segunda-feira, agosto 27, 2007

TER


Hoje, tenho muitas coisas que eu sempre quis. No entanto, não vivo em êxtase como achei que ia viver. A minha "wishlist" tem vários itens checados, porém a sensação não é correspondente com a expectativa que criei.
Então:
SERIA EU UMA PESSOA MAL AGRADECIDA QUE NÃO DÁ VALOR PRA O QUE TEM? TERIA EU ALGUM PROBLEMA EM DESFRUTAR DO PRAZER DE TER, POR MEDO DE PERDER E SOFRER?
Essas eram as perguntas que martelavam o meu cabeção (cabeção de Sandy).
Eram, porque eu desenvolvi uma teoria a respeito. Vejam se faz sentido:
A diferença que faz vc TER alguma coisa é simplesmente NÃO QUERER MAIS TÊ-LA (porque já tem).
Não há mais a necessidade de almejar, de conquistar e assim, é uma "preocupação" a menos. É menos uma "necessidade de".
Só que isso não tem nada de glamuroso, ao contrário, só torna as coisas mais calmas, mais monótonas talvez.
E mais uma vez me vem: ENJOY THE RIDE!

quinta-feira, agosto 23, 2007

"If you do what you've always done, you're gonna get what you've always got"
(não sei o autor, mas faz sentido até...)

Curiosidade


Olho e sei que está lá.
Ignorar? Impossível.
Portas fechadas são o meu objeto de cobiça!
Gavetas trancadas e cadeados são meus fetiches...
Segredos bem escondidos dos outros me fazem conviver melhor com o cemitério de sentimentos dentro de mim.
Atos, palavras e pensamentos não ditos, pelo menos não mais de uma vez.
Fale baixinho, que eu aprenderei a ler seus lábios.
Interrompa as palavras, que eu aprenderei a ler sua mente.
Eu posso prever seus movimentos de fuga, porque conheço todos os que existem.
Te desvendar é questão de tempo.
Uma piscada, um vibrato na voz, um tamborilar de dedos e pronto: já sei onde vc quer chegar.
Um movimento, um olhar, uma gota de suor e "that's it": já sei do que vc quer fugir.
Não que me julgue esperta...Apenas sei que ninguém melhor que o pintor pra reconhecer as verdadeiras cores de alguém.
(lavando o pincel e tentando me conformar com a tinta que não sai)

terça-feira, agosto 21, 2007

Olhinhos "cilhudos"



Lady é uma cachorinha linda! A justificativa para o nome - a príncipio nada criativo- está no olhar da bichinha que é idêntico ao da original.
Lady é fiel, amiga, carinhosa e linda. Tem as orelhinhas compridas e o pelo mais macio do universo. Tem gente que até pergunta qual o pet shop que ela frequenta, sem saber que ela é assim por natureza mesmo.
Ela adora dormir quentinha no meio das cobertas dos outros e tem uma queda por cães vira-lata (outra semelhança indiscutível com sua homônima).
Outro dia, Lady estava especialmente triste porque o cachorro da vizinha tinha rasgado sua caminha e ela não a reconhecia mais como sua.
Logo em seguida, escutou o barulho do caminhão do gás e correu pra frente da casa, como se estivesse sorrindo.
Apesar de ser um cão com pedigree, Lady parece ter uma predileção por tudo o que está fora de seu mundo "cor-de-rosa". Talvez o mundo perfeito de coleiras de strass e banhos semanais não seja o que ela considera ideal.
Ela gosta de abanar o rabo pra todo mundo, mesmo para os que não são muito "fãs" de caninos.
Detesta brigas e quando se sente ameaçada corre pra debaixo do sofá e chora. O pior é que não é de medo, não...É por que ela é do bem e não sabe lidar como "mau" nos outros.
Ela não consegue ter raiva nem do pastor alemão que mordeu seu focinho através da grade do portão.
Há alguns dias que Lady está diferente. Não sei se pela casinha destroçada ou pela vontade que tem de brincar na rua.
Sei que abrir o portão é arriscado, pois ela, apesar de esperta, é muito inocente e seria capaz de fazer festa pra roda da frente de um carro em alta velocidade.
Por outro lado, temo que deixá-la presa vá contra todas as suas expectativas e ela acabe por não achar mais graça nem nos biscoitinhos de final de semana.
Enquanto isso, eu fico aqui observando. Se ela quiser um carinho sabe onde procurar.

sexta-feira, agosto 17, 2007

Paranóia



Ontem vi "Número 23".
Não sei o que acho pior: o filme ou as pessoas terem gostado do filme...Enfim!
Uma série de trocadilhos hollywoodianos manjados as hell!
"Oh, vc reparou naquela hora que a cor da cueca dele era vermelha?????"
Me poupe!
Ainda assim, tiro o chapéu para o tema do filme, que é a única coisa que vale discutir.
Eu mesma já tive paranóia com números e acho que isso é coisa de mentes ociosas tentando se exercitar.
Já tive certeza que a minha mãe ia morrer aos 33 anos, devido à sua extrema bondade! Depois vi que talvez ela pudesse viver até os 666 anos.
Já me obriguei a contar as "tartarugas" da rua, os centímetros do fio de cabelo que tinha caído e os passos do quarto até a sala.
(Lembra, eu sou a louca que come sucrilhos...)
Hoje isso tem nome chique: TOC.
Antes eu achava que eu era a única pessoa perturbada na face da Terra. Olhava as minhas amiguinhas tão inocentes brincando de shortinho e eu com vergonha de mostrar as minhas perninhas empipocadas de alergia.
Alergia de mim mesma. MESMO. Todo o lugar onde eu me encostava, ficava vermelho e coçava como se eu pudesse rasgar o casulo e sair voando.
Eu era uma larvinha, branquinha, fraquinha.
Se hoje sou borboleta? Acho que sim, mas ainda tenho as marcas da passagem.



quarta-feira, agosto 15, 2007

Tem como não querer MORDER????

"cã vaca e eveready"

" alcaçuz e sorvete de flocos"





Fruit de la passion


De longe, eu te olhava há tempos.

Já havia decorado os seus contornos, as nuances dos seus tons convidativos.

Inúmeros foram os pensamentos que me aguçaram os sentidos cegos.

Tontura por querer te experimentar, te possuir.

Sentir o seu sabor inundando as minhas correntes.

Necessidade de saber a sua temperatura e de testar os seus relevos.

Não posso.

Mesmo que me sujeitasse ao exílio calado.

Mesmo que me entregasse à tortura viciante.

Não posso.

E de longe, eu continuo a olhar pra você.

terça-feira, agosto 14, 2007

Música (vamos falar mais sobre ela?)



Sete que eu AMO:
1- Black- Pearl Jam
2- Not enough time - INXSS
3- Do damn lucky - Dave Matthews
4- Wave- Tom Jobim
5- Imunização Racional - Tim Maia
6- Ribbon in the Sky - Steve Wonder
7- Save me - Queen

Sete que eu odeio:
1- Thank you - Dido
2- Seeds of love - Tears for Fears
3- O que é o que é - Gonzaguinha
4- Chama o Sindico - Jorge BEN (me recuso a usar Benjor)
5- Sonhos - Peninha
6- Stillness of heart - Lenny Kravitz
7- Scar Tissue - Red Hot Chilli Peppers




segunda-feira, agosto 13, 2007

Back to Front


Não, não é o disco do Lionel Richie, sou eu!
Ainda não consegui comentar no blogs de todos...Muita informação!
Hoje acordei com dor no braço de tanto jogar Wii (recomendo) e me veio: "o nosso mundo real está sendo substituido por um mundo virtual. Isso é bom ou ruim?"
A fidelidade de interpretação dos movimentos do controle remoto do Wii é impressionante! Parece MESMO que estamos jogando bowling/tennis/golf, etc. A gente se sente poderoso em ganhar, mas péssimo ao perder, mesmo SABENDO que é tudo de mentira.
Essa semana, quero ir jogar boliche de verdade, pra ver se sinto alguma diferença.
Pra ver se eu respondo a minha pergunta: "Isso é bom ou ruim?"
Baseada em nossa deliciosas conversas virtuais, fico pensando se não seria o caso de nos encontrarmos mais...O que será que isso geraria?
Aproximações prazeirosas? Ligações perigosas? Descobertas inusitadas? Ciúmes não declarados?

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“Curiosity is the very basis of education and if you tell me that curiosity killed the cat, I say only the cat died nobly.”

Arnold Edinborough

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PS: Eu não estou com mania de gatos, eu SOU com mania de gatos! ;-)
PPS: Essa foto sou eu no Bar Léo, curiosa pra saber o efeito do décimo primeiro chopp :-D

sexta-feira, agosto 10, 2007

Não consigo...

ACESSAR O BLOGSPOT!
(NÃO SUMI VOLUNTARIAMENTE)

terça-feira, agosto 07, 2007

Crazy cat lady












  • She goes to bed undressed
  • She needs to be the best
  • She loves the fridge cold food
  • She is trapped in her childhood
    Her first movements are slow
  • The time, I really don't know
  • Indeed, she couldn't care less
  • Her whole life is a mess
    The crazy cat lady is sad
  • But all people think she is mad
  • No rhythm, no pattern, nowhere
  • No beautiful words to compare
    The crazy cat lady is me
  • Simple and lame as can be
  • I have a hat and a coat
  • I have a cat and a goat
"All human evil comes from a single cause, man's inability to sit still in a room."
Blaise Pascal

Estava comendo um pote de sucrilhos (eu tenho 31 anos e AMO cereais matinais como se não houvesse amanhã) e entre um bocado e outro, pensei: preciso postar alguma coisa no EAI!
Depois eu me perdi nas pesquisas sobre prensas hidráulicas. Mais um pouco eu estava dando uma bronca no meu filho de 6 anos, porque ele estava tendo uma CRISE por não conseguir digitar "I want pizza, please" no Club Penguin.
Muitas atividades pra uma manhã que apenas começou (em paralelo, alongando os músculos do pé semi-consertado).
Eu comecei a pensar sobre a citação de Pascal e ver que ele pode ter razão.
Porque eu não consigo simplesmente ficar parada?
Porque se eu paro, eu penso. Se eu penso, eu questiono.
Então, PRECISO achar uma resposta.
O problema é que a cada nova resposta, surgem 30 novas perguntas e isso está me deixando louca!
Mesmo!
Eu sou uma louca que come sucrilhos de manhã!


quinta-feira, julho 26, 2007

Vamos celebrar!


Em contrapartida ao post do Arguta resolvi escrever sobre a união.
Sem dúvida, muito coerente as palavras do "João", porém, eu acredito que há outra maneira de experimentaras relações: O AMOR.
Fala-se muito sobre a relação AMAR x TER, sobre TER x RETER, sobre rimar AMOR com DOR.
Claro, o AMOR te deixa encantado e os mecanismos todos são lubrificados.
Nossa "razão" não pode deixar de espernear, afinal já não é o comandante do navio.
Mas SE conseguirmos (após a empolgação inicial) apresentar a EMOÇÃO à RAZÃO, podemos ter frutos saborosos pra saciar a nossa fome.
Quando não temos "FOME", não temos "NECESSIDADES IMEDIATAS" e não temos MEDO (sem aspas mesmo).

Acho que o AMOR sozinho tem uma força tão imensa que tende a se auto-destruir, como um avião que não conseguiu frear (perdoem o trocadilho ilustrativo).
No início é paixão: que delícia de ver, te descobrir, fazer com que vc me veja e me descubra...A gente até abre mão das nossas coisas "chatinhas" só pra não estragar o clima.
Depois é dúvida: sente que talvez tenha aberto mão de coisas demais, e que o outro não está se abrindo tanto. Porque? O que eu fiz de errado? Será que ele não está no mesmo "vibe" que eu?
Então é cobrança: precisamos de respostas pras perguntas, portanto vamos buscá-las
Finalmente é dor: pois não há no outro respostas para as NOSSAS perguntas.
Resumidamente, é isso o que acontece na minha humilde opinião.
Agora, quando colocamos o "furacão" no trilho, as coisas ficam menos rarefeitas e a imagem do lindo pavão, não se transforma em um peru enfeitado.
Porque não temos a necessidade de ver o outro como a oitava maravilha do mundo (o que nos faz querer ser a nona, pra estar à altura do ser amado).
Ao aceitar o outro como é, fica mais fácil nos aceitarmos como somos.
Simples, mas impossível se não há uma boa dose de análise e desmistificação (aka: razão).

*****
Falo isso por experiência própria, pois tive que dar muitas voltas até chegar aqui.
Fui a "menininha dos fósforos" que riscava um a cada escuridão, mas a caixa acabaria mais cedo ou mais tarde.
Fui "dançar com sapatinhos vermelhos" e me peguei presa num turbilhão de vozes e rostos que não me faziam sentido algum.
Hoje, aprendi a deixar morrer o que tem que morrer, porque sei que depois sempre há um
renascimento. Believe it or not.

quarta-feira, julho 25, 2007

Caindo sob o feitiço da Mona Lisa



[ Agradecimentos à Tina que me ensinou a fazer janelinhas separadas... ]


A grandeza da pintura tornou-se secundária em relação à sua fama. "A universalidade não é inata; ela exige um suporte de marketing", argumenta Sassoon. "Isso não quer dizer que a qualidade também não prevaleça. Significa simplesmente que se algo como a Mona Lisa for pintado por um búlgaro e a pintura permanecer na Bulgária, ela não encontrará mercado. O quadro precisa ficar em um lugar como Paris".

(Donald Sassoon, que passou dois meses observando as pessoas que olhavam a Mona Lisa, e um ano e meio escrevendo o livro sobre como ela se tornou a pintura mais famosa do mundo.)


*****

Será que não é isso mesmo?

Se estivéssemos em "Paris" ganharíamos rios de dinheiro escrevendo esses BlogLisas?

E olha, que eu não estou nos achando em nos comparar com a obra, afinal, não sabemos o que poderíamos ter sido SE...[estivéssemos respaldados pelo marketing]

Mas, pra mim estamos todos na MECA dos escritores informais. Cada um com o seu "each".

And I feel fine...

DROP DEAD GORGEOUS

death-by-cotton-candy.jpg (by Daniela Edburg)

Recebi esse link da minha cunhada chiquérrima-érrima. Ela devia ter um blog!
Além a imagem belíssima, me fez parar pra pensar quantos são os elementos que podem inspirar a arte.
Justo eu, que não gostava de Picasso até ir ver a exposição do Ibirapuera.
O que me fez mudar tão radicalmente de idéia?
Confesso: eu não entendia Picasso. Achava que seus desenhos poderiam ser rabiscos de criança.
E o pior não é isso. O PIOR é que ERAM mesmo rabiscos de criança e eu desvalorizava esse fato.
Como o olhar inocente pode ser tão sábio?
Como a representação do mundo por um ser infantil, pode ser tão completa.
Daí vem uma das minhas teorias universais: EMBURRECEMOS CONFORME O TEMPO PASSA.
Podemos sim, adquirir kilos e kilos de informação (ou seria litros e litros?), porém, nunca mais seremos capazes de expressar os nossos sentimentos de forma tão natural.
Antes o medo era MEDO - Medo de monstro, medo de escuro.
Agora o medo é MEDO DO QUE VAI ACONTECER SE...Medo de mudar, medo de falar o que pensa, medo de ser quem é.
Antes o AMOR era simples - amor pela "mamãe" e pelo "papai" sem pensar em retribuições ou cobranças.
Agora o AMOR é MOEDA. Se não termos o retorno do investimento, sofremos.
Choramos, mas não mais aquele choro escancarado, que dá o conhecido soninho gostoso...É um choro contido, um choro amargurado que nos tira
irrecuperáveis noites de descanso.
Talvez por isso seja difícil criar, por estarmos presos em nosso tufões particulares...Uns de algodão-doce , outros de féu.
Em tempo: a questão não é aprender a ser, mas lembrar quem é.


terça-feira, julho 24, 2007

Novos amigos


Sexta passada cai de balão em uma festa de blogueiros. Fui de penetra, mas prometo compensar esse fato convidando a todos para uma balada aqui em casa, com direito à acompanhante [OK, Flávio? ;-)]

Cheguei sem muita expectativa, já falando pelos cotovelos como de costume.

No decorrer da balada, percebi que estava muito mais interessante ouvir do que falar (e até passei por "séria", acreditem).

De início achei a sensação bizarra, pois no meu grupo de amigos eu costumo falar, falar e falar mais ainda...Desenvolvendo as minhas teorias universais, que nem sempre eu cumpro (e eles sabem disso).

Depois eu pensei: " que M-A-R-A-V-I-L-H-A ter novos elementos para enlouquecer DE NOVO"

Destaque especial para o Ernesto - que matou Deus comigo - e para a Udi - que batizou de I-Ching o meu "quanto mais, menos".

O anfitrião estava educadamente às voltas com seus convidados e merece cumprimentos pela escolha do vinho. Tentarei retribuir à altura quando for a minha vez de recebê-los.

No mais, visitem Prozac Café e lambuzem-se com idéias!

quinta-feira, julho 19, 2007

Lady Deathstrike





É...
Eu sou má!
Tiro sarro de coisas que não posso, odeio coisas que não devia.
Por isso eu deixei te roer as unhas!

segunda-feira, julho 16, 2007

Se tananã, tananã


Pergunto:
Porque temos a necessidade de filosofar sobre as coisas?
Pra encontrar respostas?
Será que isso não acaba sendo um vício e a vontade de achá-las passa a ser mais forte do que o fato de tê-las econtrado?
Levando essa tese adiante: será que não acabamos arrumando questões onde não há?
Será que não ficamos absolutamente insatisfeitos quando não há questionamentos?
Eu pelo menos sou MOVIDA A eles.
O pior é que outro dia eu me peguei VENDO que futuco as coisas e que quando as coisas não têm polêmica, eu não quero falar a respeito. Quando vejo um casal felizinho, eu não quero escrever a respeito...Mas me dá um probleminha de relacionamento pra vc ver o temanho do texto que sai...To decepcionada com a fragilidade das minhas baterias.

Amadureci 10 anos em 2 dias


Como? Evitando as atitudes que o meu primeiro impulso mandava. Enxergando por trás delas a maquininha auto-destrutiva agindo e dizendo: "não, não, queridinha, agora não dá". Estive em algumas situações potencialmente bombásticas, mas consegui entender o mecanismo. Ex: Estava conversando com uma pessoa (com quem eu AMO conversar) e ela estava me contando coisas de um menino mal agradecido que não tinha juizo na cabeça. Papo vai papo vem, ela diz:
"Imagina que ele se envolveu com uma biscate, que já tem até ffff (e parou) (e continuou) tem até vida pra trás"
Ela ia dizer "já tem até filho" - claro! E parou, porque sabia que isso poderia me ofender, porque eu tb já tinha ATÉ FILHO.
Sei que pra essa pessoa, a realidade de casar com quem já tem filhos é um horror, MAS ela abraçou isso em mim. Abraçou o meu filho como se fosse da família dela e ao contrário da minha primeira vontade de sair correndo chorando, eu me senti especial.
Especial porque ela viu em mim motivos pra superar um "preconceito" arraigado na alma.

Ex 2: Chegamos de viagem tarde da noite. Estava temendo que houvesse alguma balada "na espreita" e que eu tivesse que dormir sózinha.
De fato, como eu temia/previa foi o que aconteceu.
E eu pensei: qual o problema dele sair UMA vez, se nos outros 364 dias do ano, ele dorme comigo?
E assim, fui dormir sem ele. No dia seguinte, ainda tive um impulso de fazer um comentário pontiagudo, mas não fiz e a vontade passou.

Ex 3: Demos de CARA com a ex dele. Eu - ao contrário do que pensava- não quis sugar o sangue dela e cuspir aos porcos. Fiquei na minha, consciente de que ela faz parte de um passado, que (como o nome diz) PASSOU. E me supreendi ao achar estranho o pouquíssimo contato entre eles, pois o 'cumprimento' não passou de um aceninho e um "bão?".


Enfim, em todas as situações, eu estava inserida em um mundo que era conhecido DELE e desconhecido pra mim. Isso me despertava uma insegurança-auto-defesa imediata e no fim, eu buscava motivos pra brigar e pra me sentir mal.
Parei, consegui FINALMENTE perceber que sou eu a causa de problemas dessa ordem.
Quero ser diferente.
Quero ser maior que isso.
(to com a sensação de que esse post não acrescentou nada a ninguém, mas muito a mim- e será que uma coisa exclui a outra?)



quarta-feira, julho 11, 2007

Bu!

Hoje chegaram os móveis que eram da casa da minha avó.
Triste ver cada coisa em um lugar, como se isso representasse uma fragmentação do universo que eu conheço.
Mas, metaforicamente falando, preenchi os espaços que faltavam com as minhas coisas, ou melhor, com as NOSSAS coisas (minhas e do Max).
O que é que fazemos na vida a não ser preencher espaços que estão vazios?
Aposto que alguém falou: "ai, que pessimista!", mas pense de novo.
É o vazio que nos move adiante, que nos impulsiona a chegar na plenitude, né não?

terça-feira, julho 10, 2007

Então, depende do contexto...

Meti-me em uma cruzada, há muito prometida por mim, pra mim mesma (pleô, sorry).


Colocar mais alguns elementos de referência no meu HD, conforme segue:
1- aprender Chinês online
2 -estudar teorias de aprendizagem
3- assistir a filmes do Kubrick
4 -tentar entender pela milésima vez os acontecimentos das Guerras Mundiais (1 E 2)
E, meu, sério: ainda que isso tudo pareça um vontade desesperada em ser pseudo-cult, o que eu quero mesmo é saber "how does it feel".
...e depende do contexto.
Se eu tivesse que aprender Chines pra trabalhar com isso, eu estaria MASTER brochada, porque tem muitas coisas que eu não entendo MESMO! E é frustrante vc não ter a menor idéia das coisas!
MAS, como eu estou querendo mesmo é saber OUTRA coisa, pra mim é muito gostoso!
Falando nisso:
NI HUAI SHUÔ DJNOGUÁN MA? (você pode falar Chinês? e "ma" é só pra dar a idéia de pergunta) SIMPLES pra quem achava que era IMPOSSIVEL aprender Chinês.

Se eu tivesse que assitir aos filmes do Kubrick para a faculdade (to velha pra isso, mas...) eu ia querer M O R R E R de mononucleose, mas como o que eu quero saber é OUTRA coisa, pra mim é muito gostoso!
Falando nisso:
Qual o tamanho da influência de Nietzsche no 2001, hein? (essa é dura, mas comece pela teoria do "eternal recurrence").

Se eu tivesse que saber das Guerras pra fazer uma prova, eu estaria martelando o meu cerebelo (não cérebro, cerebelo mesmo que dói mais - afinal, o cerebro é uma orgão insensível à dor), mas
mas como o que eu quero saber é OUTRA coisa, pra mim é muito gostoso!
Falando nisso:
A Alemanha se lascou na primeira e revidou na segunda...Coisa feia é vingança, baby!

segunda-feira, julho 02, 2007

Post de poucas palavras...


Essa é uma comparação do tamanho do Sol, com a maior estrela conhecida (o que não significa que não existam outras ainda maiores). O Sol é esse "pontico" à esquerda, que mal dá pra ver.
Agora olhe:
(Terra em relação ao Sol)

Olhe de novo:

(Brasil em relação à Terra)

E de novo:(São Paulo em relação ao Brasil)

E ainda:
(a cidade de São Paulo em relação ao Estado)

E mais um pouco:
(os bairros da Cidade de São Paulo)
Nesta escala, acho que somos menores ainda que o Sol em relação à VY Canis Majoris.
E vc ainda continua achando que seus problemas são ENOOOORMES?

quarta-feira, junho 27, 2007

Continuando...


Quando vc adquire uma limitação é que vc vê como era feliz e não sabia...
Eu estou com o pé quebrado (pisei na bola de borracha da cã) e gente: COMO isso é ruim!
Ir até a cozinha parece mais uma maratona e tomar banho é uma prova de resistência física.
Eu me olho no espelho e me vejo descabelada e maltrapilha, porque não são todas as roupas que "combinam" com a bota de astronauta.
Fora, que "uso devido de muletas" deveria ser categoria olímpica, porque além de doer o lombo, deixa o "sovaco" em frangalhos e as mãos com a sensação de que vc descascou 10 kg de batata em um porão de navio.
Isso sem falar do aspecto bulbônico dos meus dedos do pé (ok, dizem que "beringela"está na moda - aliás, berinGela ou berinJela, hein???).
Tá, agora chega de querer ser engraçadinha e fala logo a que veio!
Confesso: mesmo quando não estava usando a patola do Buzz Lightyear eu me olhava no espelho e me via descabelada e maltrapilha. Mesmo antes de ter o corpo apoiado em metais e couro almofadado, ir atá a cozinha me dava banzo absoluto...
OU SEJA: Eu não tinha que estar deprê por isso, né?
Mas estou, porque essa é mais uma prova de que a gente tem que ter um probleminha, não importa a situação.
Se tem não quer, se não tem quer. Se quer não tem, se não quer, tem!
(continua...talvez)

terça-feira, junho 26, 2007

Implacável


Além de esse ser um dos meus discos favoritos da VIDA, me fez ver que o tempo não espera vc sentir que ele está passando...Ele passa!
E o pior de tudo é que, quanto mais se vive, menor a porcentagem de "gone"que temos!
Lembra quando vc tinha 9 anos? Que achava um absurdo ainda faltar UM ANO pra fazer 10 e ter duas velas no bolo?
Claro, porque 1 ano era 11% da sua vida!
Hoje, que eu tenho 31, penso que essa quantidade de tempo é ridícula!
Apenas representa 3% da minha vida!
Só que fazendo essas contas, eu percebi uma coisa! Veja só:
1 ano significa 10% quando vc tem 10
5% quando vc tem 20
3% quando vc tem 30
2,5% quando vc tem 40
2% quando vc tem 50
Isso mostra que quanto maior a nossa idade, menos se altera a proporção do valor unitário de tempo (no caso 1 ano). De 30 pra 50 passaram-se 20 anos e o valor proporcional, mudou apenas 1%.
Pensando assim, deveríamos não ter essa sensação de o tempo passa mais rápido à medida que envelhecemos, já que 1% em 20 anos, não é uma alteração significativa, certo?
Então me ocorreu: NÃO MEDIMOS AS COISAS EM TERMOS PROPORCIONAIS, MAS EM TERMOS ABSOLUTOS.
Se eu tenho 10 anos, já vivi 10 vezes essa medida; se eu tenho 50, já vivi 50 vezes.
Se a coisa já é conhecida e repetida exaustivamente,perde o valor.
É isso!
Por isso - porque esse comportamento de não valorizar o repetido conhecido- que não conseguimos viver como viveríamos se pudéssemos voltar ao passado: aproveitando cada momento.
Transportando essas repetições para os DIAS, a coisa fica pior ainda...
10 anos = 3650 dias (aproximadamente) e 50 anos = 18250 dias (+ -)
Ora, se temos TAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAANTOS dias na vida, porque é que vamos nos preocupar com viver cada um deles da melhor forma?
(continua)




quinta-feira, junho 21, 2007

Quando estamos assim...

...não preciso de mais nada!
As minhas lindas que eu amo (de verdade) cada uma com a sua joinha especial.
Erica: fofa de tudo. Coração bom de verdade. Tem o poder de ser amiga de 1000 pessoas e ser amada por todas, porque é muito LINDA em todos os aspectos e eu AMOAMOAMAOMAAMO.

Carol: coisinha talentosa do meu coração. Passamos mal de rir, beber e desencanar da vida, né, gata? Supresa boa na minha existência. Fofa de bom coração

Aline:pessoa mais doce do mundo. Verdadeira, amiga pra todas as horas e ainda por cima canta Queen comigo - que nem uma doida e dança com o ventilador na cara! Li, eu amo vc, minha LINDONA!!

Fê: é a menina mais linda do mundo. Todos sabem! A gente passa mal de rir com o nosso "resident evil". Me dá um senso de realidade e me encoraja a fazer as coisas que eu tenho que fazer. AMO, mesmo ela sendo mais alta, mais magra e mais bonita que eu! ;-)

Agora, quando a gente tá junto, eu fico feliz...
E é sobre isso que eu queria falar. Sobre a sensação de plenitude, de ser ter o que precisa...
Pra mim esse é o unico jeito de ser feliz: estar em paz.
E eu, fiquei muito tempo lutando, revoltada com as coisas mais idiotas, e elas todas aí em cima, me ajudaram a montar um quebra-cabeças pra que eu ficasse bem...
Erica com as mil horas de conversa sobre relacionamento humano, onde ela me mostra que eu falo, falo, mas não tenho atitudes de acordo com o que prego.
Carol que me fez ver que eu não era a única que achava coisas absurdas em certas pessoas, e isso me fez parar de ter sentimento de culpa/devo alguma coisa a alguém.
Aline que me situa em um mundo que eu desconheço completamente, que me faz enxergar coisas que eu nunca veria se não fosse por ela.
Fe que me faz passar mal de rir com o lado NEGRO do meu ser, sem ter peso na consciência por isso...Me faz conviver bem com as coisas trash que eu falo e penso e é a ünica pessoa que eu conheço que tem essa capacidade. AMO isso!
Lindas, amo vcs!

sexta-feira, junho 15, 2007

FAY tempo, né?


Hoje vi um post PHOPHO da gata-do-meu-mundo, que falava várias coisas legais e dizia que estava com saudades dos meus textos...Realmente faz tempo que eu não tenho nada pra postar aqui! E eu pensei no porquê. Vamos ver... Hoje eu faltei no trabalho! (aiiiii, foi só de tarde + tive um motivo) Não é isso que importa, é que antigamente quando eu faltava tinha um MEGA peso na consciência, como se isso fosse o principio do CHAOS e justamente por isso, tinha um prazerzinho, do tipo "eeeeee, vou ficar em casa, aproveitar o máximo já que não estou trabalhando, etc, etc." E hoje, eu faltei e não tive o MÍNIMO peso na consciência, como se fosse normal ficar em casa em uma sexta à tarde... Acompanhando essa normalidade, o prazerzinho não veio, já que me senti tão normal (desculpe a redundância necessaria pra dar a idéia real do que eu senti). Então é isso...Quanto mais a gente sente culpa, mais prazer há no bagulho, como se fosse um peso contrário pra equilibrar a balança. E de certa forma é mesmo, porque se não há culpa (como hoje) não há felicidade (" "). Como se neste caso, não houve a necessidade de um contra-peso pra manter os pratos na mesma linha, pois já estão. Veja que louco: se estou ruim(culpa) estou bem (prazer), mas se estou sussa (não culpa), estou sussa (não prazer). E é justamente esta tendência ao equilíbrio que faz com que cometamos tantos absurdos extremos em sequência - um pra compensar o outro. Porém, não ache que o equilibrio quando chega, nos conforma, pois ele encerra em si um desconforto insuportável, que faz com que busquemos outras "emoções"... As coisas naturalmente tendem ao equlíbrio, mas o cerumano vai no sentido contrário. Tão contrário que acaba encontrando o equilíbrio... Meio doido, mas acho que é isso que faz com os ciclos se perpetuem e a vida não seja tão chata.

quarta-feira, maio 02, 2007

O Vazio...

Agora ficou o que não existe. Ficou tudo quieto, tudo apagado.
Vontade de chamar seu nome, pra pedir um conselho, pra me ensinar a fazer alguma coisa...Só que vc não está mais lá...Silêncio e um vazio indescritível! Ter que saber o que fazer agora, sem ter a menor ideia do quê fazer agora! Eu não sei e no entanto, tenho que viver o momento que segue. Igualmente triste, igualmente dolorido.
Vou acordar desse sonho ruim?
Será que isso um dia passa?
Mano, vó, que saudades do caralho!(nesse caso eu posso escrever um palavrão)
E o nosso "cabeça-de-nego"?
E tudo?
E eu???? Onde eu fico nesse mundo sem você???
Eu não sei...Eu fui na sua casa esse final de semana, e vc não veio abrir o portão pra mim...
Eu abri os seus armários e vc não estava lá pra me dar bronca!
E eu peguei duas plantas suas pra cuidar...Um pedacinho da vida que vc viveu está comigo!
Um pedação de vc está em mim...
E eu te amo pra sempre!

terça-feira, abril 24, 2007

Mais de mim em outrém, mais de outrém em mim...


Foi, né? Já não dava mais... A alma não combinava com o corpinho doente e fraco!
Foi... Doeu, dói, doerá pra sempre!
Minha irmã gêmea que nasceu no sítio, minha mãe de mentira mais verdadeira possível, minha vovó cheia de estilo, que me fazia sentir tão antiquada!

Minha gatona, que cuidou de mim, que me ensinou que nem sempre é bom ser bom e nem sempre é ruim ser ruim.
Me ensinou que as pessoas podem te largar porque vc está velha demais, mesmo sendo jovem o suficiente pra não perceber isso.
Me disse que é possivel estar um dia chorando de vontade de um picolé e no outro sendo a Sra. "Fulana da tal" na cidade onde mora.

Me ensinou que perseguir o próprio rabo deixa a gente doente, e que ser muito rígida enfraquece. Basicamente, era pra ela que eu corria quando as coisas estavam mal, mas como boa representante da espécie, eu nunca corria, porque não admitia que as coisas estivessem mal...
"Por fora bela viola, por dentro pão bolorento" e mais recentemente, por fora um corpinho fraco e por dentro um ser brilhante.
Não importa que não esteja, vc está!

Não fique brava, mas eu te amo mesmo assim!

segunda-feira, abril 02, 2007

Até que não foi ruim...

Sábado foi meu aniversário (sim, eu ainda comemoro)...


Estava muito bom!

Pessoas que eu amo reunidas, dançando até doer o corpo!
Dia seguinte = quebradeira
Como diria Max: "Bão tamém..."

quarta-feira, março 28, 2007

Quanto tempo dever durar...


...um batom vermelho na boca de uma mulher?

R: Depende do nível de intimidade que sem tem com o microfone.

A vida é um quadro



...e seria bom poder mudar as cores!

BEIJOS NA CACÁ E NA ERICA

terça-feira, março 27, 2007

Aooooooooooo lêncasa!

Desconsidere os símbolos...

domingo, março 25, 2007

A rodinha gigante



People say Im lazy dreaming my life away
Well they give me all kinds of advice designed to enlighten me
When I tell them that Im doing fine watching shadows on the wall
Dont you miss the big time boy youre no longer on the ball

Im just sitting here watching the wheels go round and round
I really love to watch them roll
No longer riding on the merry-go-round
I just had to let it go


Ah, people asking questions lost in confusion

Well I tell them theres no problem, only solutions
Well they shake their heads and they look at me as if Ive lost my mind
I tell them theres no hurry
Im just sitting here doing time

quarta-feira, março 21, 2007

Are you sexier in spring?


Vc já parou pra pensar que o meio em que vc vive acaba te influenciando de alguma maneira?
Vc já parou pra pensar que o meio em que vc vive acaba te influenciando?
Vc já parou pra pensar que o meio em que vc vive acaba?
Vc já parou pra pensar?
Vc já parou pra pensar que influencia o meio em que vive de alguma maneira?
Vc já parou pra pensar que influencia o meio em que vive?
Vc já parou pra pensar que influencia?
Vc já parou pra pensar?

Poesia abstrata sem rima, by Ju -the monkey that goes from tree to tree!
The monkey that goes
The monkey

R: No, I'm not sexier in Spring!

terça-feira, março 13, 2007

Saudades, peepow?

Manos,
Eu sei!
Eu sei que tô de saco cheio do efeito Coriólis! Independe de que lado vc está, na verdade vc acaba indo ralo adentro.
E aí vc se pergunta assim mesmo: "Pra que tudo isso? Relaxa e aproveita a vida!"
Sorry, I can't! Don't hate me... ("post -it" de tchau)
Ow, moçada, vamos no engajar aí...Agora as minhas comunidades de orkut não estão tão fúteis, dêem uma olhada, vá!
Dêem é estranho...Imperativos são estranhos: VÁ, SEJA, FAÇA, QUEIRA...
Eu quero ir pra casa, amassar meus animais e soltar o meu passarinho Toni.
Foto da baladinha com meus gostosinhos de cristal: Cacá, Maquitin tin tin e Érlica
(ao contrário do que parece, estávamos semi-sóbrios)
PS: Eu to parecendo a Nosferata herself.

quarta-feira, março 07, 2007

Porque será?

A gente não tem paciência de ler textos longos...
Lá no "imagine-tranformar" os textos estão longuíssimos, mas não tem como diminiur...
O gente vamos ler, vamos comentar, vá!
Se a gente não se unir, as coisas nunca vão mudar!
Vai lá: http://www.imagine-transformar.blogspot.com/
beijão

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Onde vamos parar????

Indignada e com orgulho!
Fiquei chocada ao ler os comentários das pessoas na revista Veja, a respeito do caso João Hélio!
Todos falaam de maioridade penal, punição mais severa, policiamente ostensivo, etc, etc... Mas NENHUMA ( eu disse: n e n h u m a ) delas fala em educação!
É clichê, mas violência gera violência e se fôssemos apostar no cacetetes nem sempre imparciais dos nossos amiguinhos de cinza, estaríamos a caminho de uma guerra civil declarada.
Como é possivel não enxergar que é preciso dar algo que se possa perder à esses pobres coitados sem coração! QUEM NÃO TEM NADA A PERDER, NÃO TEM NADA A PERDER, sacou?
Aquele que é INDIFERENTE é mais perigoso dos seres humanos...
Desconhece a culpa - safado!
Desconhece a alegria - coitado!

E o mais triste é que entre os comentários, estava o de uma professora, que sequer citou uma palavra sobre a infância perdida desses serem sem NADA!
Estava agora procurando alguma comunidade no orkut e me espantei quando achei somente 636 delas contra a violência! Pasmem: a mais numerosa delas possui 271 membros.
Então fui procurar comunidades relacionadas com assuntos IMBECIS! Vamos aos números da vergonha:
CARNAVAL - mais de 1000 comunidades - a mais numerosa com 57.311 pessoas
BUNDA -
mais de 1000 comunidades - a mais numerosa com 105.535 pessoas
CERVEJA -
mais de 1000 comunidades - a mais numerosa com 295.357 pessoas
LOIRAS -
mais de 1000 comunidades - a mais numerosa com 305.918 pessoas
FUTEBOL -
mais de 1000 comunidades - a mais numerosa com 229.694 pessoas

E depois a gente reclama de ter que "conviver" com esses "marginais" (que nós mesmos marginalizamos)...
Somos todos omissos, negligentes e iludidos, dentro das nossas bolhinhas de sabão, financiando o tráfico por lazer!
E eu mesma, que estou entalada com essa ausência de atitude, não tomo atitude alguma...Chequem as comunidades inúteis das quais eu faço parte! Pensei até em deletar e colocar apenas as "engajadas", mas isso seria muita hipocrisia da minha parte...Acho mais válido começar admitindo o quão fútil eu sou e quem sabe, quando as pessoas não tiverem mais VERGONHA de admitir o que são - um bando de acomodados - as coisas comecem a mudar.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Amigo é boi de carro


Estaria eu jogando boliche? Dois pinos caídos na mesma semana? Será que o planeta Lemgruber está em conjunção com a estrela Muíduna? (vontade de escrever o mais sujo dos palavrões)
Tão cordialzinho, tão espiritualizadinho, tão caridosinho...NOOOOOOOOOOOOOOOT!
Tem gente que tem que ir ao centro espírita mesmo, pra poder conviver com a sua própria incompetência! Isso, neném, põe a culpa no espírito zombeteiro... Não é você que é um falso moralista do caralho, e a chusma de encostos que você tem! Fica sussa, vai lá na salinha de nosferatu, põe um disco véio do Chopin (pra induzir a mais verdadeira das vontades de chorar) e se defuma com uma PPPPPORRA de um incenso, que isso tudo passa... Outra coisa que funciona é ler muitos livros escritos por pessoas de olhos fechados, assim vc não se sente tão burro de não enxergar um palmo diante do nariz, né, amor??? Ah, e não se esqueça de beber a aguinha benta no final, pra te ajudar a engolir as merdas e as sandices que vc tende a dizer quando fica bravinho. E feche a porta antes de sair, benzinho! _I_

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Insistir

Há coisas na vida em que não adianta insistir. Diz o ditado:

"Se uma coisa acontece uma vez ela pode nunca mais acontecer, mas se acontece duas, acontecerá para sempre"


E na boa (na boíssima) eu não quero que "algumas coisas"aconteçam de novo...

Porque eu fico arrasada, desolada e muito, muito, muiNNNto brava!
Porque quando eu decido dar uma outra chance, eu estou REALMENTE zerada e talvez mais frágil do que eu devesse estar...Assim, se a "coisa" pega de novo, me dói muito mais do que na primeira vez...Como machucar uma pele em cicatrização. E eu tô um pouco intolerante com os "issues" das vidas de outrém. Já estou crescida pra mentir que não estou incomodada e sem a mínima vontade de dar murro em ponta de faca.
Let it fade away.
(too bad, too bad...)

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Teoria do "efeito estilingue"


Então, agora eu to meiocompletamente sem saco de dissertar sobre isso...
Eu gosto apenas de fazer coisas que em tese dariam um resultado, mas na prática têm outro TOTALMENTE diferente.
Tese... Tese é um CU!
Mas eu gosto, porque sem a tese não há a antítese...
Eu AMO a antítese, portanto que tenho que AMAR a tese, já que sem uma, a outra inexiste.
Still: pro mundo em que vivemos é preciso ODIAR a tese para gerar a ANTÍTESE.
Tá bom, tá, faz de conta que eu vivo no mundo em que vivemos e que eu ODEIO...A tese é um cudocaralhodenosferatu
WITHOUT HAVING A FACE CHANGE - expressão que eu procurava há AAAAAAAAAAAANOS pra dizer "COMO SE NADA FOSSE" em Inglês...
Gente, não é metidez, mas é que eu sou professora disso e eu não consigo não. (a última palavra NÃO não é apenas uma conjunção adnominal de negação, mas um objeto direto, no caso considerando o verbo "conseguir"como verbo transitivo direto)
Afff...
Reticências: As reticências são empregadas para indicar uma certa indecisão, supresa ou dúvida na fala da personagem.
Ex: João Antônio! Diga-me...você...me traiu?
Para indicar que num diálogo, que a fala de uma personagem foi interrompida pela fala de outra:
Ex: ...Como todos já deram sua opinião...

Bem fofinha!



Acho que a tosqueira esta impressa no meu DNA.

Percebo depois que eu fiz, mas aí é tarde demais! Too late, babe, too late!

As pessoas devem ficar meio chocadas comigo, e eu fico meio chocada com as pessoas, afinal, eu rôo unhas, uso roupas esgulepadas e tenho cabelos de "familia Jetsons" (com aqueles cabelinhos infernais que crescem do lado da cabeça e insistem em ficar em pé).

O pior de tudo é que: I DON'T CARE! I don't actually give a f**k!

Sei que poderia, mas eu NÃO dou o braço a torcer, mesmo me achando MEGA trash muitas vezes.

Mas eu não tenho uma má indole, é só desleixo PURO e SIMPLES...

É bom ainda ter alguma coisa pura e simples, mesmo que seja desleixo. Acho que por isso que cultivo essa minha característica tão não cultivável.

I AM WHAT I AM, I AM MY OWN SPECIAL CREATION! (péssimo!)

Não ter má indole não significa - at all - que eu não tenha um lado lado EVIL, com o qual me divirta muito e através do qual eu libero vários pensamentos que eu gostaria de ter coragem de realizar.

GostarIA - condicional!

IA gostar...Ia mesmo!

Well, efeito estilingue. Eu já falei sobre a minha teoria do "efeito estilingue"?

Não, não tem a ver com a minha teoria sobre o efeito bumerangue, mesmo porque eu NÃO tenho uma teoria sobre o efeito bumerangue.

Tá, eu admito, esse é o segundo post "meembriagay" (eu disse que a tosqueira estava impressa no meu DNA)

Tá ficando chato já, né?

Ouço: "My sweet lord" - tocada em um programa de radio do John Lennon - A M O !!!!

AMO o George, porque ele era o que ele era e por isso respeitava quem era o que era.

AMO o John por ter tocado essa música, sem ter tido que tocar.

E eu só falo o que eu vejo e eu só vejo o que eu sinto...

Wave, desamores!

Beijos, amores!

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Quantos anos vc tem?

Como medir a sua idade?
Dilema, noinha porque eu tô ficando velha, sabe?
Até ando me policiando para não querer dar uma de "xóvenzinha", e usar um vocabulário menos inventado/clichê/modernete/assholete, sei lá... Tenho ficado um pouco deprê com as rugas de TUTANKAMON que estão aparecendo no meu rosto, mas eu procuro ignorar...Os gêmeos platinatos na minha testa, eu ainda consigo esconder no meio da cabeleira, que já está com os dias contados...Já faço planos de como cortar o cabelo pra não ficar com cara de BRUXAMARIABETHÂNIA do caralho. Bom, então... Tava pensando no carro (logo após olhar no retrovisor, o "tanque de lavar roupa" que eu tentei esconder com a franja, mas estava suada demais) que apesar de haver sempre um acréscimo de anos nas nossas vidas, a gente continua se sentindo meio igual. Porque a expectativa pelo futuro continua sendo meio igual...É um tanto de tempo tão grande e tão desconhecido pra nossa cabecinha que a gente reage a isso igualmente, em praticamente todas as fases da vida.
MAS, todavia, contudo, o que muda é o tempo que vivemos, o número de situações das quais lembramos, a quantidade de coisas que aprendemos e o tanto que ficamos "safos"com as sacudidas que tomamos. Como se a gente estivesse indo em direção ao infinito, em cima de um degrauzinho que vai crescendo, crescendo, conforme o tempo passa. Quando a gente vê, está longe do chão e tem um monte de responsabilidades, comprometimentos, regras, paradigmas... Às vezes dá vontade de voltar, descer do palco e voltar a engatinhar. Aí, a gente olha pro fim do infinito e não vê...Acha que ainda tem um tempÃo pela frente e se sente jovem demais, podendo até usar uma fivela "trak" de aranhinha pra franja não grudar na cara (Ah, que se dane que dá pra fazer um exercício de CALIGRAFIA nas "pautas"da minha testa) E é nessas que eu me sinto tão criança, e faço lista de 22 coisas malvadas que eu gostaria de fazer!
Eu e a Miss Polly (cujo apelido é mais uma prova de que meu cérebro estacionou nos 5 anos de idade)