Como medir a sua idade? Dilema, noinha porque eu tô ficando velha, sabe? Até ando me policiando para não querer dar uma de "xóvenzinha", e usar um vocabulário menos inventado/clichê/modernete/assholete, sei lá... Tenho ficado um pouco deprê com as rugas de TUTANKAMON que estão aparecendo no meu rosto, mas eu procuro ignorar...Os gêmeos platinatos na minha testa, eu ainda consigo esconder no meio da cabeleira, que já está com os dias contados...Já faço planos de como cortar o cabelo pra não ficar com cara de BRUXAMARIABETHÂNIA do caralho. Bom, então... Tava pensando no carro (logo após olhar no retrovisor, o "tanque de lavar roupa" que eu tentei esconder com a franja, mas estava suada demais) que apesar de haver sempre um acréscimo de anos nas nossas vidas, a gente continua se sentindo meio igual. Porque a expectativa pelo futuro continua sendo meio igual...É um tanto de tempo tão grande e tão desconhecido pra nossa cabecinha que a gente reage a isso igualmente, em praticamente todas as fases da vida.
MAS, todavia, contudo, o que muda é o tempo que JÁ vivemos, o número de situações das quais lembramos, a quantidade de coisas que aprendemos e o tanto que ficamos "safos"com as sacudidas que tomamos. Como se a gente estivesse indo em direção ao infinito, em cima de um degrauzinho que vai crescendo, crescendo, conforme o tempo passa. Quando a gente vê, está longe do chão e tem um monte de responsabilidades, comprometimentos, regras, paradigmas... Às vezes dá vontade de voltar, descer do palco e voltar a engatinhar. Aí, a gente olha pro fim do infinito e não vê...Acha que ainda tem um tempÃo pela frente e se sente jovem demais, podendo até usar uma fivela "trak" de aranhinha pra franja não grudar na cara (Ah, que se dane que dá pra fazer um exercício de CALIGRAFIA nas "pautas"da minha testa) E é nessas que eu me sinto tão criança, e faço lista de 22 coisas malvadas que eu gostaria de fazer!
Eu e a Miss Polly (cujo apelido é mais uma prova de que meu cérebro estacionou nos 5 anos de idade)