terça-feira, dezembro 04, 2007

Reciprocidade

Correspondência mútua.
Tem que ser quantitativa ou qualitativa?
Não sei! Mas sei que tem que existir, senão não há porquê!
Tem sido difícil escrever nesses tempos onde tudo o que me inspira pode atingir as pessoas, por isso o silêncio...Sem comentários em blogs, sem posts muito expressivos.
Mas dando início a uma nova fase, venho falar sobre o que tem me martelado: por que as relações apodrecem?
Ultimamente, tento fugir dos excessos, principalmente de intimidade, porém há pessoas que já fazem parte da sua vida e você não pode tratá-las como se as tivesse conhecido ontem!
Eu tenho o grande defeito de querer cuidar das pessoas, talvez por me achar esperta demais.
Como tudo é cíclico, vejo que essa é a atitude mais ingênua que eu posso ter.
Achar que a minha opinião é importante a ponto de mudar uma atitude de alguém é a maior prova de que eu não passo de uma sonhadora superficial.
Ora, mas eu gosto de falar e até faço escola com os meus neologismos pseudo-inteligentes, mas isso só me causa tristeza!
Por achar que estou segura sendo a "desbocada" me coloco em uma posição frágil, pois o que falo fica sendo mais importante do que o que eu sinto.
Esse meu "falo o que penso" é na verdade uma armadilha pra mim mesma!
Fazendo isso eu pareço uma fortaleza, que não se importa com o que os outros vão pensar, mas é justamente o contrário!

Isso sou eu mostrando pra o mundo que se as coisas não forem do jeito que eu acredito que devam ser, eu sofro!
É um aviso do meu limite, é um mapa do meu território é uma arma contra mim mesma que dou pra outra pessoa, que é inevitavelmente usada contra mim!
Com bons argumentos ainda: sou crítica, sou ciumenta, sou dura com as pessoas!
Hoje, eu percebi uma coisa, que me deixou mais triste ainda: eu não me importo mais...
Uma pena que as coisas tenha chegado a esse ponto, mas eu sabia que mais cedo ou mais tarde chegariam (e talvez por isso tenha me debatido tanto). O que era intenso é agora opaco e sem sal...O que me fazia matutar durante as noites é a agora um pano de fundo desbotado nas minhas estórias...
É assim que as relações apodrecem: quando não há reciprocidade!
Ísso tudo é ainda triste, mas toda morte implica em um renascimento. Estou no aguardo!


12 comentários:

MP disse...

Acho que as pessoas tinham que ser mais como você, falar o que pensam, agir com o coração, cuidar de quem amam. E você está correta, toda relação é baseada na reciprocidade, sem ela, não é relação, é somente uma pessoa gritando com todas as suas forças para uma parede de concreto.

E não acho que você deva parar de falar, para de se importar e de cuidar dos outros. Eu sou uma pessoa, por exemplo, que adora seus cuidados. Só se preserve para não falar para quem não quer ouvir.

Amo muito você e toda a família de Mirrs!

Anne M. Moor disse...

Ju,
Isso é vida! As relações começam, acabam, se renovam ou se reconstroem ao longo de toda a vida. Te cuida menininha...
Abraço forte

disse...

JU:
Ainda bem que reagimos assim(eu tb reajo da mesma forma).
Já imaginou se não esfriássemos com a falta de reciprocidade?
Isso é preservação de si próprio.
Ainda bem que é assim.
Bjo.

Ernesto Dias Jr. disse...

Ju,
Como diria a Dora (graaaaande Dora!), é melhor enfiar na cabeça que não podemos mudar o outro. Só a nós mesmos. E ainda assim...

Érica Martinez disse...

temos mesmo muitas coisas em comum, gata, entre elas, essa coisa de querer provar estar certa... teimosia, "cabeça-durice" (???), sangue italiano, ingenuidade? não sei... cada um com as suas verdades...
sei que as coisas renascem sim, a gente renasce todos os dias, pena que pareça demorar uma eternidade!

Udi disse...

Ju, com algumas coisas a gente não precisa se importar mesmo...
O Flavio costumava dizer prá mim 2 frasezinhas que até hoje me "salvam" quando sinto estar entrando em algum buraco de emoções/reações frente a algumas situações: "você se dá muita importância... você se leva muito a sério".
Não estou fazendo apologia do "livre-leve-solto" mas, às vezes, quando tudo está muito pesado...

Udi disse...

um beijo!

Bárbara Semerene disse...

Ju, não perca a sua característica mais marcante: se importar e ter esse jeito maternal de ser. O que você deve aprender é parar de sofrer com a reação das pessoas, porque cada um tem suas questões mal resolvidas, que a gente não consegue prever quais são até que as atinja. Mas, perdoe-se por isso, porque, fazendo as contas, certamente você acrescenta e ajuda mais do que agride.
Todo mundo quer que você se importe, mas nem sempre as pessoas estão preparadas para encararem a si próprias e os seus defeitos. Nem sempre as pessoas conseguem encarar uma crítica como uma forma de aprendizado para evoluírem. Isso é normal, não leve a mal. Mas continue se importando, porque se não, vc vai deixar de ser você.

Flavio Ferrari disse...

É duro, não é, Jú ...
A vida perde o sentido.
E da um trabalhão para reencontrar.

Anne M. Moor disse...

Mas a gente acaba reencontrando... Confia!!!

Anônimo disse...

Mãinha, reciprocidade e felicidade não necessáriamente andam do mesmo lado.
Relações crescem,duram, apodrecem...passam por diversas fases, e nós escolhemos a qual delas nos dedicar. Respeite seu tempo em primeiro lugar; respeite tbm o tempo das coisas.Cada qual tem o seu, sem fórmula ou limites. Nem nós temos!
Se vc acha que chegou ao limite de uma sensação, pode ter certeza que é apenas o amálgama da transição para outra forma de pensar, ver , sentir e agir sobre determinado contexto.
É justamente nesse limbo dos sentires que vislumbramos novas formas de seres. Porém, enquanto estamos cegos por nossas crenças de bem-estar e certidão, somos todos MAXADIANOS POR EXCELÊNCIA.
Te queremos sempre dura, sempre crítica, sempre ciumenta.
Nunca cíclica, sempre em espiral. Tudo volta para o seu lugar sem ter saído dele, mas sempre diferente... em espiral.
Não esqueça do meio têrmo do lado branco!
Falamos o que sentimos, mesmo tendo racionalizado nossos sentimentos. Estes são nosso primeiro impulso, nosso instinto mais sincero. Pensamneto irracional, natural, selvagem.
Então, o q vc fala é o que vc sente.
E se for preciso, arme qtos puder e qtos mais precisarem.
Sofra sem medo, sem dor! Apenas sofra; sem racionalizar tudo. Tem coisas que se bastam.
Nós não. Somos dependentes.
É preciso falar, dizer, con-vencer.
Somos todos parte de um contexto, mas con histórias individuais.

Essa morte é a vida no estado de espera. Fases de aprendizado...

disse...

Oi Jú. Fiquei com saudade. Que sumida vc deu. Reapareça so um pouquinho...Bjo.