terça-feira, setembro 04, 2007

Teoria dos espaçadores


Então...
O meio termo é sempre a resposta mais aconselhada. Fazer um mix do que é "branco" e do que é "preto" e obter um cinza homogêneo. É o ideal, é até um pouco behaviorista, pensar em um sorriso sereno, entre um choro bizarro e uma gargalhada atômica.
Entrelaçar razão e emoção: brilliant!
Quando a coisa é séria e há outras pessoas envolvidas, é mais fácil se comprometer e apregoar o alinhavo de opostos.
PORÉM, no subsolo do nosso ser, onde estamos teoricamente sós, mas acompanhados de nossas paranóias e paradigmas, a coisa é BEM diferente.
E foi assim que nasceu a minha mais nova teoria: A TEORIA DOS ESPAÇADORES.
Eu PENSO muito mais do que SINTO.
Pra mim o sentir é uma coisa perigosa (alguma crença validada não sei quando, por não sei quem)
Quando um sentimento se aproxima, passo um anti virus, um scan disk, desinfeto e vejo o que sobra.
Geralmente, o que resta é uma coisa que eu posso dominar, prever, catalogar e guardar em lugar seco e fora de luminosidade.
Eu preciso ter um afastamento do turbilhão pra poder raciocinar a respeito.
E AÍ É QUE COMEÇA A ARMADILHA.
De que forma vou manter essa distância? Qual a estrutura que vai manter o teto longe do chão?
São os pequenos pilarzinhos de metal!
É a cama de faquir que não me deixa relaxar!!
São os ESPAÇADORES dos meus mundos contraditórios.
CIÚME/ PRE-CONCEITO/ RANCOR/ ARROGÂNCIA (e todas essas ramificações daninhas do medo)
E assim, cultivando essas sensações repugnantes eu me mantenho "a salvo" do sentir.
E podem acreditar que eu não tenho NENHUM orgulho disso.
:-(

15 comentários:

Flavio Ferrari disse...

Estar consciente disso já é um passo.
Sei muiiiiito bem o que é isso, acredite.
Uma sugestão baseada na experiência: troque os espaçadores por um conjunto de molas e amortecedores. Você não evita o choque, mas atenua, e ele se torna suportável.
E a gente vai se acustumando com a idéia do encontro dos mundos.
Enquanto isso, que tal começar uma psicoanálise ....

Walmir Lima disse...

Recomendo a Dora, minha psico-parteira.

Anne M. Moor disse...

Ju... é tão bonito como tu consegues compartilhar teus sentires conosco e isso, botar pra fora, já é um bom começo. NUNCA pára de ter essa capacidade.
A vida está cheia de surpresas - boas e ruins - que nos rondam, nos fazem bem ou nos atrapalham. Saber lidar com elas é a aprendizagem de uma vida. E tudo, absolutamente tudo, tem um lado bom, as long as we can find it. Keep looking...

Anne M. Moor disse...

Quem sabe eu te ensino a fazer tricô???? :-)

Érica Martinez disse...

AMO quando vc fica caraminholando teorias, amooooor!

Posso estar sendo repetitiva, mas esse texto do Veríssimo me vem à cabeça numa série de situações, portanto, aí vai:
"Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza."

Quem sente demais quer pensar, quem pensa demais, quer sentir e assim a gente vai vivendo entre altos e baixos de humores, relações, sensações e etc...

Acho que o fato de vc ter detectado que criou esse espaçamento, já está demonstrando que tem um "sentir" aí querendo se libertar... que piensa?

disse...

Sentir é bom.Vicia...Depois , vc quer sempre só sentir.
Mas, tb dá muito trabalho qdo se precisa adequar , achar um modelo diferente pra aquele mesmo sentir e sentir-se satisfeita.
Mas, obriga a crescer, sem dúvidas.

Ju disse...

Flávio: ÓTIMA siugestão!
Walmir: Qual o telefone dela?
Anne: Tem razão! I'll keep on looking!E eu iria AMAR saber fazer tricô!(de verdade)
Gata: Sim sim, tem muito sentir querendo se libertar...Tadinho do Tin Tin, vai sar atrpoelado por um TWISTER.
Lu:verdade! Adequar-me é uma coisa que me move com força! Mas sinto, sim, muito crescimento envolvido no processo!
:-)

Ju disse...

(eu ia consertar os erros de digitação, mas vou exercitar o "sentir o erro" e conviver com ele)

Érica Martinez disse...

hehehehehehhehe
muito bom "sentir o erro"
ultrapaÇando barreiras, hein, gata! rsrsrsrsr

VUOUSSSSSSHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

(som de Twister)

Anne M. Moor disse...

Ahhhhhhh Lú... cooooooooomo te entendo... :-)

Ernesto Dias Jr. disse...

Porque é que virginiano tem que criar imagem pra tudo? Ô raça...

Bárbara Semerene disse...

Quanta necessidade de controle!!! Parece eu.
Eu, hein!

Érica Martinez disse...

Ernesto, de que vc está falando??

Ju disse...

Babizinha, estou saudosa!

Udi disse...

Entrega é a palavra. Não consigo detectar um sentimento sem que antes ele se instale... então, se ele já se instalou, o melhor é sentir mesmo, só assim eu posso analisá-lo - depois de sentir.