domingo, março 06, 2016

BIO LUMEN


Uma meta, uma autopromessa
Sacrifício economizador de forças
Pulmões cheios, sangue grosso, alma trans...BORDA/FORMA/TORNA
Alma re...FORMA/TORNA
Lá não havia como!
Lá era o interdito!
Eu te olhava epidêmica e contagiosa.
Impenetravelmente distante...
A temperatura de um contato abissal
Inalcançável in all senses
O mesmo ar infinitando nossos corpos proibidos
O código viajante dos genes primordiais
A bestialidade arcaica do olhar que reconhece
Alma sabe...Alma lembra...All myself...
Meu e teu dançando em volta por oitos espirais
Unindo as promessas, acordando a potências 
Cores de fundo do mar
Brilhos galácticos ultravioleta
Ritmos de tímpanos extra corpóreos
BIO/PSICO/LOGICAMENTE sincronizados
Devolvendo à vida o dínamo emprestado
Reverberando o uni
Multiplicando o verso
Poemizando o ato
Fertilizando o entre
Amanhecendo o ser.





sexta-feira, fevereiro 12, 2016

LIA

Um pouco de cola nos meinhos, uns lastros nas pontas e uma bigorna no centro.
Um pouco de fé rugg nos cantinhos!
Abrasivo, sabe? Deslizante!
Palha(dea)ço de gente...
Crostas, cascas e dengos
Parábolas, ondas e semi-desenhos
Hemi esferas
Equadores
Sonzinhos que rug(g)em os corredores
Caminho boreado de auroras
Rug(g)uinhas de riso nos ladinhos!
M E R (U) G (G) U L H O




Achei forçado!

quinta-feira, maio 23, 2013

Quanto maior a altura, maior a queda

Será?

Será que é assim mesmo que funciona?

Sou super fã de Dave Matthews e Paul McCartney .

Se me perguntassem: :"Você quer conhecer o Dave ou o Paul?" - eu certamente entraria em crise. Não pelo que eu IA ver, mas pelo que eu NÃO ia ver... Como eu poderia escolher um e deixa o outro de fora?

A oportunidade única se tornaria mais um suplício do que uma euforia.

Talvez a sensação de ter "perdido" um dos dois fosse mais marcante do que a lembrança de ter visto o outro.

Acho que pelo menos pra mim seria assim...

E aí me veio: quanto mais vínculo vc tem com as coisas, mas sofre ao ter que escolher entre elas.

Óbvio!

Então porque DIABOS achamos que somos mais felizes quando nos indetificamos (aka vinculamos) com músicos, artistas, pessoas e coisas em geral?

Porque é isso que buscamos o tempo todo: achar o que existe no mundo que nos agrade e tentar nos aproximar dessas coisas.

Separar: isso eu quero, isso eu não quero.

Das coisas que quero: isso eu quero muito, isso eu não quer tanto

Das coisas que eu quero muito: disso eu preciso, disso eu não preciso.

Das coisas que eu preciso: por isso eu luto, por isso eu não luto.

E assim por diante, tendo nomes/verbos diferentes dependendo do locutor.

Isso acaba gerando um sofrimento por ansiedade, que poderia ser evitado se apenas nos contentássemos em ver a simplicidade das coisas.

Se nos víssemos como parte do todo e não como juizes dele.

Se aprendêssemos que o artista é uma pessoa como nós e assim poderíamos ser artistas como eles.

Que o amigo interessante é nosso amigo porque também somos interessantes.

Enfim, comecei falando uma coisa e terminei pela metade (se é que isso é possível)

Mas, ora, isso é um blog, não?

Whatever!

Can I ignore that sound of distant drumming?


What I love most about rivers is you can't step in the same river twice.
The water's always changing always flowing
But people I guess can't live like that
They all must pay a price
To be safe we lose our chance of ever knowing

What's around the river bend
Waiting just around the river bend
I look once more just around the river bend
Beyond the shore where the gulls fly free
Don't know what for
What I dream the day might send just around the river bend
For me, coming for me

Velho-mundo-novo

E se alguém mostrasse o que vc mesmo quer esconder?
Se alguém visse o que há atras da cortina de ferro?
E se a cortina não fosse barreira pra esse alguém?
Se você se sentisse nua de pele? Em carne viva, prestes a morrer de dor...
E se vc conhecesse um novo tipo de choro...choro de transbordar, choro de não caber mais em si?
E se vc se reconhecesse nessa criatura inadequada e instintiva...sem cultura, sem culpa, sem nada?
E se vc começasse a salivar diante da morte, por saber que aquilo é a vida na sua mais alta potência?
E gritasse até cuspir as mentiras e as convenções?
E se você morresse mutilada e inerte, por saber que renasceria completa e dinâmica?
E se vc se deixasse violentar por saber ser um ato de respeito ao seu verdadeiro ser? Ser-lobo!
Louca, entorpecida, desnorteada, aprendendo a andar de novo, aprendendo a voar pela primeira vez...
Aprendendo a obedecer o que ninguém quer nem ver...
Aprendendo a ouvir a voz que todo mundo quer calar...
Aprendendo a morrer pra poder viver de novo...
E se cortar pra cicatrizar...
E se dilacerar pra se desapegar...do que é seu...do que era seu até ali...
Deixar espaço pra encher do que é quente, espesso, viscoso, de cheiro forte, do que é fluido e não pode ser preservado...
Do que é puro, mas apodrece se vc quer guardar, aprisionar...
Do que é puro, mas apodrece se vc quer rotular...
QUE PORRA! QUE ÓDIO! QUE VONTADE DE ARREBENTAR! QUE VONTADE!!!

NOVO 1

"Do you come from a land down under
Where women glow and men plunder
Can't you hear, can't you hear the thunder
You better run, you better take cover."

1- Se você vai aos extremos, assume que tua opinião (aka VOCÊ) não gera contraste (aka não faz a menor diferença)
2- Quanto mais se procura a regra mestra das coisas, mais se vê que o ciclo é o que responde melhor aos anseios (então, num movimento que independe do que você faça, você acaba não tendo mesmo culpa por mover-se em direção ao que considera LUZ naquele momento)
3- Nunca é errado ir em busca do que se precisa
4- Nenhuma coisa é permanente ou definitiva
5- Nenhuma coisa é completamente previsível
6- O homem que morre antes de morrer, não morre quando morre
7- Perdão é uma perda muito grande, por isso tão dificil 
8-Toda fome é casta


Escrever você pra não me esquecer da tua potência, da criatividade que desperta em mim
Registrar as emoções que só se vive em sonhos, pois nos sonhos é facil acreditar na própria sorte
Sorte de encontrar se sentir como a alma busca
Sorte de soltar as mãos das bordas e voar, como se lembrasse das asas que sempre tinha tido
Sorte de se pegar perto de si, vendo limpo e sentindo puro 
Em qualquer circunstância o encontro é infinito, expansivo e fértil
Nós nos reproduzimos em possibilidades de ser, sendo cada vez mais o que somos 
Fazendo cada vez mais jus ao poder que temos
Nos responsabilizando cada vez mais em saciar o "craving" de vida, que faz tudo valer a pena.


Saudades de mim,
Do tempo em que eu me achava importante com a importância que eu dava pra você 
Eu dava pra você o que eu queria pra mim...
Eu me dava pra vc e pra mim não sobrava muito!
Saudades de mim,
Do tempo em que eu acreditava que vc era o culpado pela minha dor, enquanto eu cortava meus pulsos e tentava uma transfusão forçada
A crise do não saber, do não pertencer, do não parecer, do não ser mais eu, como vc conhecia.
Como eu quis que vc conhecesse e reconhecesse.
Como eu quis ser e resser.
Hoje eu sou o que eu não era e, o que eu sou, ainda não tem forma.
Forma que eu busco pra me sentir, me demarcar, me dizer Juliana.
Juliana, Ju?
Juliana, Machado?
Juliana, Julinha, Julê?
Eu quis que vc me dissesse Juliana...A da música, a das cartas, a dos sonhos...
Mas eu era real demais pra você. Eu era real... 
E eu quis me desfazer, me rarefazer pra vc me tragar, me liquefazer, pra você beber...
Mas eu era real demais pra você.
Você não me olhava pra me manter invisível e poder me imaginar...
Você não me tocava pra me manter etérea e poder me sonhar...
E eu passei a não me olhar e me imaginar... Não me tocar e sonhar, apenas...
O teu TUDO era o meu APENAS.
Eu era real demais pra você.
Você era apenas um ideal pra mim.
O nossa interface foi um contraste disfarçado de encontro.
Você passou por mim e passou pra mim.
Por eu ser real demais pra vc e vc apenas um ideal pra mim.
Eu sou visível e sou tocável (as hell).



quinta-feira, setembro 13, 2012

Guelras

Respiro aqui e ali...
No fundo eu res....piro
Não é o ar da superfície, rarefeito e poluído
É denso, intenso, imenso!
Raro efeito...
Pólo ido!
Sem bordas, sem ordem, sem 
Eu quero atravessar tua armadura brilhante
Quero ser o gene mutante que te faz outro
Hei de ser o veneno que te (res)suscita!
Choque, mistura, nasce o terceiro...
Nasce o infante, nasce o herdeiro!
O peixe humano do meio da fonte
Explode e convida à arrebentar casulos
Seres que um dia foram o que hoje não são!
Moradas que um dia serviram pra o que hoje não servem...
Escamas
Asas
Guelras
O que sou eu?
Eu não sou do verbo ser...
Ser não me cabe!
Eu estou!
Eu estou aqui!
E eu vejo você!

domingo, janeiro 15, 2012

Domingo de chuva


A repetição do que parece ser engana os olhos, feitos enganáveis pelos artifícios de um outro mestre.
Outro, que não o mestre do olhar.
Outro mestre que precisa que os olhos enxerguem parte, para que ele possa seguir maestrando.
Sistema operacional trancado por dentro, e nós, fora estamos...
Regidos e crentes da pseudo independência dos mestres do sentido.
Trama que se retorce e tende ao mesmo lugar (e por isso move-se)
É preciso força, resistência pra impedir a tendência (e por ela para)
Muitas peças iguais que se juntam e articulam-se no encontro.
Iguais em aspecto e diferentes em posição.
Iguais em função e diferentes em tempo.
E eu pareço coerente? Mas sou corrente...
E tudo o que eu faço apenas me move, se estou atrelada ao infinito cíclico das pedaladas.
 

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Far e Jar


Engano
Os pés vestiram sapatos novamente
Não sou isso, não sou MAIS isso, mesmo que AINDA seja isso.
Não quero!
Quero fluxo, quero circulação, quero viço!
Quero estampas, quero cores, quero mudar as coisas 
Eu alucino sobre coisas fantásticas
Eu alucino, embora com peso, com leash, com lastro
E os pés entram nos sapatos novamente...
A terra some, a ligação acaba, o cheiro cessa
A pele seca, a fome consome...
Corre, corre, corre, corre!
Corre...
E não deixa os sapatos te pegarem
Não deixa...

terça-feira, setembro 20, 2011

BRANDY




Medo de te aprisionar num texto
Medo de rotular a leveza da tua transparência
Inclassificável, é o que vc é!
A delicadeza não tira a força do teu impacto
A dureza imposta à menina não tirou da mulher, a alegria das descobertas
A lágrimas não distorcem a visão do caminho (do alvo)



O medo serve de impulso pra andar um pouco mais
Quem olha de perto os teus cinzas enxerga as cores de Andy (Warhol)
A borboleta, é o que vc é!
Voa!
Deixa a gente ver você vivendo!
Espalha tuas nuances pelo mundo e bagunça os santuários mofados do que seria se você não fosse assim
Só vc é assim...
Única, é o que vc é! 
Você preenche os espaços vazios sem se tornar peso 
Obrigada por me fazer a amiga que eu sempre quis ser pra alguém
Obrigada por me fazer ver tantas coisas dentro de mim
Obrigada por me ajudar a estar onde estou hoje
Obrigada!
Eu amo você.








domingo, julho 03, 2011

Você vê o que quer ver...


Perdi meu lugar por desobedecer as regras...
Melhor dizendo, perdi UM lugar porque ASSUMI te-las desobedecido.
Esse UM lugar não era o MEU...Not anymore!
Regras criadas por outro, mas que eu acreditei que me serviriam para sempre...
Não foi assim... 
A rota ficou limitada e eu não podia mais seguir o meu passo imperativo dentro dela.
Punam-me por assumir que a regra não me servia mais, porém não se esqueçam de que FINGIR manter-se na regra é também uma forma de dizer que ela NÃO lhes serve. 
Mentir, omitir e atuar não é melhor do que causar um reboliço generalizado em favor da verdade.
Verdade minha, que é a única que há pra mim. Que é a única que pode haver PRA MIM.

Ban!


O que sou eu se não pertenço ao que pertencia?
O que continuo sendo depois de banida?
Qual o peso maior: 
Não ter incomodado ninguém com o meu viver contido?
Ou ter sido expulsa de um clã que não me representava mais?
Ser a boneca de louça sorridente e apoderecer por dentro com posturas não assumidas, com segredos não revelados...
Amor represado, escondido, reprimido...vira ódio expressado, explodido, indomado
Ao ver as coisas que virei na boca de vocês, sinto o impulso de responder!
Escrevo.
Me dou conta de que somente eu sei de mim, e é inútil pintar-me em quadro para vocês.
Vocês não entenderiam, não entendem, nunca entenderam !
O que eu sou não diz respeito a ninguém além de mim.
É meu dever seguir o que me alimenta, o que me faz viver.
Sem represas eutrofizadas...
Sem paralizações convenientes à previsibilidade de mim.

quinta-feira, junho 30, 2011

3D


Mãos membranosas não mais me repulsam
Assumo que sou mutante
Assumo que sou anfíbia
Sou híbrida por escolha
Sou outra por alternativa
Por que quis, por que precisei ver além 
Precisei aprender pra que me serviam as escamas, que você tanto estranhava
Precisei por em uso as barbatanas que não me serviam na secura da vida que eu considerava minha
Agora eu não sou mais só mulher!
Sou mulher-rã, mulher-peixe, ladyhawk...
Não sou branquinha de bochechas rosadas, mas meio verde, meio prata, meio empenada
Escamosa e escorregadia
É uma visão incômoda para os que perseguem ícones
É uma visão insuportável para os que perseguem ícones e sentem as próprias escamas espetando ao me olhar de frente
A minha voz virou um piado estridente, que fere os ouvidos auto-ensurdecidos (mas que os chama a ouvir de novo)
A minha figura é agora ofuscante para os olhos auto-atrofiados (mas que os instiga a ver de novo)
Desprenda as mãos, desfoque o olhar e deixe o incômodo tomar conta.
P     I     C     A     S     S     O

sexta-feira, junho 17, 2011

Resistência x Explosão


o valor faz do amor, dor
a dor faz do amor, valor
o amor faz do amor, amor
o amor não cabe (inevitável assim)


amor é amor (simples assim)
valor é peso
peso é dor
dor é perda...de equilíbrio


equilibrio entre os pesos, inventados pra valer alguma coisa.
pesos pra lastro
para impedir vôos livres
...e amores sem cabimento


igualdade para predizer
paridade para prever
garantia de mudez e cegueira
abandono de ciclos

abandono de si
à ban donner...
deixar-se ir para o exílio
ban ir -se





Empr (estimo)


A constância do ser antecede os períodos
Ciclos desconcertantes, desobedientes, mas nunca desnecessários
Moção indomável por apuro-aperto
Montanhas de instantes, inconstantes

A VIDA!

A constância do ser antecede os períodos
Topografia invencível aos olhos do homem
Aprender a voar para o apuro-retoque
Paisagem sensata aos olhos da águia


ACIMA!


O "achar" não garante, o "fazer" não previne
O "acreditar" não assegura
A constância do ser é que atesta A VIDA, ACIMA...


Não me empresta a tua alma que eu só a quero enquanto ela é tua
Não me individe com compromissos que não partem de mim
Não me faça caber
Não me force a não ser
O que eu inevitavelmente sou

domingo, março 27, 2011

Sem Título que combine

Eu sinto e eu sou...
Eu tenho e eu posso!
O tempo, os fatos, os ideais: alegrias quando sim e tristeza quando não! E tempos infinitos de nem sim nem não.
Anos esperando por um chão e um teto. Um rumo, um trilho, um pilar...
Pactos infelizes, por desespero. Olhos cegos, bigodes de gato no chão.
Peço que me entenda, mas se me entender MESMO vai me deixar.
Por que eu sou isso!
Eu sou, mas eu escorro!
Eu projeto, mas construo na areia... É mais fácil destruir, caso a obra me denuncie.
Eu sou, mas não me revelo!
Mas com você, sou FOTO e não NEGATIVO. 
Todos os dias de que me lembro, foram vividos do lado contrário, de dentro do espelho.
Até o momento que eu você apareceu...Agora eu quero, eu preciso ser outra...
Ser o oposto do oposto. 
Como é que se faz isso?
Como é que eu vivo agora?
A travessia é aterrorizante...
É nascer de novo!
AV AV CNAN


quinta-feira, março 24, 2011

Drops de sangue escuro



Quanta falta de paz é preciso pra que se desista da causa?
Abandonar pelo cansaço, ao passo que o pulso (acelerado) é o que torna tudo atraente.
Necessário o input da tua existência para que eu me reconheça, para que eu queira me conhecer!
Em você eu me sinto, e me quero em você!
Quero que me devolva a mim aos poucos, em drops de sangue escuro.
Te dei a vida sem graça que eu tinha para que consertasse.
FIX ME! FIX ME, PLEASE!
Te dei a vida e, ao ser dada, ela tornou-se minha.
Mas minha só é SE TE DOU!
E aqui estou eu, dando a você o que preciso pra mim, porque é assim que eu me sinto Ju Machado.
Você é meu HD externo, sem o qual eu não rodo, eu não lembro, eu não processo.
Quero de volta o que eu te dei, mas não agora...
Quero aos poucos, em drops de águas claras! 
Quero você pertencendo a mim, embora não seja capaz te te aprisionar!
Eu não posso o que quero e não quero o que posso!
E no meio eu sou duas, sou duas em uma, sou parte lá e parte cá...
Qual a maior crueldade? Pedir que vá, mesmo que eu morra de fome? Pedir que fique, mesmo que a fome te mate?
Vá!
Fique!
Faça os dois!
Inauguremos o maior-amor-do-mundo-que-não-se-toca!
Inventemos a a mais-bela-história-de-vida-que-não-se-vive!
Sejamos impossíveis!
Impossível...
Simples assim!
Vá, mas fique!
Fique, mas vá...







quarta-feira, março 09, 2011

Esconderijo


Temo! Temo o que quero! Temo POR QUE quero.
Ilusão controlar o querer, portanto impossível controlar o medo.
Ou então:
Quando mais tento controlar o querer, mais fomento o medo?
Eu não soube lidar com o descontrole, com o aprender a ser outra, com o QUERER DESENFREADO.
Deu medo, porque era o que eu queria de verdade.
Um querer independente da realidade, do contexto, da culpa, da dor que eu causaria!
Perdoa o meu querer selvagem, pois ele me levou até você!
Perdoa o medo paralisante, pois ele me trouxe de volta a mim (e isso não é bom)!
O medo paralisante é o querer selvagem!
Eu, justo eu, que não sabia que o medo era porque eu queria...de verdade... que fôssemos dois!
Precisava de controle, precisava de rédeas, preciso não ser o que sou na ausência deles!
Foi isso que me ensinaram e é só isso que eu sei!
Preciso não querer o que quero de verdade! Preciso querer o possível. Preciso viver o garantido!
Fugi, com a justificativa de você ter mentido...
Mas que me importa a mentira que nem me importa!
Que me importa a mentira covarde, se covarde eu fui e sou, ao não te buscar de verdade.
Me disseram que o certo é ser feliz com o que se tem...
Me disserem que é preciso buscar garantias...
E eu acreditei! De corpo, eu acreditei!
De alma, eu reconheci você!
E quis de verdade, como nunca antes eu tinha querido alguém!
Mas eu não tinha certezas...Não tinha contratos... Não tinha promessas!
Não havia feitos industriosos pra provar.
E embora eu os quisesse, eu não os queria, por que isso seria prender o que não se prende!
Engaiolar a vida que é livre!
Eu precisava de garantias, mas não ousei pedí-las a você...Não ousaria te transformar num refém da minha necessidade!
Eu sai por MEDO! 
Medo de querer tanto.
Medo de querer mesmo assim!
Medo de querer mesmo não contando a verdade!
Medo de ser capaz de fazer qualquer loucura, pois eu seria!
Medo.