segunda-feira, setembro 18, 2006

Quase (por Luis Fernando Veríssimo)

Nota: Vcs sabem que eu prefiro escrever as minhas próprias teorias sobre a vida... O Curioso é que as vezes a gente encontra teorias que se parecem muito com as nossas..Aí copia e cola no blog ;-)
Obrigada para a minha menininha linda do rodamoinho na testa! Enjoy:

Ainda pior que a convicção do não, a incerteza do talvez é a desilusão de um "quase".
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu!

terça-feira, setembro 12, 2006

Citação


Trocando e-mails com uma amiga, ela me vem com essa...
Eu achei muito legal e resolvi compartilhar...Enjoy
"Ju, eu me pareço muito com vc nesse aspecto, de ser uma eterna insatisfeita. Mas esses dias um amigo meu colocou a minha bola lá em cima dizendo: "Esse é o fardo das pessoas inteligentes: estão sempre a procura de algo a mais, a cabeça não pára porque elas conseguem enxergar que o mundo é cheio de possibilidades e que elas poderiam ser e viver qualquer coisa se realmente investissem em tudo o que querem". Eu quero acreditar que é isso, hehehe. Eu vejo um show e penso "putz, eu devia aprender a cantar ou tocar algo"; vejo uma apresentação de dança e penso "vou fazer aula de dança", vou a uma exposição e penso "vou fazer aula de pintura", vou ao teatro e penso "vou fazer aula de teatro", leio uma matéria sobre a Grécia e penso "vou pra Grécia", leio outra sobre trabalho voluntário na África e penso "vou me candidatar"... O mesmo vale para a vida pessoal...
E assim vou vivendo, e não faço nada porque acabo não conseguindo definir uma coisa só!!!! E o foda é isso: ficar estagnada porque se quer fazer tudo. Acho que é excesso de inteligência intelectual e falta de inteligência emocional... sei lá!"

PS: Querida, tirei seu nome, apenas por não ter certeza se vc gostaria de ser citada. Obrigada por me ceder os direitos!!!


terça-feira, setembro 05, 2006

Rollercoaster

Hoje eu recebi um e-mail sobre “encerramento de ciclos”, que me fez pensar o quanto é difícil colocar um ponto final nas coisas.

Como é duro deixar morrer o que tem que morrer.

Eu mesma, esses dias, passei por uma situação de “precipício”, por não ter coragem de enxergar que era preciso parar e “just let go”.

O curioso é que mesmo quando vc não quer admitir a existência de um problema, acaba se metendo em situações em que obviamente vai ter que lidar com este problema, como se o seu inconsciente estivesse te empurrando para a “luz”. E hoje, depois da turbulência, sinto o que eu achei mesmo que iria sentir: “I’m just F.I.N.E.”

Eu tinha um pouco de medo de me sentir assim, de ficar tão “sussa” que poderia beirar a indiferença... Bom, perto da paixonite aguda que tende a existir em mim, ficar tão relax assim, me assusta e eu passo a questionar se isso não é um “accident waiting to happen”...

A verdade é que eu não faço o tipo conformada ou contentada... Muito diferente disso eu sou a pessoa que escarafuncha até conseguir o que quer, e isso vinha dando muito certo até agora.

O duro foi ter que aceitar que há “quests” que não valem a pena serem “questados”... E neste momento, jogar a primeira pazada de terra... Ainda que a sua mão resista e vc tenha vontade de sacudir a pessoa para ela acordar, no fundo sabe que só perderá seu tempo e acaba jogando a pazada.

Talvez seja o sentimento mais profundamente triste, pela impotência que se sente. Talvez seja o sentimento mais apaziguador, pela mesma impotência...

Como o alívio que sentimos quando morre alguém agonizante... É dor e libertação de dor. É isso!

Foi isso o que se passou pela minha cabeça quando coloquei fim a um ciclo que estava me desgastando intensamente...

Ainda sinto um espasmos, como se houvesse uma criatura dentro de mim me esmurrando para reagir de forma diferente, mas sinceramente, não troco a paz que sinto agora pela montanha russa que eu quis tanto sentir...

Azar meu,que estou brochada, mas sorte de que não tem que conservar a montanha funcionando... Sorte minha que estou em paz, e azar de quem não vai sentir o frio na barriga, já que a montanha não funciona mais.(period)