
Então...
O meio termo é sempre a resposta mais aconselhada. Fazer um mix do que é "branco" e do que é "preto" e obter um cinza homogêneo. É o ideal, é até um pouco behaviorista, pensar em um sorriso sereno, entre um choro bizarro e uma gargalhada atômica.
Entrelaçar razão e emoção: brilliant!
Quando a coisa é séria e há outras pessoas envolvidas, é mais fácil se comprometer e apregoar o alinhavo de opostos.
PORÉM, no subsolo do nosso ser, onde estamos teoricamente sós, mas acompanhados de nossas paranóias e paradigmas, a coisa é BEM diferente.
E foi assim que nasceu a minha mais nova teoria: A TEORIA DOS ESPAÇADORES.
Eu PENSO muito mais do que SINTO.
Pra mim o sentir é uma coisa perigosa (alguma crença validada não sei quando, por não sei quem)
Quando um sentimento se aproxima, passo um anti virus, um scan disk, desinfeto e vejo o que sobra.
Geralmente, o que resta é uma coisa que eu posso dominar, prever, catalogar e guardar em lugar seco e fora de luminosidade.
Eu preciso ter um afastamento do turbilhão pra poder raciocinar a respeito.
E AÍ É QUE COMEÇA A ARMADILHA.
De que forma vou manter essa distância? Qual a estrutura que vai manter o teto longe do chão?
São os pequenos pilarzinhos de metal!
É a cama de faquir que não me deixa relaxar!!
São os ESPAÇADORES dos meus mundos contraditórios.
CIÚME/ PRE-CONCEITO/ RANCOR/ ARROGÂNCIA (e todas essas ramificações daninhas do medo)
E assim, cultivando essas sensações repugnantes eu me mantenho "a salvo" do sentir.
E podem acreditar que eu não tenho NENHUM orgulho disso.
:-(









