando aparece.

-GENNN TIIIII, QUE LODO É ESSIIII???
-Xiiii, esse lodo aí é daquele que mancha os relacionamento cus namorado, viu dona!


Eu preciso acessar o meu pedreiro/encanador interior, porra!

É isso: começo sérinha, fico irada e dou risada!
É essa a minha dinâmica base. SERINHA- IRA- RISADA
Eu não posso parar no meio, não posso!!!
Senão vira desgosto, amargura e o "serinha" vira "deprêzinha".
O "irada" vira "destrutiva" e a "risada" vira "choro".

É o lodo!

Eu não quero machucar ninguém, mas machuco.
Ninguém quer me machucar, mas machucam.
É a vida em sua força centrífuga de sempre...
Eu perdoo, de verdade!
Me perdoem também.
Há uma busca por coerência em tudo isso, mesmo que a coerência seja mutante...
Uma espécie de PG de razão inconstante.
NEEEEERD!






 

PUTAQUEOPARALHO


Estou arrancando um câncer.
Tendendo a comportamentos autodestrutivos do passado.
Tendendo a falar um monte de merda aqui, que "reverberaria no Universo".
Não quero.
Que figura é essa que surge de debaixo das camas vazias e se alimenta do medo de andar?
Uma espécie de cadeira de rodas com imãs. E vc, (eu, no caso) um saco de pregos.
Atraído pela dependência, preferindo não preservar o que há de você em você.
Sai da periferia!  
Volta por cerne!
Pára de achar que o comportamento do "edge" diz quem você é!
Volta, que isso passa...
Volta, que você vai ser o que é!
Volta, que esse é o unico jeito de ir...

quinta-feira, julho 08, 2010

Bioimpulsão


Essa é uma carta que eu nem consigo pensar em escrever.
Não consigo organizar as idéias e colocar a ordem dos acontecimentos de forma a explicar como tudo aconteceu...
Mas aconteceu e está acontecido!
E eu estou nesse lugar, onde o mundo girou e eu escolhi pular umas pedrinhas pra ficar mais no sol.
Eu poderia ter ficado no lugar, mas ali há o frio e a sombra ... 
E lá, o calor e a mata verdinha!
Enquanto isso eu ouvia Bjork: YOU CAN'T SAY NO TO HOPE, YOU CAN'T SAY NO TO HAPPINESS
Que um dia isso seja transcendido e até lá eu aceito, resignadamente, a tua reação.

quinta-feira, junho 24, 2010

Le Biste!


Eu deixei o folêgo entrar, meus pulmões inflaram e eu virei uma bóia!
Agora eu subo na água e vejo o lôdo se distanciando, as algas soltando os meus pés...
As montanhas escuras eram apenas pedras (vistas de perto demais).
O peixe-rei era apenas um lebiste enfeitado (visto de perto demais).
A sereia linda, era uma boneca sem vida, negando a vida que tentava entrar...
A coruja já nem é tão sábia, mas uma criatura assustada, que é noturna apenas para ter menos concorrência.
Oxigênio limpo, sem vícios, sem rancor, sem peso, sem vinculos desnecessários...Desapegado!
Preenche o corpo até ser consumido e sai.
Faz o seu papel com integridade e SAI.
Até por isso pode ser íntegro (e puro)...Não fica mais tempo do que pode/tem que ficar.



quarta-feira, junho 09, 2010

Wonderwall

A gente acha que pode entender as pessoas...
A gente acha.
A gente SE acha!
Eu te abordo de outro jeito, eu mudo, eu ando, eu dou a volta!
Eu abaixo, eu permito, eu recuo, eu sorrio...
Eu consigo, só mais um pouco, eu sei que consigo!
Eu... Eu... Quem sou eu?
O que aconteceu comigo?
Mudada, longe, revolta, abaixada, permissiva, sorrindo com olhos tristes.
Apenas para provar a mim que eu conseguiria e que essa vitória faria bem a todos!
E fez mal...
Sem forças para fazer metáforas e poesias.
Um texto pobre e cru, como me sinto agora...
E nenhum troféu para polir, nenhuma medalha para ostentar, nenhum diploma para enquadrar.
Feridas invisíveis, cortes subcutâneos, e bolhas no coração.
Ferida Invisível e Mortal
Falha Indesejada e Medo
Força Inerte e Medíocre
Fui Idiota Mesmo




terça-feira, junho 01, 2010

Cigana


'Cause I'm a gypsy
But are you coming with me?
I might steal your clothes
And wear them if they fit me
I never made agreements
Just like a gypsy
And I won't back down
'Cause life's already hurt me
And I won't cry
I'm too young to die
If you're gonna quit me
'Cause I'm a gypsy

quarta-feira, maio 26, 2010

Eu vou andar pra frente

11 anos de amor...
Finalmente juntos!!!
Uma vontade de ser o teu prêmio e de brindar a minha vida ao teu lado. 
Sempre e para sempre!
Eu te quis tanto... 
Esmurrei teus muros de pedra até que meus dedos sangrassem e a dor me tirasse a vontade de viver.
Aprendi a regenerar e as cicatrizes endureceram minha pele... 
Havia perdido o Norte, mas não a força para buscar acesso à tua essência.
Meu coração, muitas vezes sofreu de saudade de você (que estava sentado no sofá ao meu lado).
Meu corpo ensaiou inúmeras formas para despertar o teu desejo tão volátil e fugidio.
Meus sonhos acabaram por perder a forma e o significado, tentando adaptar-se ao território inóspito do nosso "lar".
...E minha pele enfraqueceu, cansada de resistir a tudo sem trégua.
Eu sangrei de verdade, adoeci...Senti a vida escapando de mim enquanto a vontade de morrer tomava conta de todos os espaços cheios de vazio.
Para mim é isso que ficou: desperdício, tristeza, sonhos deformados, nós para segurar as estruturas frágeis.
Eu amei você com todo o meu ser e o que havia em torno dele, mas agora eu não vou ficar parada.
Eu vou andar pra frente.



domingo, maio 23, 2010

Amor Romântico


É esse fogo que alimenta as caldeiras bestiais!
Que temos ! 
Que somos! 
Impossível viver sem?
Estou lendo um livro que diz que é impossivel mesmo, mas que tb não há como viver COM.
Fala que a gente não sabe separar amor de gente de amor de anima/interno.
Aí a gente projeta!
Eu estou triste de perceber isso e com medo de ter que desistir dessa vontade de "ficar sem ar"...
Desistir por ter a consciência de que isso não é real, ou melhor, que isso impede que o relacionamento seja real, humano.
Eu acho que não sei ser humana, quero ser meio curupira, meio sereia cabeluda...
1/4 de porco filhote, 1/4 de serpente constrictor, 1/4 de macaco raro e mais 1/4 de cutuca troncos!
Pô, humano é muito chato, muito simples!
Quero natural com terra e com céu!
Quero divino e sempre brilhante, efervescente!!!
Eu não posso viver nesse mundo dos cabimentos, então eu estou sempre só na minha busca por algo que eu sei que existe...
Eu estou cansada de ser só!
Eu tenho medo e fico doente...
A minha luta é nobre, eu penso, mas ela só me trouxe ferimentos na carapaça!
Que dóem e ao mesmo tempo me lembram de que há um caminho pra dentro!
Uma fenda na intersecção dos mundos, um buraco de fechadura pra instigar o olhar pro outro lado!
Uma vontade de xingar pra depois me sentir pura!







quinta-feira, abril 29, 2010

Alegria alérgica

Coça pra sair da pele, pra arrancar o pelo, pra sair o sangue!
Sai sangue, sai!
Deixa eu te ver escorrendo pra me lembrar que sou viva, que sou natureza e que não te controlo nem em pensamento!
Troca de escamas e deixa o resto preso nos galhos...Deixa secar e faz um penduricalho xamã!
Lambe a ferida exposta e sente o cheiro de morte-vida que sai do corpo.
Treme de aflição e de vontade.
Explode dentro de mim, que eu preciso do teu impacto bruto!
Cru, impensado, flagrado nu no meio da rua...
O grito ainda revira nos canais invisíveis do dentro-fora do corpo.
Me toco com a mão fria e não sei se sinto no rosto o frio da mão ou na mão, o quente do rosto. 
Eu sinto as duas coisas, ao mesmo tempo.
O frio e o quente coexistindo na sensação instantânea! Não tem nome e como tudo ultimamente, não tem cabimento.

domingo, fevereiro 07, 2010

Gangorra

stella im hultberg

Por contraponto... 
O HOMEM que faz (re)nascer a MULHER
O faro que percebeu a fenda
A fenda que já não se abria...
Agora, o corpo convida à penetração
A carne, antes reativa, é agora mutante, fluida e quente
Os braços de alongam em tranças de luz
As mãos se dividem em dedos de teias
As pernas conduzem ao encontro
Encontro de almas
Invasão consentida
Entra pelo corpo e transborda pela alma


Hyper!



I'll go through all this
before you wake up
so I can feel happier
to be safe up here with you

terça-feira, fevereiro 02, 2010

IA x IZ


Eu não faria isso...
Não faria, mas fiz!
Porque  CONTAR com o fato de que eu NÃO farIA, me ofende, me ultraja, me deixa puta da vida!
Eu sou mais do que se vê...
Eu faria coisas que as pessoas preferem não ver, e me colocam o peso da CONFIANÇA... Pra me prender, pra me rotular, pra me classificar!
Eu não tenho cabimento!
- I trust  you...
- Don't!

É assim


Que eu quero me sentir perto de mim
E se eu morrer, que seja apenas consequência do "quest"
Se eu voltar à superficie, será profundamente mudada
Se eu voltar...Vou estar atravessada de natureza e de potência de vida...
E não serei A mesma... Serei EU mesma, ou pelo menos um pouco mais criança do que a "mulher de terninho"...
Channel sucks
Frida rules
Bjork rules
Lady Gaga tries!

Talkin' to herself, there's no one else who needs to know...
She tells herself, oh...
Memories back when she was bold and strong
And waiting for the world to come along...
Swears she knew it, now she swears he's gone

domingo, janeiro 24, 2010

Mapa de mentira


Trapped in my own mind
Reglada
Nada explica
Labirinto em ciclos
Llorona!!!
Loop...
Visceral
Aleijada
"Para que quero pés, se tenho asas para voar?"
La bruja...
Quero sair, quero sair!!!
Nada explica
Falsete que abre as portas invisíveis
Tambores que conduzem à estrada inexistente
E tudo se vê, pois tudo existe

terça-feira, janeiro 19, 2010

Cut in the middle

Não quero ter culpa por estragar
Não quero ter culpa por alimentar
Não quero ter culpa...
Quero que a plenitude do vazio preencha o que está lotado
Alívio e tortura 
Saudade...
Hematoma da alma!

sexta-feira, janeiro 01, 2010

De que você precisa pra se tornar quem é?



Minha cabeça estava full of thoughts minutos atrás: filme+alcool+paixão.
Eu preciso de coisas pra ser quem sou, preciso de portas pra fugir de mim mesma, ou do que eu considero que seja "eu".
Reconhecer genuinamente o que me move, em alguns instantes de vida fora de mim.
Vida em filme, em música, vida feita por outro...Outros que sabem o que há de atávico (será que sabem?)
Tendo a apostar no completo acaso, no tiro no escuro que atingiu o alvo (sucesso) pra não me sentir medíocre e comum, repetindo um caminho já percorrido por tantos.
Quero ser a única a perceber as coisas que são!
Quero ser a única!
Coisas que me transformam em bicho, nervos que ficam expostos e mostram meu pelos, meus dentes, minhas unhas sujas de terra.
Coisas que eu controlo pra que não me transformem em bicho.
Frenesi, falta de controle, inconsequência...
Cicatrizes, mortes, sofrimentos...
A noite que chama, o medo que paralisa!
O vento que convida, a fragilidade que impede!
A nudez que explode, a moral que castiga!
O rosnar que comunica, o silêncio que constrange!
A expectativa pelas conjunções que abrem os portais da floresta
A certeza da efemeridade deste instante
O medo das consequências desta sedução
A certeza da verdade dentro do impossível