
Apaga o tempo pra mim
Aniquila a história
Salga o passado
Dilacera a lembrança
Impede a descoberta
Barra a investigação
Incendeia as gavetas
Entope os acessos
Flagela a vontade
Decapita a necessidade
Esteriliza a curiosidade
Interrompe a possibilidade
Contorce as borboletas
Limita os gafanhotos
Enterra as minhocas
Estrangula os ventos
As minhas mãos tremem
Os meus olhos se apertam
Minha boca se morde
Meu coração acelera
É o sangue que se aproxima
É o ódio de não estar fecundada
É a saudade do que não existe
É a revolta do que não será
14 comentários:
Há muitas fecundidades, no corpo e na alma de uma pessoa.
Escrever assim é uma delas.
Denso ,intenso e lindo.
Saudade do que não existe...
Putz ... isso é que é TPM (Tremenda Poeta essa Mulher)
Ernesto: será?
Lu: vc deve entender o que é isso, né?
Miss: nem me fale!!
Flávio: hahahaha, olha o Ludovido aí, geeente!
:-)
Maravilhosa interpretação da alma e da voz da Abelha Rainha.
Intensidade, beleza e perfeita ilustração.
Eu disse no Arguta: O Ludovico é Rônio o resto é Neo-rônio.
Foto maravilhosa!
"E o pulso,
ainda pulsa"
Maravilhoso!
e algumas pessoas conseguem transformar TPM em poesia!
Walmir: eu comparo mais à furia da Leoa!
Wowwwwwwwwwwwwwwwwwwwwww
uh! agora entendi!
Putz ... sabia que conhecia essa cara de algum lugar ... eu adoro o Roupa Nova ... maior respeito ... comia não, comia não ...
E o sangue se aproxima.
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