quarta-feira, fevereiro 20, 2008

ADEUS!

Queridos leitores deste blog, é com muita tristeza que de vocês me despeço!
ADEUS!
Morre com ele uma boa parte de mim...
Morre por que tem que morrer!
Encerro o compartilhar da minha vida e das minhas idéias com pessoas que amo, por não querer mais compartilhar as mesmas coisas com pessoas que não amo...
ADEUS!
O conflito é rico, nos faz crescer!
A dor é o combustível do poeta!
Ainda assim: fecho as portas que se abriram em 2005, pra nunca mais abrir.
ADEUS!
Jogo tudo no precipício infinito, consciente de que é esse o destino dos sentimentos avassaladores que agora me dominam.
Enterro essa fase na cova mais profunda, esperando que lá fique e nunca mais retorne...
Um faraó, com todos os seu objetos pra usar além da vida.
ADEUS!
Uma maçã podre estragou a fruteira toda, mas era a maçã que eu mais gostava!
Talvez eu mesma não seja tão esperta e tão safa como achava...
Não! Eu sou burra, cega e ingênuamente patética!
ADEUS!
De hoje em diante, nada de contatos, nada de apelos, nada de NADA!
Aqui se acaba um ciclo dolorido demais pra ser enaltecido.
Queima-se um corte profundo, na certeza de que a cicatriz vai sumir (ainda que não suma)
ADEUS!
ADEUS!
ADEUS!

Por que?

Atacar os que te querem bem
Querer bem os que te deprezam
Desprezar os que te amam
Amar os que te atacam

Por que?

Difamar os que te cuidam
Cuidar dos que te escondem
Esconder os que te admiram
Admirar os que te difamam

Por que?

Valorizar os que te deconhecem
Desconhecer os que se preocupam
Se preocupar com os que te ignoram
Ignorar os que te valorizam

Por que?

Tudo está ao contrário: a amiga virou bandida/a confiança virou arma/ o amor virou ódio/ o vínculo virou desprezo...

Por que?

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Luis Fernando Veríssimo

E tudo mudou...
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz... ...
De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças

Luis Fernando Veríssimo

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Nem toda feiticeira é corcunda...

Pela capacidade de mediocrizar o sentimento
Banalizar a certeza e adiar a hora certa
Pintar de cinza pra não destoar
Pesquisar estampas pra combinar

Quero meu batom vermelho
Meu cabelo desarrumado
Minha saia azul e minha blusa transparente
Quero não ter culpa de ser o que sou

Quero não culpar aquele que é o que é
Quero não achar isso bom, correto!
Quero não rimar e ainda fazer poesia
Quero ser livre das linhas guia

Quais são os limites pra se ser aceito?
O que morre em mim pra que eu caiba direito?
O que sobra em mim que me faz imperfeito?
É pensar no fim, antes de sentir o sujeito...

Sem pretensão de receber recompensa
Deixar que o sentimento SEJA (sem edições)
Sem preocupação com o depois-resultado
Obedecendo apenas o apelo imediato

Reproduzir com linguagem
O que se produz antes dela
O que nasce antes de nascer
E que não morre, mesmo se morrer




sexta-feira, fevereiro 08, 2008

O pequeno grande homem










Mesquita de Xeque Zayed (Abu Dhabi)
*Sem comentários, pois as palavras não descrevem o que eu sinto ao ver uma coisa dessas!*

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

"Se o sucesso é algo que se busca, no que se transforma quando se alcança ?"


Pois é... Isso me fez pensar que o sucesso não é algo que EU busco, mas que se busca em geral ao tomar qualquer decisão: o "certo", o "mais adequado"...
Então, o pensar sobre o sucesso é uma atitude que reflete mais no começo do caminho do que no fim?
Talvez!
Eu sempre fui das que realizou sem perguntar o porquê, tipo Pavlov, tipo "me dê um ossinho que eu deito e finjo de morta", mas isso foi antes...
Antes de descobrir que quando não há mais quem te dê "ossinhos" vc tem que farejar e descobrir sozinha onde está a comida.
Nesse momento a dúvida surgiu: onde está? na horta cultivada ou na wilderness na floresta?
Aí vem: oras, depende de que tipo de comida vc quer comer!
Será que eu quero amoras selvagens ou morangos sem gosto? Prefiro me arriscar ao desconhecido colorido das moitas ou abocanhar uma porção tolerável de agrotóxico?