
Como? Evitando as atitudes que o meu primeiro impulso mandava. Enxergando por trás delas a maquininha auto-destrutiva agindo e dizendo: "não, não, queridinha, agora não dá". Estive em algumas situações potencialmente bombásticas, mas consegui entender o mecanismo. Ex: Estava conversando com uma pessoa (com quem eu AMO conversar) e ela estava me contando coisas de um menino mal agradecido que não tinha juizo na cabeça. Papo vai papo vem, ela diz:
"Imagina que ele se envolveu com uma biscate, que já tem até ffff (e parou) (e continuou) tem até vida pra trás"
Ela ia dizer "já tem até filho" - claro! E parou, porque sabia que isso poderia me ofender, porque eu tb já tinha ATÉ FILHO.
Sei que pra essa pessoa, a realidade de casar com quem já tem filhos é um horror, MAS ela abraçou isso em mim. Abraçou o meu filho como se fosse da família dela e ao contrário da minha primeira vontade de sair correndo chorando, eu me senti especial.
Especial porque ela viu em mim motivos pra superar um "preconceito" arraigado na alma.
Ex 2: Chegamos de viagem tarde da noite. Estava temendo que houvesse alguma balada "na espreita" e que eu tivesse que dormir sózinha.
De fato, como eu temia/previa foi o que aconteceu.
E eu pensei: qual o problema dele sair UMA vez, se nos outros 364 dias do ano, ele dorme comigo?
E assim, fui dormir sem ele. No dia seguinte, ainda tive um impulso de fazer um comentário pontiagudo, mas não fiz e a vontade passou.
Ex 3: Demos de CARA com a ex dele. Eu - ao contrário do que pensava- não quis sugar o sangue dela e cuspir aos porcos. Fiquei na minha, consciente de que ela faz parte de um passado, que (como o nome diz) PASSOU. E me supreendi ao achar estranho o pouquíssimo contato entre eles, pois o 'cumprimento' não passou de um aceninho e um "bão?".
Enfim, em todas as situações, eu estava inserida em um mundo que era conhecido DELE e desconhecido pra mim. Isso me despertava uma insegurança-auto-defesa imediata e no fim, eu buscava motivos pra brigar e pra me sentir mal.
Parei, consegui FINALMENTE perceber que sou eu a causa de problemas dessa ordem.
Quero ser diferente.
Quero ser maior que isso.
(to com a sensação de que esse post não acrescentou nada a ninguém, mas muito a mim- e será que uma coisa exclui a outra?)
4 comentários:
Gata, (acho que esse vai ser um longo comentário!)
Que delíiiiiiicia participar disso e ver que você TAMBÉM ainda cresce!
Que orgulho ver que você, que tem opiniões tão claras e definidas sobre as coisas, colocou a mão na consciência e superou algo que TE fazia mal!
Que bom ver que você, que sempre tem orgulho das NOSSAS atitudes crescidas que VOCÊ orientou, também tem orgulho de si mesma!!!
Você sempre NOS diz para reconhecermos o que somos, mas às vezes parece o "faça o que eu digo..." e agora você NOS dá oportunidade de sentir MAIS orgulho de você, e ver que você tb é feita da nossa massa!
Claro que esse post acrescentou algo à mim: que eu posso continuar querendo ser como você, essa pessoa FODA, esclarecida, correta, GIGANTE, complexa, sim, mas MARAVILHOSA!!!
ÃAAAAAAAMO!
Julie,
Admiro o seu poder de conseguir tirar o melhor de todas as situações que você passa. Nunca, você deixa de aprender algo com a vida, isso é maravilhosos.
Sem dúvida, você é uma das pessoas mais incríveis que conheço, e amo muito poder fazer parte da sua vida, dos seus aprendizados e de suas escolha.
Ôh, se acrescentou...Estamos juntas nessa jornada, baby...
Disse que estamos juntas nessa jornada DE AMADURECIMENTO, darling. Tentando conter nossos impulsos infantis, refletindo antes de falar e de agir.
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