Não sei se por conta dos hormônios, ou se por uma característica pessoal que jamais me abandonará, estou querendo ser mãe de filhos que não são meus (todos adultos, hein!).
Reclamo com o que está magro demais, e prometo fazer um bolo duplo de chocolate só pra ele!
Dou bronca no que bronca perto da borda da piscina, dizendo que pode bater a cabeça...
Encho o saco do que fuma maconha, descrevendo os milhares de prejuizos ao seu organismo.
Torro a paciência do que bebe demais, tentando fazê-lo entender que pode morrer ou matar alguém em um acidente de carro.
Tento abrir os olhos do cego que se deixa abusar pelos outros, tentanto enumerar suas qualidades e mostrar que nào há a necessidade de se submeter a tais coisas.
Puxo a orelha do que não se preserva ao transar, falando sobre HPV, AIDS e todas essas coisas fofas que se pode pegar.
Resumindo, eu sou uma chata!
A chatice é uma das poucas características ruins que me dá orgulho em mim mesma.
Por que?
Porque eu não me omito, porque eu prefiro brigar do que fingir que não vi, porque eu quero proteger, quero ajudar, quero previnir um mal que possa acontecer...
Infelizmente, mesmo na natureza, a mãe abandona a cria que sabe que não vai vingar...
Dói, dói imensamente, pois a sensação de perda se mistura com a de derrota!
Não dá pra acreditar no tempo perdido, não dá pra assisitir aquela criaturinha à merce da natureza selvagem...mas é isso que deve ser feito! Como sempre digo; deixar morrer o que tem que morrer.
Hoje, eu abandonei uma das minhas crias e confesso que está doendo muito!
Eu estou triste, mas sei que é isso que eu tinha que fazer!
Talvez nem devesse ter “adotado” at all, mas eu não pude resistir.
Dentro de mim, permanece a paz de ter tentado o quanto eu pude, ao lado das incertezas do que há por vir.
Que descanse em paz...
Será que eu estou errada? Será que dou a impressão de que quero ser superior? Será que o bem que quero fazer, acaba virando um mal?
Muitas perguntas, nenhuma resposta. Não aqui dentro!
Primeiro: eai eai eai, não é algo indecifrável, que eu coloquei pra intrigar as cabecinhas alheias...É apenas a exclamação do personagem de "Eram os deuses astronautas?". Decepção, né...Era só isso. Segundo: Esse é um espacinho onde eu compartilho minhas maluquices com as pessoas que eu gosto e aproveito para agulhar as pessoas que eu não gosto. Não sentiu a agulhada? Então é porque eu te gosto!
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Instinto
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12 comentários:
Não é mãe que estás sendo, é amiga... Mas tem coisas que a gente só aprende se esborrachando no chão... Os amigos de verdade estarão sempre por perto para juntar os pedaços.
Que bom que você voltou.
Senti muita falta de você, pessoalmente e através dos teus belos textos.
Quanto ao 'Instinto', nada mais compreensível, pela 'bela' mulher madura em que você se tornou.
Está certíssima!
Um beijo saudoso.
Eu e você estamos acostumadas a lutar até a última esperança pelas coisas que acreditamos, mas quando deixamos de acreditar... não tem volta. Não foi isso que aconteceu no nosso trabalho housewifico?
E não foi isso que aconteceu com a mãe do meu afilhado?
A questão é que não podemos carregar o mundo nas costas, resolver os problemas pelos outros e os fazer enxergar o que eles não querem ver.
Então agora, só podemos torcer para que essas pessoas consigam mudar em tempo. E mais nada.
mãinha
Algumas coisas não têm que ter resposta, e nem ser questionadas.
Tempo perdido? NUNCA!!!
Tempo investido. No que?
Revelação. Crescimento pessoal. Fortalecimento. Aprendizado.
Ou vc, agora, não saberia virar para a prole e dizer: " ó, assim não pode fazer!"
Existem pontes nesa vida.
Troncos que tombam na nossa frente
só para podermos chegar em algum lugar; nós passamos e eles ficam. E isso não é simplificar as coisas. Apenas outros olhares para a mesma coisa.
Vc tem filhos já criados. Ninguém está a merce de nada, a não ser de nós mesmos. A natureza que nos cerca é a mesma na qual vc se fez maravilhosa assim.
amo
fi
Tive apenas a impressão de que esse é um colo de leoa.
Muda não que tá bom assim.
Teus "filhos" tem é muita sorte!
ALMA MADRE (adorei essa expressão Flávio.Tomo emprestada).
Prepare-se para ser esteio das pessoas ao seu redor a vida toda.
Tenho uma irmã assim.É uma delícia(PARA OS SATÉLITES, que afinal estão nessa órbita porque querem). Um porto seguro.
Apenas cuide-se para doar sem sofrer.Sua parte (de acordo com sua natureza)está feita. O retorno não depende de vc.
Um beijo
Lú.
PS: Me permita usa o espaço com outra finalidade - Cumprimentar a pessoa aí de cima(FI ):
Empatia instantânea.
Parabéns pelo texto e principalmente pelo olhar (profundo e certeiro e generoso na minha concepção).
Lu, o Fi é a craitura mais doce e encantadora desse mundo! Ele é um dos meus filhinhos que eu amo, amo, amo, amo! Vou cuidar pra que da próxima vez vc o encontre por aqui! Ah, e além de tudo ele é lindo! (puxou a mãe, rsrsrs)
Por acaso ele é nordestino(mãinha)?
Ju-linda!
Viver a minha maternidade foi quase a construção da própria identidade. Não é um caminho fácil, mas é um caminho construtivo e enriquecedor da alma.
Exerça a sua maternidade!
(não gosto de frases imperativas mas tá cabendo tão bem aqui!)
beijo de mãe e amiga
Lu, ele não é , mas a mainha dele (a biloógica) sim, por isso!
Certa, errada ... quem sabe ?
Mas uma coisa eu posso te dizer ... seus filhos de verdade vão chegar à adolescência ... vão ficar adultos ... e será igual ... aproveite para aprender com os "adotivos".
E, como pai, aprendi a duras penas uma coisa:
- Quem ama quer o melhor para seus filhos ... E quem sabe amar deseja que seus filhos descubram o que é melhor para eles
A diferença é que quase sempre fazem um montão de coisas com as quais a gente não concorda pelo caminho.
Mas é o caminho deles ...
A gente não abandona. Simplesmente deixa ir. O mais comum é que nossos "bebês" acabam não ficando desamparadados. Ou arrumaram outra "mãe", ou cresceram.
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