Well, nesses últimos dias a minha vida deu algumas reviravoltas...(é assim eu se escreve??)
Me peguei pensando coisas que eu antes achava absurdo, dizendo coisas que eu achava que nunca iria dizer e dando razão para pessoas que eu antes achava loucas.
Enfim...Mas o mais louco de tudo é que o antes me parecia sem qualquer justificativa, agora me parece tão bem fundamentado...
Ou seja, pra tudo há uma justificativa, depende apenas do ponto em que se vê a situação.
O papo do referencial já estava mesmo bem claro pra mim, porém eu achava que a situação era imutável e quem mudava era a gente. Não, às vezes a gente permanece imóvel e a situação muda tanto que vc tem outra impressão a respeito.
É a típica sensação de “fui apunhalado pelas costas”, muito ruim!
Ruim porque você não fez nada para que aquilo chegasse a você e chegou mesmo assim...Porque você achava que estava indo a uma direção onde isso jamais aconteceria e o pior, estava caminhando para um lugar de onde não gostaria de sair...E agora tem que sair, pra não enlouquecer, pra não colocar a culpa nos outros pela sua infelicidade. De uma hora pra outra a situação te obriga a sair de onde vc queria estar...É difícil admitir que ir é a única solução, mas é!
Louco isso! Estou me sentindo com aquela estatuinha de golfinhos que ficam se mexendo sem parar, de um lado pro outro, sabe qual? Quando um golfinho está em cima, volta com tudo e esse impulso empurra o outro pra cima, e assim infinitamente, até que alguém se irrite e pare o bagulho!
O curioso é que eu não estou irritada, mas me sentindo meio impotente diante do vai e vem...
Não vou mentir que tenho vontade de largar tudo... e provavelmente é o que farei, assim que recuperar as energias que perdi ao ficar tão perplexa.
É preciso deixar morrer o que tem que morrer. E é o que eu vou fazer, é o que eu tento fazer todos os dias da minha vida, embora eu me canse de ser tão disciplinada e tenha vontade de ressuscitar as coisas mais distantes pra lembrar de como era não ser assim, tão controlada.
E é o pior tipo de controle; aquele que é por falta de opção, que você passa a ter quando viveu demais as coisas e já sabe onde aquilo vai dar e já não tem mais disposição pra pagar pra ver, já que já sabe o que vai ver e não é nada bom.
É um controle quase frio, que têm apenas as pessoas que não se apaixonam mais pelas coisas, que mesmo diante da melhor coisa do mundo dizem: ah, legal!
E diante da pior: puxa, que pena!
Então termino esse post dizendo: puxa, que pena!
Primeiro: eai eai eai, não é algo indecifrável, que eu coloquei pra intrigar as cabecinhas alheias...É apenas a exclamação do personagem de "Eram os deuses astronautas?". Decepção, né...Era só isso. Segundo: Esse é um espacinho onde eu compartilho minhas maluquices com as pessoas que eu gosto e aproveito para agulhar as pessoas que eu não gosto. Não sentiu a agulhada? Então é porque eu te gosto!
domingo, outubro 16, 2005
domingo, outubro 02, 2005
Um pouco mais...
A cada dia fica melhor escrever pra postar aqui...
Hoje eu estou pensando muito sobre o relacionamento entre as pessoas.
E de novo aquele papo do paradoxo veio à tona.
Tipo: quanto mais vc faz pela pessoa, pior é.
Em principio, isso soa absurdo, pois nós, dentro de nosso falso altruísmo, achamos LINDO fazer as coisas pelos outros, pra que os outros saibam que fizemos. O prazer não está no ato, mas na recompensa dele, o que já é um grande passo em falso.
Quando abrimos mão de algo pelo outro, automaticamente esperamos que este outro abra mão de coisas por nós. Começam as cobranças e aí tudo que é bom começa a apodrecer.
Então o papo de que o egoísta é a melhor pessoa para se viver, acaba sendo uma grande verdade.
O termo egoísta por si só já tem uma conotação podriça, mas pense bem:
Quem melhor entende o quanto é bom fazer as coisas por si? Quem respeita mais os próprios limites? Quem cuida mais de si mesmo? Então, quem melhor do que o egoísta para entender que vc tb faça essas coisas por você?
O “egoísta” vive e deixa viver e é esse o segredo do relacionamento.
Acho que a coisa mais difícil é vc se colocar em uma posição em que a pessoa esteja com vc, por pura e simples ESCOLHA . Que é no fundo a única coisa que mantém as pessoas genuinamente juntas.
Não é a cobrança, o investimento de tempo, a dedicação incondicional. Isso gera apenas um vinculo muito forte, mas não gera amor. Ao contrario mata tudo o que é natural, pois as pessoas passam a fazer as coisas por um determinado resultado e não pelo prazer de fazer. Jogam o jogo sem perceber que o jogo é a parte do prazer..Querem ganhar e quando perdem, embirram, esperneiam e tentam de todas as formas minar a auto-estima do outro para que se tornem submissos...
Eu sei que muitos que lerão este post,vão achar ridículo o que eu digo. E eu digo para essas pessoas com todas as letras: VOCÊS VÃO PERDER AS PESSOAS QUE ESTÃO DO SEU LADO!
A única escolha que têm é QUANDO isso acontecerá...
Não tenham medo de mudar! Façam diferente, experimentem coisas novas, soltem o passarinho da gaiola e vejam que muito mais bonito que suas cores é o seu vôo. Que muito melhor do que ter o prazer do seu canto e VER o seu prazer em ser livre.E se puderem, ajudem-no a voar, pois provavelmente não sabem como fazer isso e podem desistir no meio da tentativa.Esse é o maior ato de amor que se pode ter. A melhor forma de ter o amor de alguém é deixar que ele seja dono de suas atitudes, para que possa sentir este poder, esta plenitude. O mais é cativeiro
Hoje eu estou pensando muito sobre o relacionamento entre as pessoas.
E de novo aquele papo do paradoxo veio à tona.
Tipo: quanto mais vc faz pela pessoa, pior é.
Em principio, isso soa absurdo, pois nós, dentro de nosso falso altruísmo, achamos LINDO fazer as coisas pelos outros, pra que os outros saibam que fizemos. O prazer não está no ato, mas na recompensa dele, o que já é um grande passo em falso.
Quando abrimos mão de algo pelo outro, automaticamente esperamos que este outro abra mão de coisas por nós. Começam as cobranças e aí tudo que é bom começa a apodrecer.
Então o papo de que o egoísta é a melhor pessoa para se viver, acaba sendo uma grande verdade.
O termo egoísta por si só já tem uma conotação podriça, mas pense bem:
Quem melhor entende o quanto é bom fazer as coisas por si? Quem respeita mais os próprios limites? Quem cuida mais de si mesmo? Então, quem melhor do que o egoísta para entender que vc tb faça essas coisas por você?
O “egoísta” vive e deixa viver e é esse o segredo do relacionamento.
Acho que a coisa mais difícil é vc se colocar em uma posição em que a pessoa esteja com vc, por pura e simples ESCOLHA . Que é no fundo a única coisa que mantém as pessoas genuinamente juntas.
Não é a cobrança, o investimento de tempo, a dedicação incondicional. Isso gera apenas um vinculo muito forte, mas não gera amor. Ao contrario mata tudo o que é natural, pois as pessoas passam a fazer as coisas por um determinado resultado e não pelo prazer de fazer. Jogam o jogo sem perceber que o jogo é a parte do prazer..Querem ganhar e quando perdem, embirram, esperneiam e tentam de todas as formas minar a auto-estima do outro para que se tornem submissos...
Eu sei que muitos que lerão este post,vão achar ridículo o que eu digo. E eu digo para essas pessoas com todas as letras: VOCÊS VÃO PERDER AS PESSOAS QUE ESTÃO DO SEU LADO!
A única escolha que têm é QUANDO isso acontecerá...
Não tenham medo de mudar! Façam diferente, experimentem coisas novas, soltem o passarinho da gaiola e vejam que muito mais bonito que suas cores é o seu vôo. Que muito melhor do que ter o prazer do seu canto e VER o seu prazer em ser livre.E se puderem, ajudem-no a voar, pois provavelmente não sabem como fazer isso e podem desistir no meio da tentativa.Esse é o maior ato de amor que se pode ter. A melhor forma de ter o amor de alguém é deixar que ele seja dono de suas atitudes, para que possa sentir este poder, esta plenitude. O mais é cativeiro
Ensaio sobre o ciúme
Começo com uma confissão: eu não sei o que é um ensaio, porem gostei deste nome e estou no mood de escrever algo sobre o dragão de olhos verdes.
Eu sou uma pessoa bem ciumentinha...
Quer dizer, acho que o meu ciúme é mais em função da defesa do território do que uma insegurança propriamente dita.
É que eu tenho um lado muito “teoria da conspiração”, talvez porque eu conspire bastante.
Talvez porque eu insista em ver o bastidor do bastidor, então acabo achando pelo em ovo. Mas voltando ao ciúme: pior coisa!
Entretanto, bem que as pessoas alvo de um ciuminho do bem, se sentem lisonjeadas...Eu me sinto, eu gosto quando têm ciúme de mim.
Mas o pior é que eu sou tão jacu (oxítonas terminadas em “U” não têm acento, sabiam?), que eu nunca dou motivo pra ciúme, porque eu acho tão ruim sentir, que eu não quero que o outro sinta.
Eu estava pensando no ciúme que eu sinto de certas pessoas, as vezes eu fico na boa, às vezes eu quero passar no cortador de frios e fazer um “carpaccio” pra servir aos cães. Que horror, que sentimento primitivo, mas é justo a tosquera da coisa que me fascina. Que prova o quanto eu sou animal, e isso me conforta, pois o ser humano, já sabem – é um bicho que não deu certo.
Depois comecei a pensar naquele ciúme doentio, que vem e cria a possessividade (uma característica bem humana). Meu,não há vinculo mais difícil de romper do que esse. Estava conversando com uma amiga (né, lindudona?) e ela tava me falando que amava o ex ainda... Meu, mas não é amor, é vinculo...É que as pessoas encontram tão pouco o amor que não sabem diferenciar outros sentimentos teoricamente nobres... Não há nada de nobre em querer possuir a outra pessoa...Ao contrario, nobre é você incentivar que a pessoa seja independente de você. O melhor jeito de TER alguém é DAR este alguém pro mundo. E o melhor jeito de AMAR alguém e fazer de tudo para que essa pessoa se AME em primeiro lugar.
Claro que quando um relacionamento acaba a gente se fode muito, e dá muito medo de acabar. Então a gente tende a segurar.
Só que se a pessoa quiser ir, ela irá e você ficará arrastando correntes...
Esse pseudo-amor que as pessoas acham ser tudo, não é nem suficiente!
Este vinculo forçado não “segura” as pessoas e nem as assegura.
Eu confesso que já sofri bastante com a obsessão de uma ex do meu ex, que ficava à espreita, esperando que meu relacionamento acabasse para atacar.
Porém com o tempo, vi que essa pessoa se colocou em um lugar muito desprezível. Até hoje a pessoa que se deixou (e se deixa) à disposição, não recebeu mais do que uma bela ignorada. Coitada! Quantas vezes eu já ouvi você ser chamada de coitada, meu! Que trash!Ainda assim, essa historia (que já acabou há muito tempo) me deu uma canseira tão grande que eu ainda tenho uma cicatriz, aí instintivamente reajo mal à algumas situações semelhantes. Queria que as pessoas pudessem ver o que eu vivi, para que aprendessem a deixar morrer o que tem que morrer. Acho que eu vou colocar algumas cartas que escrevi nesta época sofrida, como cortesia pra vocês... Mas, mais tarde, quando eu alterar os nomes e etc...
Eu sou uma pessoa bem ciumentinha...
Quer dizer, acho que o meu ciúme é mais em função da defesa do território do que uma insegurança propriamente dita.
É que eu tenho um lado muito “teoria da conspiração”, talvez porque eu conspire bastante.
Talvez porque eu insista em ver o bastidor do bastidor, então acabo achando pelo em ovo. Mas voltando ao ciúme: pior coisa!
Entretanto, bem que as pessoas alvo de um ciuminho do bem, se sentem lisonjeadas...Eu me sinto, eu gosto quando têm ciúme de mim.
Mas o pior é que eu sou tão jacu (oxítonas terminadas em “U” não têm acento, sabiam?), que eu nunca dou motivo pra ciúme, porque eu acho tão ruim sentir, que eu não quero que o outro sinta.
Eu estava pensando no ciúme que eu sinto de certas pessoas, as vezes eu fico na boa, às vezes eu quero passar no cortador de frios e fazer um “carpaccio” pra servir aos cães. Que horror, que sentimento primitivo, mas é justo a tosquera da coisa que me fascina. Que prova o quanto eu sou animal, e isso me conforta, pois o ser humano, já sabem – é um bicho que não deu certo.
Depois comecei a pensar naquele ciúme doentio, que vem e cria a possessividade (uma característica bem humana). Meu,não há vinculo mais difícil de romper do que esse. Estava conversando com uma amiga (né, lindudona?) e ela tava me falando que amava o ex ainda... Meu, mas não é amor, é vinculo...É que as pessoas encontram tão pouco o amor que não sabem diferenciar outros sentimentos teoricamente nobres... Não há nada de nobre em querer possuir a outra pessoa...Ao contrario, nobre é você incentivar que a pessoa seja independente de você. O melhor jeito de TER alguém é DAR este alguém pro mundo. E o melhor jeito de AMAR alguém e fazer de tudo para que essa pessoa se AME em primeiro lugar.
Claro que quando um relacionamento acaba a gente se fode muito, e dá muito medo de acabar. Então a gente tende a segurar.
Só que se a pessoa quiser ir, ela irá e você ficará arrastando correntes...
Esse pseudo-amor que as pessoas acham ser tudo, não é nem suficiente!
Este vinculo forçado não “segura” as pessoas e nem as assegura.
Eu confesso que já sofri bastante com a obsessão de uma ex do meu ex, que ficava à espreita, esperando que meu relacionamento acabasse para atacar.
Porém com o tempo, vi que essa pessoa se colocou em um lugar muito desprezível. Até hoje a pessoa que se deixou (e se deixa) à disposição, não recebeu mais do que uma bela ignorada. Coitada! Quantas vezes eu já ouvi você ser chamada de coitada, meu! Que trash!Ainda assim, essa historia (que já acabou há muito tempo) me deu uma canseira tão grande que eu ainda tenho uma cicatriz, aí instintivamente reajo mal à algumas situações semelhantes. Queria que as pessoas pudessem ver o que eu vivi, para que aprendessem a deixar morrer o que tem que morrer. Acho que eu vou colocar algumas cartas que escrevi nesta época sofrida, como cortesia pra vocês... Mas, mais tarde, quando eu alterar os nomes e etc...
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