quinta-feira, agosto 30, 2007

segunda-feira, agosto 27, 2007

TER


Hoje, tenho muitas coisas que eu sempre quis. No entanto, não vivo em êxtase como achei que ia viver. A minha "wishlist" tem vários itens checados, porém a sensação não é correspondente com a expectativa que criei.
Então:
SERIA EU UMA PESSOA MAL AGRADECIDA QUE NÃO DÁ VALOR PRA O QUE TEM? TERIA EU ALGUM PROBLEMA EM DESFRUTAR DO PRAZER DE TER, POR MEDO DE PERDER E SOFRER?
Essas eram as perguntas que martelavam o meu cabeção (cabeção de Sandy).
Eram, porque eu desenvolvi uma teoria a respeito. Vejam se faz sentido:
A diferença que faz vc TER alguma coisa é simplesmente NÃO QUERER MAIS TÊ-LA (porque já tem).
Não há mais a necessidade de almejar, de conquistar e assim, é uma "preocupação" a menos. É menos uma "necessidade de".
Só que isso não tem nada de glamuroso, ao contrário, só torna as coisas mais calmas, mais monótonas talvez.
E mais uma vez me vem: ENJOY THE RIDE!

quinta-feira, agosto 23, 2007

"If you do what you've always done, you're gonna get what you've always got"
(não sei o autor, mas faz sentido até...)

Curiosidade


Olho e sei que está lá.
Ignorar? Impossível.
Portas fechadas são o meu objeto de cobiça!
Gavetas trancadas e cadeados são meus fetiches...
Segredos bem escondidos dos outros me fazem conviver melhor com o cemitério de sentimentos dentro de mim.
Atos, palavras e pensamentos não ditos, pelo menos não mais de uma vez.
Fale baixinho, que eu aprenderei a ler seus lábios.
Interrompa as palavras, que eu aprenderei a ler sua mente.
Eu posso prever seus movimentos de fuga, porque conheço todos os que existem.
Te desvendar é questão de tempo.
Uma piscada, um vibrato na voz, um tamborilar de dedos e pronto: já sei onde vc quer chegar.
Um movimento, um olhar, uma gota de suor e "that's it": já sei do que vc quer fugir.
Não que me julgue esperta...Apenas sei que ninguém melhor que o pintor pra reconhecer as verdadeiras cores de alguém.
(lavando o pincel e tentando me conformar com a tinta que não sai)

terça-feira, agosto 21, 2007

Olhinhos "cilhudos"



Lady é uma cachorinha linda! A justificativa para o nome - a príncipio nada criativo- está no olhar da bichinha que é idêntico ao da original.
Lady é fiel, amiga, carinhosa e linda. Tem as orelhinhas compridas e o pelo mais macio do universo. Tem gente que até pergunta qual o pet shop que ela frequenta, sem saber que ela é assim por natureza mesmo.
Ela adora dormir quentinha no meio das cobertas dos outros e tem uma queda por cães vira-lata (outra semelhança indiscutível com sua homônima).
Outro dia, Lady estava especialmente triste porque o cachorro da vizinha tinha rasgado sua caminha e ela não a reconhecia mais como sua.
Logo em seguida, escutou o barulho do caminhão do gás e correu pra frente da casa, como se estivesse sorrindo.
Apesar de ser um cão com pedigree, Lady parece ter uma predileção por tudo o que está fora de seu mundo "cor-de-rosa". Talvez o mundo perfeito de coleiras de strass e banhos semanais não seja o que ela considera ideal.
Ela gosta de abanar o rabo pra todo mundo, mesmo para os que não são muito "fãs" de caninos.
Detesta brigas e quando se sente ameaçada corre pra debaixo do sofá e chora. O pior é que não é de medo, não...É por que ela é do bem e não sabe lidar como "mau" nos outros.
Ela não consegue ter raiva nem do pastor alemão que mordeu seu focinho através da grade do portão.
Há alguns dias que Lady está diferente. Não sei se pela casinha destroçada ou pela vontade que tem de brincar na rua.
Sei que abrir o portão é arriscado, pois ela, apesar de esperta, é muito inocente e seria capaz de fazer festa pra roda da frente de um carro em alta velocidade.
Por outro lado, temo que deixá-la presa vá contra todas as suas expectativas e ela acabe por não achar mais graça nem nos biscoitinhos de final de semana.
Enquanto isso, eu fico aqui observando. Se ela quiser um carinho sabe onde procurar.

sexta-feira, agosto 17, 2007

Paranóia



Ontem vi "Número 23".
Não sei o que acho pior: o filme ou as pessoas terem gostado do filme...Enfim!
Uma série de trocadilhos hollywoodianos manjados as hell!
"Oh, vc reparou naquela hora que a cor da cueca dele era vermelha?????"
Me poupe!
Ainda assim, tiro o chapéu para o tema do filme, que é a única coisa que vale discutir.
Eu mesma já tive paranóia com números e acho que isso é coisa de mentes ociosas tentando se exercitar.
Já tive certeza que a minha mãe ia morrer aos 33 anos, devido à sua extrema bondade! Depois vi que talvez ela pudesse viver até os 666 anos.
Já me obriguei a contar as "tartarugas" da rua, os centímetros do fio de cabelo que tinha caído e os passos do quarto até a sala.
(Lembra, eu sou a louca que come sucrilhos...)
Hoje isso tem nome chique: TOC.
Antes eu achava que eu era a única pessoa perturbada na face da Terra. Olhava as minhas amiguinhas tão inocentes brincando de shortinho e eu com vergonha de mostrar as minhas perninhas empipocadas de alergia.
Alergia de mim mesma. MESMO. Todo o lugar onde eu me encostava, ficava vermelho e coçava como se eu pudesse rasgar o casulo e sair voando.
Eu era uma larvinha, branquinha, fraquinha.
Se hoje sou borboleta? Acho que sim, mas ainda tenho as marcas da passagem.



quarta-feira, agosto 15, 2007

Tem como não querer MORDER????

"cã vaca e eveready"

" alcaçuz e sorvete de flocos"





Fruit de la passion


De longe, eu te olhava há tempos.

Já havia decorado os seus contornos, as nuances dos seus tons convidativos.

Inúmeros foram os pensamentos que me aguçaram os sentidos cegos.

Tontura por querer te experimentar, te possuir.

Sentir o seu sabor inundando as minhas correntes.

Necessidade de saber a sua temperatura e de testar os seus relevos.

Não posso.

Mesmo que me sujeitasse ao exílio calado.

Mesmo que me entregasse à tortura viciante.

Não posso.

E de longe, eu continuo a olhar pra você.

terça-feira, agosto 14, 2007

Música (vamos falar mais sobre ela?)



Sete que eu AMO:
1- Black- Pearl Jam
2- Not enough time - INXSS
3- Do damn lucky - Dave Matthews
4- Wave- Tom Jobim
5- Imunização Racional - Tim Maia
6- Ribbon in the Sky - Steve Wonder
7- Save me - Queen

Sete que eu odeio:
1- Thank you - Dido
2- Seeds of love - Tears for Fears
3- O que é o que é - Gonzaguinha
4- Chama o Sindico - Jorge BEN (me recuso a usar Benjor)
5- Sonhos - Peninha
6- Stillness of heart - Lenny Kravitz
7- Scar Tissue - Red Hot Chilli Peppers




segunda-feira, agosto 13, 2007

Back to Front


Não, não é o disco do Lionel Richie, sou eu!
Ainda não consegui comentar no blogs de todos...Muita informação!
Hoje acordei com dor no braço de tanto jogar Wii (recomendo) e me veio: "o nosso mundo real está sendo substituido por um mundo virtual. Isso é bom ou ruim?"
A fidelidade de interpretação dos movimentos do controle remoto do Wii é impressionante! Parece MESMO que estamos jogando bowling/tennis/golf, etc. A gente se sente poderoso em ganhar, mas péssimo ao perder, mesmo SABENDO que é tudo de mentira.
Essa semana, quero ir jogar boliche de verdade, pra ver se sinto alguma diferença.
Pra ver se eu respondo a minha pergunta: "Isso é bom ou ruim?"
Baseada em nossa deliciosas conversas virtuais, fico pensando se não seria o caso de nos encontrarmos mais...O que será que isso geraria?
Aproximações prazeirosas? Ligações perigosas? Descobertas inusitadas? Ciúmes não declarados?

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“Curiosity is the very basis of education and if you tell me that curiosity killed the cat, I say only the cat died nobly.”

Arnold Edinborough

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PS: Eu não estou com mania de gatos, eu SOU com mania de gatos! ;-)
PPS: Essa foto sou eu no Bar Léo, curiosa pra saber o efeito do décimo primeiro chopp :-D

sexta-feira, agosto 10, 2007

Não consigo...

ACESSAR O BLOGSPOT!
(NÃO SUMI VOLUNTARIAMENTE)

terça-feira, agosto 07, 2007

Crazy cat lady












  • She goes to bed undressed
  • She needs to be the best
  • She loves the fridge cold food
  • She is trapped in her childhood
    Her first movements are slow
  • The time, I really don't know
  • Indeed, she couldn't care less
  • Her whole life is a mess
    The crazy cat lady is sad
  • But all people think she is mad
  • No rhythm, no pattern, nowhere
  • No beautiful words to compare
    The crazy cat lady is me
  • Simple and lame as can be
  • I have a hat and a coat
  • I have a cat and a goat
"All human evil comes from a single cause, man's inability to sit still in a room."
Blaise Pascal

Estava comendo um pote de sucrilhos (eu tenho 31 anos e AMO cereais matinais como se não houvesse amanhã) e entre um bocado e outro, pensei: preciso postar alguma coisa no EAI!
Depois eu me perdi nas pesquisas sobre prensas hidráulicas. Mais um pouco eu estava dando uma bronca no meu filho de 6 anos, porque ele estava tendo uma CRISE por não conseguir digitar "I want pizza, please" no Club Penguin.
Muitas atividades pra uma manhã que apenas começou (em paralelo, alongando os músculos do pé semi-consertado).
Eu comecei a pensar sobre a citação de Pascal e ver que ele pode ter razão.
Porque eu não consigo simplesmente ficar parada?
Porque se eu paro, eu penso. Se eu penso, eu questiono.
Então, PRECISO achar uma resposta.
O problema é que a cada nova resposta, surgem 30 novas perguntas e isso está me deixando louca!
Mesmo!
Eu sou uma louca que come sucrilhos de manhã!


quinta-feira, julho 26, 2007

Vamos celebrar!


Em contrapartida ao post do Arguta resolvi escrever sobre a união.
Sem dúvida, muito coerente as palavras do "João", porém, eu acredito que há outra maneira de experimentaras relações: O AMOR.
Fala-se muito sobre a relação AMAR x TER, sobre TER x RETER, sobre rimar AMOR com DOR.
Claro, o AMOR te deixa encantado e os mecanismos todos são lubrificados.
Nossa "razão" não pode deixar de espernear, afinal já não é o comandante do navio.
Mas SE conseguirmos (após a empolgação inicial) apresentar a EMOÇÃO à RAZÃO, podemos ter frutos saborosos pra saciar a nossa fome.
Quando não temos "FOME", não temos "NECESSIDADES IMEDIATAS" e não temos MEDO (sem aspas mesmo).

Acho que o AMOR sozinho tem uma força tão imensa que tende a se auto-destruir, como um avião que não conseguiu frear (perdoem o trocadilho ilustrativo).
No início é paixão: que delícia de ver, te descobrir, fazer com que vc me veja e me descubra...A gente até abre mão das nossas coisas "chatinhas" só pra não estragar o clima.
Depois é dúvida: sente que talvez tenha aberto mão de coisas demais, e que o outro não está se abrindo tanto. Porque? O que eu fiz de errado? Será que ele não está no mesmo "vibe" que eu?
Então é cobrança: precisamos de respostas pras perguntas, portanto vamos buscá-las
Finalmente é dor: pois não há no outro respostas para as NOSSAS perguntas.
Resumidamente, é isso o que acontece na minha humilde opinião.
Agora, quando colocamos o "furacão" no trilho, as coisas ficam menos rarefeitas e a imagem do lindo pavão, não se transforma em um peru enfeitado.
Porque não temos a necessidade de ver o outro como a oitava maravilha do mundo (o que nos faz querer ser a nona, pra estar à altura do ser amado).
Ao aceitar o outro como é, fica mais fácil nos aceitarmos como somos.
Simples, mas impossível se não há uma boa dose de análise e desmistificação (aka: razão).

*****
Falo isso por experiência própria, pois tive que dar muitas voltas até chegar aqui.
Fui a "menininha dos fósforos" que riscava um a cada escuridão, mas a caixa acabaria mais cedo ou mais tarde.
Fui "dançar com sapatinhos vermelhos" e me peguei presa num turbilhão de vozes e rostos que não me faziam sentido algum.
Hoje, aprendi a deixar morrer o que tem que morrer, porque sei que depois sempre há um
renascimento. Believe it or not.

quarta-feira, julho 25, 2007

Caindo sob o feitiço da Mona Lisa



[ Agradecimentos à Tina que me ensinou a fazer janelinhas separadas... ]


A grandeza da pintura tornou-se secundária em relação à sua fama. "A universalidade não é inata; ela exige um suporte de marketing", argumenta Sassoon. "Isso não quer dizer que a qualidade também não prevaleça. Significa simplesmente que se algo como a Mona Lisa for pintado por um búlgaro e a pintura permanecer na Bulgária, ela não encontrará mercado. O quadro precisa ficar em um lugar como Paris".

(Donald Sassoon, que passou dois meses observando as pessoas que olhavam a Mona Lisa, e um ano e meio escrevendo o livro sobre como ela se tornou a pintura mais famosa do mundo.)


*****

Será que não é isso mesmo?

Se estivéssemos em "Paris" ganharíamos rios de dinheiro escrevendo esses BlogLisas?

E olha, que eu não estou nos achando em nos comparar com a obra, afinal, não sabemos o que poderíamos ter sido SE...[estivéssemos respaldados pelo marketing]

Mas, pra mim estamos todos na MECA dos escritores informais. Cada um com o seu "each".

And I feel fine...

DROP DEAD GORGEOUS

death-by-cotton-candy.jpg (by Daniela Edburg)

Recebi esse link da minha cunhada chiquérrima-érrima. Ela devia ter um blog!
Além a imagem belíssima, me fez parar pra pensar quantos são os elementos que podem inspirar a arte.
Justo eu, que não gostava de Picasso até ir ver a exposição do Ibirapuera.
O que me fez mudar tão radicalmente de idéia?
Confesso: eu não entendia Picasso. Achava que seus desenhos poderiam ser rabiscos de criança.
E o pior não é isso. O PIOR é que ERAM mesmo rabiscos de criança e eu desvalorizava esse fato.
Como o olhar inocente pode ser tão sábio?
Como a representação do mundo por um ser infantil, pode ser tão completa.
Daí vem uma das minhas teorias universais: EMBURRECEMOS CONFORME O TEMPO PASSA.
Podemos sim, adquirir kilos e kilos de informação (ou seria litros e litros?), porém, nunca mais seremos capazes de expressar os nossos sentimentos de forma tão natural.
Antes o medo era MEDO - Medo de monstro, medo de escuro.
Agora o medo é MEDO DO QUE VAI ACONTECER SE...Medo de mudar, medo de falar o que pensa, medo de ser quem é.
Antes o AMOR era simples - amor pela "mamãe" e pelo "papai" sem pensar em retribuições ou cobranças.
Agora o AMOR é MOEDA. Se não termos o retorno do investimento, sofremos.
Choramos, mas não mais aquele choro escancarado, que dá o conhecido soninho gostoso...É um choro contido, um choro amargurado que nos tira
irrecuperáveis noites de descanso.
Talvez por isso seja difícil criar, por estarmos presos em nosso tufões particulares...Uns de algodão-doce , outros de féu.
Em tempo: a questão não é aprender a ser, mas lembrar quem é.


terça-feira, julho 24, 2007

Novos amigos


Sexta passada cai de balão em uma festa de blogueiros. Fui de penetra, mas prometo compensar esse fato convidando a todos para uma balada aqui em casa, com direito à acompanhante [OK, Flávio? ;-)]

Cheguei sem muita expectativa, já falando pelos cotovelos como de costume.

No decorrer da balada, percebi que estava muito mais interessante ouvir do que falar (e até passei por "séria", acreditem).

De início achei a sensação bizarra, pois no meu grupo de amigos eu costumo falar, falar e falar mais ainda...Desenvolvendo as minhas teorias universais, que nem sempre eu cumpro (e eles sabem disso).

Depois eu pensei: " que M-A-R-A-V-I-L-H-A ter novos elementos para enlouquecer DE NOVO"

Destaque especial para o Ernesto - que matou Deus comigo - e para a Udi - que batizou de I-Ching o meu "quanto mais, menos".

O anfitrião estava educadamente às voltas com seus convidados e merece cumprimentos pela escolha do vinho. Tentarei retribuir à altura quando for a minha vez de recebê-los.

No mais, visitem Prozac Café e lambuzem-se com idéias!

quinta-feira, julho 19, 2007

Lady Deathstrike





É...
Eu sou má!
Tiro sarro de coisas que não posso, odeio coisas que não devia.
Por isso eu deixei te roer as unhas!

segunda-feira, julho 16, 2007

Se tananã, tananã


Pergunto:
Porque temos a necessidade de filosofar sobre as coisas?
Pra encontrar respostas?
Será que isso não acaba sendo um vício e a vontade de achá-las passa a ser mais forte do que o fato de tê-las econtrado?
Levando essa tese adiante: será que não acabamos arrumando questões onde não há?
Será que não ficamos absolutamente insatisfeitos quando não há questionamentos?
Eu pelo menos sou MOVIDA A eles.
O pior é que outro dia eu me peguei VENDO que futuco as coisas e que quando as coisas não têm polêmica, eu não quero falar a respeito. Quando vejo um casal felizinho, eu não quero escrever a respeito...Mas me dá um probleminha de relacionamento pra vc ver o temanho do texto que sai...To decepcionada com a fragilidade das minhas baterias.

Amadureci 10 anos em 2 dias


Como? Evitando as atitudes que o meu primeiro impulso mandava. Enxergando por trás delas a maquininha auto-destrutiva agindo e dizendo: "não, não, queridinha, agora não dá". Estive em algumas situações potencialmente bombásticas, mas consegui entender o mecanismo. Ex: Estava conversando com uma pessoa (com quem eu AMO conversar) e ela estava me contando coisas de um menino mal agradecido que não tinha juizo na cabeça. Papo vai papo vem, ela diz:
"Imagina que ele se envolveu com uma biscate, que já tem até ffff (e parou) (e continuou) tem até vida pra trás"
Ela ia dizer "já tem até filho" - claro! E parou, porque sabia que isso poderia me ofender, porque eu tb já tinha ATÉ FILHO.
Sei que pra essa pessoa, a realidade de casar com quem já tem filhos é um horror, MAS ela abraçou isso em mim. Abraçou o meu filho como se fosse da família dela e ao contrário da minha primeira vontade de sair correndo chorando, eu me senti especial.
Especial porque ela viu em mim motivos pra superar um "preconceito" arraigado na alma.

Ex 2: Chegamos de viagem tarde da noite. Estava temendo que houvesse alguma balada "na espreita" e que eu tivesse que dormir sózinha.
De fato, como eu temia/previa foi o que aconteceu.
E eu pensei: qual o problema dele sair UMA vez, se nos outros 364 dias do ano, ele dorme comigo?
E assim, fui dormir sem ele. No dia seguinte, ainda tive um impulso de fazer um comentário pontiagudo, mas não fiz e a vontade passou.

Ex 3: Demos de CARA com a ex dele. Eu - ao contrário do que pensava- não quis sugar o sangue dela e cuspir aos porcos. Fiquei na minha, consciente de que ela faz parte de um passado, que (como o nome diz) PASSOU. E me supreendi ao achar estranho o pouquíssimo contato entre eles, pois o 'cumprimento' não passou de um aceninho e um "bão?".


Enfim, em todas as situações, eu estava inserida em um mundo que era conhecido DELE e desconhecido pra mim. Isso me despertava uma insegurança-auto-defesa imediata e no fim, eu buscava motivos pra brigar e pra me sentir mal.
Parei, consegui FINALMENTE perceber que sou eu a causa de problemas dessa ordem.
Quero ser diferente.
Quero ser maior que isso.
(to com a sensação de que esse post não acrescentou nada a ninguém, mas muito a mim- e será que uma coisa exclui a outra?)