sexta-feira, agosto 17, 2007

Paranóia



Ontem vi "Número 23".
Não sei o que acho pior: o filme ou as pessoas terem gostado do filme...Enfim!
Uma série de trocadilhos hollywoodianos manjados as hell!
"Oh, vc reparou naquela hora que a cor da cueca dele era vermelha?????"
Me poupe!
Ainda assim, tiro o chapéu para o tema do filme, que é a única coisa que vale discutir.
Eu mesma já tive paranóia com números e acho que isso é coisa de mentes ociosas tentando se exercitar.
Já tive certeza que a minha mãe ia morrer aos 33 anos, devido à sua extrema bondade! Depois vi que talvez ela pudesse viver até os 666 anos.
Já me obriguei a contar as "tartarugas" da rua, os centímetros do fio de cabelo que tinha caído e os passos do quarto até a sala.
(Lembra, eu sou a louca que come sucrilhos...)
Hoje isso tem nome chique: TOC.
Antes eu achava que eu era a única pessoa perturbada na face da Terra. Olhava as minhas amiguinhas tão inocentes brincando de shortinho e eu com vergonha de mostrar as minhas perninhas empipocadas de alergia.
Alergia de mim mesma. MESMO. Todo o lugar onde eu me encostava, ficava vermelho e coçava como se eu pudesse rasgar o casulo e sair voando.
Eu era uma larvinha, branquinha, fraquinha.
Se hoje sou borboleta? Acho que sim, mas ainda tenho as marcas da passagem.



7 comentários:

Anne M. Moor disse...

bonito poder se olhar de frente and share it with us... Thanks... E não te preocupa, todos somos um pouco loucos - unos mais que outros - mas vale lembrar que são os loucos que vivem...

MP disse...

Nossa Julie...
Eu, que também tinha vergonha de andar de shorts mas porque era uma branquela (branquela que depois desenvolveu a mesma alergia que você tem!), também pensava se eu era a única louca paranóica entre meus amiguinhos.
Ficava em pânico se meu chinelo virasse de ponta cabeça, medo dos meus pais morrerem, sabe aquela idiotice? Aí, meu pai morreu e as paranóias aumentaram... tantas, e tão bobas, que nem vale a pena entrar nisso agora...
...mas de certo, vai ver que consiguimos ver esse tal filme babaca com olhos de quem está vendo um filme babaca, porque sabemos BEM o que é paranóia...
E porque a gente é foda, lógico. :)

Ernesto Dias Jr. disse...

Me chamavam de branco azedo na escola. Posso pedir cota na universidade?

Flavio Ferrari disse...

O mundo está dividido em dois tipos de pessoas: os que precisam fazer análise e os que ainda não sabem disso.
E, já que o momento é para confissões, meu apelido na escola era "ratinho".
Também sobrevivi, mas ficam as marcas da passagem ...

Érica Martinez disse...

Nunca fui de números... Criava desenhos e historinhas...

Me chamavam de BRUXA na escola!
Antes eu soubesse que mais tarde isso pra mim seria um elogio!

Também morrrrriiiiiia de vergonha de ter peitos antes das amigas...
Antes eu soubesse que um dia o silicone iria dominar o mundo!

Eu tinha amigas que me encostavam na parede e brigavam comigo porque eu era a menor e meu cabelo era liso! Sério. Chorei, chorei, chorei... Não cabiiiia na turminha delas...
Antes eu soubesse que um dia inventariam a chapinha...
Talvez elas tivesse causado menos danos na minha auto-estima...

Ju disse...

Anne: Obrigada por ver as coisas dessa forma! :-)

Miss: AHAHAHAHAHA, muito bom isso de ver as coisas que são BABACAS como coisas BABACAS...(Acho que BABACA é o novo "termo de velho" da geração atual)

Ernesto: Você é branco, mas até onde eu sei não tem nada de azedo...

Flavio: Vc acredita em auto-análise? Porque eu VIVO pra isso. Será que estou incluida no segundo grupo que vc mencionou?

Gata: AInda bem que eu nunca fiz isso com vc! Rsrs e outra: leia dez vezes o que vc escreveu e pense: VOCÊ NÃO PRECISA DE SILICONE NEM CHAPINHA!!! Que sortuda! (acho que vou te encostar na parede e te fazer chorar! "tobrLincando")

Érica Martinez disse...

tivesseMMMMMM!
geeeez!