terça-feira, dezembro 29, 2009

One foot under


Hoje eu confessei que tenho vontade de me enterrar, ficar um tempo embaixo da terra fresquinha e depois sair.
Me olharam com cara "Puta, credo! Que louca!"
Imagina se eu falasse das outras coisas que eu quero fazer?
"Quero morder teu pescoço até sangrar e chupar teu sangue"
"Quero te socar por ter me feito sentir essa porra"
"Quero te dar um tapa na cara pra sentir a mão esquentar e ver o vergão na tua bochecha"
"Quero que você me esprema, me esmague até eu parar de sentir e começar a morrer"
"Quero mergulhar no lodo, no pântano, e me lambuzar de folhas decompostas"
Porra! Eu quero tanta coisa que foge...E quero tanta coisa que corre pra mim...

Vicio


Querer parar e mesmo assim procurar algo que possa manter contínuo
Ficar exposta, esperando pra ser atingida e me livrar um pouco do peso (consequência de ter perseguido)
O que é mais forte: a força de vontade ou a fraqueza da falta de resistência?
Fraqueza que move e força que paralisa
A paixão que me transforma no ser desejante e me faz querer o instante
A rima que acontece sem ter sido planejada
A RIMA QUE ACONTECE!!
O sentido perfeito dentro do caos completo!
Querer se andarilho dentre os viajantes...
Querer ser puro fazendo a pior das crueldades
Querer pular do precipício!
Queda livre, que por mais queda que seja ainda é LIVRE!
Sem tocar em nada e sendo tocada pelos milhões de universos paralelos 
Sem enxergar nada e tendo a mais perfeita das visões
AV !







quinta-feira, dezembro 24, 2009

O que não tem nada com ninguém


Mas tem comigo.
Com essa capa protetora que coloquei pra esconder minha carne...viva!
O lago gelado no escuro, o frio que dói os ossos..
Sentir os ossos! Sentir ATÉ os ossos!
Os meus!
As minhas coisas, os meus sentimentos, os meus medos, os meus impulsos...
Estou entrando em um mundo que reconheço

terça-feira, dezembro 15, 2009

Correnteza

Normalmente flui, calma e compassada
Ritmada pelo coração, regrada pela mente
De repente...
Expansão, explosão e fúria
Vontade de morder, dilacerar, cravar mandíbulas toscas
Apertar, sacudir, enforcar...sufocar!
Ressuscitar a sede com vinho de gente
Deixar a fome viva pra te engolir
Delírio alimentar de tubarões 
Estômago e só...
Sem cérebro, sem crise, sem culpa
Fome de vida, de potência, fome de Nietzsche
DOR e MORTE como afirmação de vida
Correnteza sanguínea de lava

Veias imensas, incandescentes
Não cabe, não tem cabimento







quinta-feira, dezembro 03, 2009

Quando a gente acha que pode e não pode nada!



Um dia intenso
Um"não" esperado, mas não querido
Uma justificativa que fazia todo o sentido, perdendo-o na realidade de ser
Vale mais o aparentemente descolado, articulado
Ser alvo de pré-conceito dos que afirmam serem totalmente contra preconceitos

Escolha?
Se eu escolho pra isso, não posso escolher praquilo?
E se eu não puder escolher praquilo, talvez nem devesse ter escolhido pra "isso" to begin with...
Pensando bem, uma coisa continua fazendo sentido: a dor acelera as coisas
Vivamos essa "dor como afirmação da vida"
E talvez eu me afirme (ou me firme) num lugar bem distante 


Ou isso, ou eu não tenho humildade!