O que sou eu se não pertenço ao que pertencia?
O que continuo sendo depois de banida?
Qual o peso maior:
Não ter incomodado ninguém com o meu viver contido?
Ou ter sido expulsa de um clã que não me representava mais?
Ser a boneca de louça sorridente e apoderecer por dentro com posturas não assumidas, com segredos não revelados...
Amor represado, escondido, reprimido...vira ódio expressado, explodido, indomado
Ao ver as coisas que virei na boca de vocês, sinto o impulso de responder!
Escrevo.
Me dou conta de que somente eu sei de mim, e é inútil pintar-me em quadro para vocês.
Vocês não entenderiam, não entendem, nunca entenderam !
O que eu sou não diz respeito a ninguém além de mim.
É meu dever seguir o que me alimenta, o que me faz viver.
Sem represas eutrofizadas...
Sem paralizações convenientes à previsibilidade de mim.

Nenhum comentário:
Postar um comentário