domingo, março 27, 2011

Sem Título que combine

Eu sinto e eu sou...
Eu tenho e eu posso!
O tempo, os fatos, os ideais: alegrias quando sim e tristeza quando não! E tempos infinitos de nem sim nem não.
Anos esperando por um chão e um teto. Um rumo, um trilho, um pilar...
Pactos infelizes, por desespero. Olhos cegos, bigodes de gato no chão.
Peço que me entenda, mas se me entender MESMO vai me deixar.
Por que eu sou isso!
Eu sou, mas eu escorro!
Eu projeto, mas construo na areia... É mais fácil destruir, caso a obra me denuncie.
Eu sou, mas não me revelo!
Mas com você, sou FOTO e não NEGATIVO. 
Todos os dias de que me lembro, foram vividos do lado contrário, de dentro do espelho.
Até o momento que eu você apareceu...Agora eu quero, eu preciso ser outra...
Ser o oposto do oposto. 
Como é que se faz isso?
Como é que eu vivo agora?
A travessia é aterrorizante...
É nascer de novo!
AV AV CNAN


quinta-feira, março 24, 2011

Drops de sangue escuro



Quanta falta de paz é preciso pra que se desista da causa?
Abandonar pelo cansaço, ao passo que o pulso (acelerado) é o que torna tudo atraente.
Necessário o input da tua existência para que eu me reconheça, para que eu queira me conhecer!
Em você eu me sinto, e me quero em você!
Quero que me devolva a mim aos poucos, em drops de sangue escuro.
Te dei a vida sem graça que eu tinha para que consertasse.
FIX ME! FIX ME, PLEASE!
Te dei a vida e, ao ser dada, ela tornou-se minha.
Mas minha só é SE TE DOU!
E aqui estou eu, dando a você o que preciso pra mim, porque é assim que eu me sinto Ju Machado.
Você é meu HD externo, sem o qual eu não rodo, eu não lembro, eu não processo.
Quero de volta o que eu te dei, mas não agora...
Quero aos poucos, em drops de águas claras! 
Quero você pertencendo a mim, embora não seja capaz te te aprisionar!
Eu não posso o que quero e não quero o que posso!
E no meio eu sou duas, sou duas em uma, sou parte lá e parte cá...
Qual a maior crueldade? Pedir que vá, mesmo que eu morra de fome? Pedir que fique, mesmo que a fome te mate?
Vá!
Fique!
Faça os dois!
Inauguremos o maior-amor-do-mundo-que-não-se-toca!
Inventemos a a mais-bela-história-de-vida-que-não-se-vive!
Sejamos impossíveis!
Impossível...
Simples assim!
Vá, mas fique!
Fique, mas vá...







quarta-feira, março 09, 2011

Esconderijo


Temo! Temo o que quero! Temo POR QUE quero.
Ilusão controlar o querer, portanto impossível controlar o medo.
Ou então:
Quando mais tento controlar o querer, mais fomento o medo?
Eu não soube lidar com o descontrole, com o aprender a ser outra, com o QUERER DESENFREADO.
Deu medo, porque era o que eu queria de verdade.
Um querer independente da realidade, do contexto, da culpa, da dor que eu causaria!
Perdoa o meu querer selvagem, pois ele me levou até você!
Perdoa o medo paralisante, pois ele me trouxe de volta a mim (e isso não é bom)!
O medo paralisante é o querer selvagem!
Eu, justo eu, que não sabia que o medo era porque eu queria...de verdade... que fôssemos dois!
Precisava de controle, precisava de rédeas, preciso não ser o que sou na ausência deles!
Foi isso que me ensinaram e é só isso que eu sei!
Preciso não querer o que quero de verdade! Preciso querer o possível. Preciso viver o garantido!
Fugi, com a justificativa de você ter mentido...
Mas que me importa a mentira que nem me importa!
Que me importa a mentira covarde, se covarde eu fui e sou, ao não te buscar de verdade.
Me disseram que o certo é ser feliz com o que se tem...
Me disserem que é preciso buscar garantias...
E eu acreditei! De corpo, eu acreditei!
De alma, eu reconheci você!
E quis de verdade, como nunca antes eu tinha querido alguém!
Mas eu não tinha certezas...Não tinha contratos... Não tinha promessas!
Não havia feitos industriosos pra provar.
E embora eu os quisesse, eu não os queria, por que isso seria prender o que não se prende!
Engaiolar a vida que é livre!
Eu precisava de garantias, mas não ousei pedí-las a você...Não ousaria te transformar num refém da minha necessidade!
Eu sai por MEDO! 
Medo de querer tanto.
Medo de querer mesmo assim!
Medo de querer mesmo não contando a verdade!
Medo de ser capaz de fazer qualquer loucura, pois eu seria!
Medo.