quinta-feira, setembro 13, 2012

Guelras

Respiro aqui e ali...
No fundo eu res....piro
Não é o ar da superfície, rarefeito e poluído
É denso, intenso, imenso!
Raro efeito...
Pólo ido!
Sem bordas, sem ordem, sem 
Eu quero atravessar tua armadura brilhante
Quero ser o gene mutante que te faz outro
Hei de ser o veneno que te (res)suscita!
Choque, mistura, nasce o terceiro...
Nasce o infante, nasce o herdeiro!
O peixe humano do meio da fonte
Explode e convida à arrebentar casulos
Seres que um dia foram o que hoje não são!
Moradas que um dia serviram pra o que hoje não servem...
Escamas
Asas
Guelras
O que sou eu?
Eu não sou do verbo ser...
Ser não me cabe!
Eu estou!
Eu estou aqui!
E eu vejo você!

domingo, janeiro 15, 2012

Domingo de chuva


A repetição do que parece ser engana os olhos, feitos enganáveis pelos artifícios de um outro mestre.
Outro, que não o mestre do olhar.
Outro mestre que precisa que os olhos enxerguem parte, para que ele possa seguir maestrando.
Sistema operacional trancado por dentro, e nós, fora estamos...
Regidos e crentes da pseudo independência dos mestres do sentido.
Trama que se retorce e tende ao mesmo lugar (e por isso move-se)
É preciso força, resistência pra impedir a tendência (e por ela para)
Muitas peças iguais que se juntam e articulam-se no encontro.
Iguais em aspecto e diferentes em posição.
Iguais em função e diferentes em tempo.
E eu pareço coerente? Mas sou corrente...
E tudo o que eu faço apenas me move, se estou atrelada ao infinito cíclico das pedaladas.