
Por Mary Blume
A grandeza da pintura tornou-se secundária em relação à sua fama. "A universalidade não é inata; ela exige um suporte de marketing", argumenta Sassoon. "Isso não quer dizer que a qualidade também não prevaleça. Significa simplesmente que se algo como a Mona Lisa for pintado por um búlgaro e a pintura permanecer na Bulgária, ela não encontrará mercado. O quadro precisa ficar em um lugar como Paris".
(Donald Sassoon, que passou dois meses observando as pessoas que olhavam a Mona Lisa, e um ano e meio escrevendo o livro sobre como ela se tornou a pintura mais famosa do mundo.)
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Será que não é isso mesmo?
Se estivéssemos em "Paris" ganharíamos rios de dinheiro escrevendo esses BlogLisas?
E olha, que eu não estou nos achando em nos comparar com a obra, afinal, não sabemos o que poderíamos ter sido SE...[estivéssemos respaldados pelo marketing]
Mas, pra mim estamos todos na MECA dos escritores informais. Cada um com o seu "each".
And I feel fine...
4 comentários:
Gata! já te falei da entrevista que ouvi no Trip EldorLado com um jornalista que chama "omddc Tonholi", eu acho... Ele falava (assim como num vídeo que vi no Arguta) sobre como nós, daqui a não muito tempo, vamos ditar as regras... Antes, os jornalistas trabalhavam para nos trazer a informação da maneira que eles queriam apresentá-la e agora, somos nós, bloguenígenas (como diria o Walmir) quem ditam as regras... Embora o Flavio não acredite, muita gente deve passar por aqui com a finalidade de descobrir o que nós estamos querendo... Por isso, podemos nos achar SIM, mesmo que às vezes possamos estar falando algumas besteiras, pq nós estamos ditando a informação do futuro com os nossos BlogLisas.
Érica .. não só acredito como é parte do meu trabalho no IBOPE.
E já fiz um par de apresentações por aí falando da informação não mediada e do protagonismo dos consumidores. Se tiver interesse te mando uma delas por e-mail (pode ser em espanhol ?)
Jú: creio que o segredo da Monalisa (que ocupa um lugar de destaque na minha sala) é o olhar, mas não no sentido que se costuma dar para isso (ela olha para você de onde quer que você olhe para ela).
Se quiser conhecer o segredo da Monalisa, não é para ela que deve olhar.
Não acho, realmente que ela tenha um segredo. Acho que queríamos que ela tivesse, talvez como um ícone que representasse a o absimo entre o que sentimos e o que conseguimos perceber que sentimos...
Vai saber!
A graça está nos olhos de quem vê, não é?
And me too... Transbordar aqui nos blogs é muito bom. Faz bem...
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