Foi, né? Já não dava mais... A alma não combinava com o corpinho doente e fraco!
Foi... Doeu, dói, doerá pra sempre!
Minha irmã gêmea que nasceu no sítio, minha mãe de mentira mais verdadeira possível, minha vovó cheia de estilo, que me fazia sentir tão antiquada!
Minha gatona, que cuidou de mim, que me ensinou que nem sempre é bom ser bom e nem sempre é ruim ser ruim.
Me ensinou que as pessoas podem te largar porque vc está velha demais, mesmo sendo jovem o suficiente pra não perceber isso.
Me disse que é possivel estar um dia chorando de vontade de um picolé e no outro sendo a Sra. "Fulana da tal" na cidade onde mora.
Me ensinou que perseguir o próprio rabo deixa a gente doente, e que ser muito rígida enfraquece. Basicamente, era pra ela que eu corria quando as coisas estavam mal, mas como boa representante da espécie, eu nunca corria, porque não admitia que as coisas estivessem mal...
"Por fora bela viola, por dentro pão bolorento" e mais recentemente, por fora um corpinho fraco e por dentro um ser brilhante.
Não importa que não esteja, vc está!
Não fique brava, mas eu te amo mesmo assim!
4 comentários:
Juju, que lindo o seu texto. Até chorei aqui. Me emocionou de verdade, por mais que eu tivesse visto sua avó uma só vez na vida. Tão gata mesmo. Só de olhar dava para ver a personalidade forte.
Força, querida. Se precisar de colo, estamos aí. Beijão
afffffffffeeeeee!
Tô chorando horrores! Logo de manhã! (Além do emocional e estômago semi-abalados...)
Texto à altura da sra. Sabedoria!
Estava ansiosa, passando por aqui todo dia para ver o que sairia dessa dor... No meu caso, a dor me faz escrever melhor...(Invejo os verdadeiros poetas que escrevem bem também quando estão felizes...)
Invejo também a sua sorte de ter encontrado alguém tão perto que te orientasse tão bem. Sinto falta disso...- agora com o estômago doendo mais do que nunca!
E no fim, acho que tb faço parte da mesma espécie: que diz que tá tudo bem, mesmo quando não tá...
amo.
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