quinta-feira, maio 23, 2013

Quanto maior a altura, maior a queda

Será?

Será que é assim mesmo que funciona?

Sou super fã de Dave Matthews e Paul McCartney .

Se me perguntassem: :"Você quer conhecer o Dave ou o Paul?" - eu certamente entraria em crise. Não pelo que eu IA ver, mas pelo que eu NÃO ia ver... Como eu poderia escolher um e deixa o outro de fora?

A oportunidade única se tornaria mais um suplício do que uma euforia.

Talvez a sensação de ter "perdido" um dos dois fosse mais marcante do que a lembrança de ter visto o outro.

Acho que pelo menos pra mim seria assim...

E aí me veio: quanto mais vínculo vc tem com as coisas, mas sofre ao ter que escolher entre elas.

Óbvio!

Então porque DIABOS achamos que somos mais felizes quando nos indetificamos (aka vinculamos) com músicos, artistas, pessoas e coisas em geral?

Porque é isso que buscamos o tempo todo: achar o que existe no mundo que nos agrade e tentar nos aproximar dessas coisas.

Separar: isso eu quero, isso eu não quero.

Das coisas que quero: isso eu quero muito, isso eu não quer tanto

Das coisas que eu quero muito: disso eu preciso, disso eu não preciso.

Das coisas que eu preciso: por isso eu luto, por isso eu não luto.

E assim por diante, tendo nomes/verbos diferentes dependendo do locutor.

Isso acaba gerando um sofrimento por ansiedade, que poderia ser evitado se apenas nos contentássemos em ver a simplicidade das coisas.

Se nos víssemos como parte do todo e não como juizes dele.

Se aprendêssemos que o artista é uma pessoa como nós e assim poderíamos ser artistas como eles.

Que o amigo interessante é nosso amigo porque também somos interessantes.

Enfim, comecei falando uma coisa e terminei pela metade (se é que isso é possível)

Mas, ora, isso é um blog, não?

Whatever!

Can I ignore that sound of distant drumming?


What I love most about rivers is you can't step in the same river twice.
The water's always changing always flowing
But people I guess can't live like that
They all must pay a price
To be safe we lose our chance of ever knowing

What's around the river bend
Waiting just around the river bend
I look once more just around the river bend
Beyond the shore where the gulls fly free
Don't know what for
What I dream the day might send just around the river bend
For me, coming for me

Velho-mundo-novo

E se alguém mostrasse o que vc mesmo quer esconder?
Se alguém visse o que há atras da cortina de ferro?
E se a cortina não fosse barreira pra esse alguém?
Se você se sentisse nua de pele? Em carne viva, prestes a morrer de dor...
E se vc conhecesse um novo tipo de choro...choro de transbordar, choro de não caber mais em si?
E se vc se reconhecesse nessa criatura inadequada e instintiva...sem cultura, sem culpa, sem nada?
E se vc começasse a salivar diante da morte, por saber que aquilo é a vida na sua mais alta potência?
E gritasse até cuspir as mentiras e as convenções?
E se você morresse mutilada e inerte, por saber que renasceria completa e dinâmica?
E se vc se deixasse violentar por saber ser um ato de respeito ao seu verdadeiro ser? Ser-lobo!
Louca, entorpecida, desnorteada, aprendendo a andar de novo, aprendendo a voar pela primeira vez...
Aprendendo a obedecer o que ninguém quer nem ver...
Aprendendo a ouvir a voz que todo mundo quer calar...
Aprendendo a morrer pra poder viver de novo...
E se cortar pra cicatrizar...
E se dilacerar pra se desapegar...do que é seu...do que era seu até ali...
Deixar espaço pra encher do que é quente, espesso, viscoso, de cheiro forte, do que é fluido e não pode ser preservado...
Do que é puro, mas apodrece se vc quer guardar, aprisionar...
Do que é puro, mas apodrece se vc quer rotular...
QUE PORRA! QUE ÓDIO! QUE VONTADE DE ARREBENTAR! QUE VONTADE!!!

NOVO 1

"Do you come from a land down under
Where women glow and men plunder
Can't you hear, can't you hear the thunder
You better run, you better take cover."

1- Se você vai aos extremos, assume que tua opinião (aka VOCÊ) não gera contraste (aka não faz a menor diferença)
2- Quanto mais se procura a regra mestra das coisas, mais se vê que o ciclo é o que responde melhor aos anseios (então, num movimento que independe do que você faça, você acaba não tendo mesmo culpa por mover-se em direção ao que considera LUZ naquele momento)
3- Nunca é errado ir em busca do que se precisa
4- Nenhuma coisa é permanente ou definitiva
5- Nenhuma coisa é completamente previsível
6- O homem que morre antes de morrer, não morre quando morre
7- Perdão é uma perda muito grande, por isso tão dificil 
8-Toda fome é casta


Escrever você pra não me esquecer da tua potência, da criatividade que desperta em mim
Registrar as emoções que só se vive em sonhos, pois nos sonhos é facil acreditar na própria sorte
Sorte de encontrar se sentir como a alma busca
Sorte de soltar as mãos das bordas e voar, como se lembrasse das asas que sempre tinha tido
Sorte de se pegar perto de si, vendo limpo e sentindo puro 
Em qualquer circunstância o encontro é infinito, expansivo e fértil
Nós nos reproduzimos em possibilidades de ser, sendo cada vez mais o que somos 
Fazendo cada vez mais jus ao poder que temos
Nos responsabilizando cada vez mais em saciar o "craving" de vida, que faz tudo valer a pena.


Saudades de mim,
Do tempo em que eu me achava importante com a importância que eu dava pra você 
Eu dava pra você o que eu queria pra mim...
Eu me dava pra vc e pra mim não sobrava muito!
Saudades de mim,
Do tempo em que eu acreditava que vc era o culpado pela minha dor, enquanto eu cortava meus pulsos e tentava uma transfusão forçada
A crise do não saber, do não pertencer, do não parecer, do não ser mais eu, como vc conhecia.
Como eu quis que vc conhecesse e reconhecesse.
Como eu quis ser e resser.
Hoje eu sou o que eu não era e, o que eu sou, ainda não tem forma.
Forma que eu busco pra me sentir, me demarcar, me dizer Juliana.
Juliana, Ju?
Juliana, Machado?
Juliana, Julinha, Julê?
Eu quis que vc me dissesse Juliana...A da música, a das cartas, a dos sonhos...
Mas eu era real demais pra você. Eu era real... 
E eu quis me desfazer, me rarefazer pra vc me tragar, me liquefazer, pra você beber...
Mas eu era real demais pra você.
Você não me olhava pra me manter invisível e poder me imaginar...
Você não me tocava pra me manter etérea e poder me sonhar...
E eu passei a não me olhar e me imaginar... Não me tocar e sonhar, apenas...
O teu TUDO era o meu APENAS.
Eu era real demais pra você.
Você era apenas um ideal pra mim.
O nossa interface foi um contraste disfarçado de encontro.
Você passou por mim e passou pra mim.
Por eu ser real demais pra vc e vc apenas um ideal pra mim.
Eu sou visível e sou tocável (as hell).