domingo, julho 03, 2011

Você vê o que quer ver...


Perdi meu lugar por desobedecer as regras...
Melhor dizendo, perdi UM lugar porque ASSUMI te-las desobedecido.
Esse UM lugar não era o MEU...Not anymore!
Regras criadas por outro, mas que eu acreditei que me serviriam para sempre...
Não foi assim... 
A rota ficou limitada e eu não podia mais seguir o meu passo imperativo dentro dela.
Punam-me por assumir que a regra não me servia mais, porém não se esqueçam de que FINGIR manter-se na regra é também uma forma de dizer que ela NÃO lhes serve. 
Mentir, omitir e atuar não é melhor do que causar um reboliço generalizado em favor da verdade.
Verdade minha, que é a única que há pra mim. Que é a única que pode haver PRA MIM.

Ban!


O que sou eu se não pertenço ao que pertencia?
O que continuo sendo depois de banida?
Qual o peso maior: 
Não ter incomodado ninguém com o meu viver contido?
Ou ter sido expulsa de um clã que não me representava mais?
Ser a boneca de louça sorridente e apoderecer por dentro com posturas não assumidas, com segredos não revelados...
Amor represado, escondido, reprimido...vira ódio expressado, explodido, indomado
Ao ver as coisas que virei na boca de vocês, sinto o impulso de responder!
Escrevo.
Me dou conta de que somente eu sei de mim, e é inútil pintar-me em quadro para vocês.
Vocês não entenderiam, não entendem, nunca entenderam !
O que eu sou não diz respeito a ninguém além de mim.
É meu dever seguir o que me alimenta, o que me faz viver.
Sem represas eutrofizadas...
Sem paralizações convenientes à previsibilidade de mim.