terça-feira, outubro 20, 2009

Silêncio




Pela primeira vez a quantidade de motivos e motivações para escrever se transformam em necessidade de manter o branco do papel.
Funambulo com medo do palhaço.
Gaguejo, por colocar senões em tudo.
Mato a crença. No instante e somente nele.

quarta-feira, outubro 07, 2009

Começo do fim

Alguns dizem que esse modelo de educação que se aplica hoje é fruto do pensamento capitalista.
Eu fico pensando: E DE ONDE VEIO O PENSAMENTO CAPITALISTA?
Acho que quando o homem tinha que caçar pra sobreviver, vivia inquieto, já que a fome é uma sensação horrível.
Graças à capacidade de raciocinar, o homo sapiens (sei lá se era esse, mas enfim...) percebeu que fome era desconforto, e associou uma coisa ruim à mesma, consequentemente rotulando a saciedade de boa.


Sacou também, que era possivel ter mais o bom do que o ruim, se conseguisse estar saciado sempre.
Para isso, tinha que ter comida disponível e portanto, não podia se contentar com a possibilidade de acerto/erro. TINHA QUE ACERTAR.
Só que 100% de acertos é impossível. Não havia como prever se a caçada seria bem sucedida. Veio o medo de errar, de falhar...

E aí começou a merda.
Dotado do raciocininho lindo, o primata desenvolveu técnicas pra ter comida à vontade, sem ter que caçar, sem ter que contar com o acaso (acerto/erro).
Ele "dominou" a natureza, pelo menos no aspecto que mais o afligia.
Este homem deu um duro pra ser mais que o natural, pra ter e manter.
O coitado que não tinha a "inteligência" pra tal manobra, não podia desfrutar das mesmas possibilidades e via seu amiguinho todo garantido, e ele tendo que padecer a tortura da caça ao acaso.
E o primeiro, que tinha se esforçado pra se poder ficar sussa, não ia repartir seus privilégios com quem não tinha suado a camisa com ele... Claro que não.
Você que se foda, essa cenoura é minha, mano!
O coitado, além de faminto,  tinha que ver seu ex-amigo, (que sentava ao seu lado na fogueira e enfiava o nariz na mesma barrigada que ele) negando uma perninha de grilho só pra forrar o estômago.
Ai eu pergunto: que espécie de manobra é essa que garante a comida e o bem estar, mas ao mesmo tempo cria um medo de ficar SEM e uma indiferença ao outro?
Como é possivel chamar isso de inteligência?
Como achar que viver em harmonia com a natureza e seus acasos é pior do que uma sensação falsa de controle e de propriedade?

Esse é o homem: o mesmo que caga na água que bebe!