Sem dúvida, muito coerente as palavras do "João", porém, eu acredito que há outra maneira de experimentaras relações: O AMOR.
Fala-se muito sobre a relação AMAR x TER, sobre TER x RETER, sobre rimar AMOR com DOR.
Claro, o AMOR te deixa encantado e os mecanismos todos são lubrificados.
Nossa "razão" não pode deixar de espernear, afinal já não é o comandante do navio.
Mas SE conseguirmos (após a empolgação inicial) apresentar a EMOÇÃO à RAZÃO, podemos ter frutos saborosos pra saciar a nossa fome.
Quando não temos "FOME", não temos "NECESSIDADES IMEDIATAS" e não temos MEDO (sem aspas mesmo).
Acho que o AMOR sozinho tem uma força tão imensa que tende a se auto-destruir, como um avião que não conseguiu frear (perdoem o trocadilho ilustrativo).
No início é paixão: que delícia de ver, te descobrir, fazer com que vc me veja e me descubra...A gente até abre mão das nossas coisas "chatinhas" só pra não estragar o clima.
Depois é dúvida: sente que talvez tenha aberto mão de coisas demais, e que o outro não está se abrindo tanto. Porque? O que eu fiz de errado? Será que ele não está no mesmo "vibe" que eu?
Então é cobrança: precisamos de respostas pras perguntas, portanto vamos buscá-las
Finalmente é dor: pois não há no outro respostas para as NOSSAS perguntas.
Resumidamente, é isso o que acontece na minha humilde opinião.
Agora, quando colocamos o "furacão" no trilho, as coisas ficam menos rarefeitas e a imagem do lindo pavão, não se transforma em um peru enfeitado.
Porque não temos a necessidade de ver o outro como a oitava maravilha do mundo (o que nos faz querer ser a nona, pra estar à altura do ser amado).
Ao aceitar o outro como é, fica mais fácil nos aceitarmos como somos.
Simples, mas impossível se não há uma boa dose de análise e desmistificação (aka: razão).
*****
Falo isso por experiência própria, pois tive que dar muitas voltas até chegar aqui.
Fui a "menininha dos fósforos" que riscava um a cada escuridão, mas a caixa acabaria mais cedo ou mais tarde.
Fui "dançar com sapatinhos vermelhos" e me peguei presa num turbilhão de vozes e rostos que não me faziam sentido algum.
Hoje, aprendi a deixar morrer o que tem que morrer, porque sei que depois sempre há um
renascimento. Believe it or not.
8 comentários:
primeiro:
como eu AMO vcs dois!!!!!!!!!!
segundo:
yo, soy consuelo y mi furacón "esta" entrando en los triCHos!
Hahahahaha
Nós dois também amamos você!
Se posso palpitar, durante o período de "paixão" creio que amamos a projeção que fazemos sobre o objeto da paixão.
Passado esse período, conhecemos a pessoa e aí, talvez, comece o amor.
Amor não tem dor. Não demanda abrir mão de nada. É um puro interesse desinteressado pelo bem estar e desenvolvimento do outro. Sem perguntas, não precisa de respostas.
O resto não é amor. São as ervas daninhas que destroem o amor.
Flavio, não só pode comentar como:
CONCORDO EM GENERO, NUMERO E GRAU!
Ju: Teu texto sobre o amor e as relações está genial. Gostei muito. Mas acho que está faltando um ingrediente importante tanto na tua reflexão qto no lá no Arguta (Flávio). A amizade DEVERIA ser a base / âncora de qualquer relação de amor. E relações também podem se alimentar apenas de amizade e 'clicks'... Custei pra entender isso...
E existe amor sem amizade ?
Boa pergunta... Só tenho minhas dúvidas do que deva vir primeiro :-)
Amor sem amizade??? Como assim???
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