quinta-feira, maio 23, 2013

Saudades de mim,
Do tempo em que eu me achava importante com a importância que eu dava pra você 
Eu dava pra você o que eu queria pra mim...
Eu me dava pra vc e pra mim não sobrava muito!
Saudades de mim,
Do tempo em que eu acreditava que vc era o culpado pela minha dor, enquanto eu cortava meus pulsos e tentava uma transfusão forçada
A crise do não saber, do não pertencer, do não parecer, do não ser mais eu, como vc conhecia.
Como eu quis que vc conhecesse e reconhecesse.
Como eu quis ser e resser.
Hoje eu sou o que eu não era e, o que eu sou, ainda não tem forma.
Forma que eu busco pra me sentir, me demarcar, me dizer Juliana.
Juliana, Ju?
Juliana, Machado?
Juliana, Julinha, Julê?
Eu quis que vc me dissesse Juliana...A da música, a das cartas, a dos sonhos...
Mas eu era real demais pra você. Eu era real... 
E eu quis me desfazer, me rarefazer pra vc me tragar, me liquefazer, pra você beber...
Mas eu era real demais pra você.
Você não me olhava pra me manter invisível e poder me imaginar...
Você não me tocava pra me manter etérea e poder me sonhar...
E eu passei a não me olhar e me imaginar... Não me tocar e sonhar, apenas...
O teu TUDO era o meu APENAS.
Eu era real demais pra você.
Você era apenas um ideal pra mim.
O nossa interface foi um contraste disfarçado de encontro.
Você passou por mim e passou pra mim.
Por eu ser real demais pra vc e vc apenas um ideal pra mim.
Eu sou visível e sou tocável (as hell).



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