quinta-feira, dezembro 01, 2011

Far e Jar


Engano
Os pés vestiram sapatos novamente
Não sou isso, não sou MAIS isso, mesmo que AINDA seja isso.
Não quero!
Quero fluxo, quero circulação, quero viço!
Quero estampas, quero cores, quero mudar as coisas 
Eu alucino sobre coisas fantásticas
Eu alucino, embora com peso, com leash, com lastro
E os pés entram nos sapatos novamente...
A terra some, a ligação acaba, o cheiro cessa
A pele seca, a fome consome...
Corre, corre, corre, corre!
Corre...
E não deixa os sapatos te pegarem
Não deixa...

terça-feira, setembro 20, 2011

BRANDY




Medo de te aprisionar num texto
Medo de rotular a leveza da tua transparência
Inclassificável, é o que vc é!
A delicadeza não tira a força do teu impacto
A dureza imposta à menina não tirou da mulher, a alegria das descobertas
A lágrimas não distorcem a visão do caminho (do alvo)



O medo serve de impulso pra andar um pouco mais
Quem olha de perto os teus cinzas enxerga as cores de Andy (Warhol)
A borboleta, é o que vc é!
Voa!
Deixa a gente ver você vivendo!
Espalha tuas nuances pelo mundo e bagunça os santuários mofados do que seria se você não fosse assim
Só vc é assim...
Única, é o que vc é! 
Você preenche os espaços vazios sem se tornar peso 
Obrigada por me fazer a amiga que eu sempre quis ser pra alguém
Obrigada por me fazer ver tantas coisas dentro de mim
Obrigada por me ajudar a estar onde estou hoje
Obrigada!
Eu amo você.








domingo, julho 03, 2011

Você vê o que quer ver...


Perdi meu lugar por desobedecer as regras...
Melhor dizendo, perdi UM lugar porque ASSUMI te-las desobedecido.
Esse UM lugar não era o MEU...Not anymore!
Regras criadas por outro, mas que eu acreditei que me serviriam para sempre...
Não foi assim... 
A rota ficou limitada e eu não podia mais seguir o meu passo imperativo dentro dela.
Punam-me por assumir que a regra não me servia mais, porém não se esqueçam de que FINGIR manter-se na regra é também uma forma de dizer que ela NÃO lhes serve. 
Mentir, omitir e atuar não é melhor do que causar um reboliço generalizado em favor da verdade.
Verdade minha, que é a única que há pra mim. Que é a única que pode haver PRA MIM.

Ban!


O que sou eu se não pertenço ao que pertencia?
O que continuo sendo depois de banida?
Qual o peso maior: 
Não ter incomodado ninguém com o meu viver contido?
Ou ter sido expulsa de um clã que não me representava mais?
Ser a boneca de louça sorridente e apoderecer por dentro com posturas não assumidas, com segredos não revelados...
Amor represado, escondido, reprimido...vira ódio expressado, explodido, indomado
Ao ver as coisas que virei na boca de vocês, sinto o impulso de responder!
Escrevo.
Me dou conta de que somente eu sei de mim, e é inútil pintar-me em quadro para vocês.
Vocês não entenderiam, não entendem, nunca entenderam !
O que eu sou não diz respeito a ninguém além de mim.
É meu dever seguir o que me alimenta, o que me faz viver.
Sem represas eutrofizadas...
Sem paralizações convenientes à previsibilidade de mim.

quinta-feira, junho 30, 2011

3D


Mãos membranosas não mais me repulsam
Assumo que sou mutante
Assumo que sou anfíbia
Sou híbrida por escolha
Sou outra por alternativa
Por que quis, por que precisei ver além 
Precisei aprender pra que me serviam as escamas, que você tanto estranhava
Precisei por em uso as barbatanas que não me serviam na secura da vida que eu considerava minha
Agora eu não sou mais só mulher!
Sou mulher-rã, mulher-peixe, ladyhawk...
Não sou branquinha de bochechas rosadas, mas meio verde, meio prata, meio empenada
Escamosa e escorregadia
É uma visão incômoda para os que perseguem ícones
É uma visão insuportável para os que perseguem ícones e sentem as próprias escamas espetando ao me olhar de frente
A minha voz virou um piado estridente, que fere os ouvidos auto-ensurdecidos (mas que os chama a ouvir de novo)
A minha figura é agora ofuscante para os olhos auto-atrofiados (mas que os instiga a ver de novo)
Desprenda as mãos, desfoque o olhar e deixe o incômodo tomar conta.
P     I     C     A     S     S     O

sexta-feira, junho 17, 2011

Resistência x Explosão


o valor faz do amor, dor
a dor faz do amor, valor
o amor faz do amor, amor
o amor não cabe (inevitável assim)


amor é amor (simples assim)
valor é peso
peso é dor
dor é perda...de equilíbrio


equilibrio entre os pesos, inventados pra valer alguma coisa.
pesos pra lastro
para impedir vôos livres
...e amores sem cabimento


igualdade para predizer
paridade para prever
garantia de mudez e cegueira
abandono de ciclos

abandono de si
à ban donner...
deixar-se ir para o exílio
ban ir -se





Empr (estimo)


A constância do ser antecede os períodos
Ciclos desconcertantes, desobedientes, mas nunca desnecessários
Moção indomável por apuro-aperto
Montanhas de instantes, inconstantes

A VIDA!

A constância do ser antecede os períodos
Topografia invencível aos olhos do homem
Aprender a voar para o apuro-retoque
Paisagem sensata aos olhos da águia


ACIMA!


O "achar" não garante, o "fazer" não previne
O "acreditar" não assegura
A constância do ser é que atesta A VIDA, ACIMA...


Não me empresta a tua alma que eu só a quero enquanto ela é tua
Não me individe com compromissos que não partem de mim
Não me faça caber
Não me force a não ser
O que eu inevitavelmente sou

domingo, março 27, 2011

Sem Título que combine

Eu sinto e eu sou...
Eu tenho e eu posso!
O tempo, os fatos, os ideais: alegrias quando sim e tristeza quando não! E tempos infinitos de nem sim nem não.
Anos esperando por um chão e um teto. Um rumo, um trilho, um pilar...
Pactos infelizes, por desespero. Olhos cegos, bigodes de gato no chão.
Peço que me entenda, mas se me entender MESMO vai me deixar.
Por que eu sou isso!
Eu sou, mas eu escorro!
Eu projeto, mas construo na areia... É mais fácil destruir, caso a obra me denuncie.
Eu sou, mas não me revelo!
Mas com você, sou FOTO e não NEGATIVO. 
Todos os dias de que me lembro, foram vividos do lado contrário, de dentro do espelho.
Até o momento que eu você apareceu...Agora eu quero, eu preciso ser outra...
Ser o oposto do oposto. 
Como é que se faz isso?
Como é que eu vivo agora?
A travessia é aterrorizante...
É nascer de novo!
AV AV CNAN


quinta-feira, março 24, 2011

Drops de sangue escuro



Quanta falta de paz é preciso pra que se desista da causa?
Abandonar pelo cansaço, ao passo que o pulso (acelerado) é o que torna tudo atraente.
Necessário o input da tua existência para que eu me reconheça, para que eu queira me conhecer!
Em você eu me sinto, e me quero em você!
Quero que me devolva a mim aos poucos, em drops de sangue escuro.
Te dei a vida sem graça que eu tinha para que consertasse.
FIX ME! FIX ME, PLEASE!
Te dei a vida e, ao ser dada, ela tornou-se minha.
Mas minha só é SE TE DOU!
E aqui estou eu, dando a você o que preciso pra mim, porque é assim que eu me sinto Ju Machado.
Você é meu HD externo, sem o qual eu não rodo, eu não lembro, eu não processo.
Quero de volta o que eu te dei, mas não agora...
Quero aos poucos, em drops de águas claras! 
Quero você pertencendo a mim, embora não seja capaz te te aprisionar!
Eu não posso o que quero e não quero o que posso!
E no meio eu sou duas, sou duas em uma, sou parte lá e parte cá...
Qual a maior crueldade? Pedir que vá, mesmo que eu morra de fome? Pedir que fique, mesmo que a fome te mate?
Vá!
Fique!
Faça os dois!
Inauguremos o maior-amor-do-mundo-que-não-se-toca!
Inventemos a a mais-bela-história-de-vida-que-não-se-vive!
Sejamos impossíveis!
Impossível...
Simples assim!
Vá, mas fique!
Fique, mas vá...







quarta-feira, março 09, 2011

Esconderijo


Temo! Temo o que quero! Temo POR QUE quero.
Ilusão controlar o querer, portanto impossível controlar o medo.
Ou então:
Quando mais tento controlar o querer, mais fomento o medo?
Eu não soube lidar com o descontrole, com o aprender a ser outra, com o QUERER DESENFREADO.
Deu medo, porque era o que eu queria de verdade.
Um querer independente da realidade, do contexto, da culpa, da dor que eu causaria!
Perdoa o meu querer selvagem, pois ele me levou até você!
Perdoa o medo paralisante, pois ele me trouxe de volta a mim (e isso não é bom)!
O medo paralisante é o querer selvagem!
Eu, justo eu, que não sabia que o medo era porque eu queria...de verdade... que fôssemos dois!
Precisava de controle, precisava de rédeas, preciso não ser o que sou na ausência deles!
Foi isso que me ensinaram e é só isso que eu sei!
Preciso não querer o que quero de verdade! Preciso querer o possível. Preciso viver o garantido!
Fugi, com a justificativa de você ter mentido...
Mas que me importa a mentira que nem me importa!
Que me importa a mentira covarde, se covarde eu fui e sou, ao não te buscar de verdade.
Me disseram que o certo é ser feliz com o que se tem...
Me disserem que é preciso buscar garantias...
E eu acreditei! De corpo, eu acreditei!
De alma, eu reconheci você!
E quis de verdade, como nunca antes eu tinha querido alguém!
Mas eu não tinha certezas...Não tinha contratos... Não tinha promessas!
Não havia feitos industriosos pra provar.
E embora eu os quisesse, eu não os queria, por que isso seria prender o que não se prende!
Engaiolar a vida que é livre!
Eu precisava de garantias, mas não ousei pedí-las a você...Não ousaria te transformar num refém da minha necessidade!
Eu sai por MEDO! 
Medo de querer tanto.
Medo de querer mesmo assim!
Medo de querer mesmo não contando a verdade!
Medo de ser capaz de fazer qualquer loucura, pois eu seria!
Medo.






sexta-feira, fevereiro 25, 2011

O poder de poder.

A situação atual
Atuante, atuada...
Tem um ritmo, uma inércia resistênte ao desequilibrio.
Permanece por default.
Tem força, tem raizes, tem ventosas!
Descolar, desprender, des-ser, descer...
A menina quer ficar reinando, a filha quer continuar ditando.
Ditadora mirim que vence o progresso.
Centraliza, controla, emudece...Dá a vida para que as coisas mortas continuem existindo.
É assim que é! É a inércia de permancer por default!
A menina está dentro da mulher e a mulher só é a menina que cresceu.
Recusa-se a ser mulher, a menina que mulher já é.
Tem voz, mas não fala!
Tem corpo, mas não goza...
Tem peito, mas não alimenta.
Tem útero, mas não gera...
A mulher é mandada pela menina(insight)!
É preciso se deixar levar pra ser mulher.
E chego para um homem e digo: Dança comigo!
(tentando ser a mulher)
Dança?





quarta-feira, fevereiro 16, 2011

A dor de saber-me e ser-me, antes de me ser!


Eu sei do que sou capaz.
A  incapacidade que eu conto pro mundo é só uma desculpa, não é a real prisão.
A armadilha letal é a que não sabemos existir, e só por isso é letal.
Quando temos consciência, nos prevenimos...SEMPRE!
Diante da exposição, somos outros...SEMPRE!
A consciência é serva do instinto de vivência.

Preferir não saber é preferir não SER o que se deve ser, pra SER o que se é!
E "é-se", querendo ou não! "É-se", simplesmente-porque-sim!
Eu prefiro saber e eu sei muito!
Eu sei do que sou capaz, mas não conto.
Pra não ser responsável, pra não ser culpada, pra não ser obrigada a ser o que sou.
Eu quero ser BOA e só BOA, então eu não posso ser o que sou...

Pois eu sou MÁ também, eu sou VIOLENTA também, eu sou SANGUINÁRIA também!
Eu sei do que sou capaz, e é por isso que eu deixo vc ir!
Por que eu sou capaz de te arruinar, eu sou capaz de te fazer definhar, e de querer que você seja o pai que eu não tive! Eu te parasitaria!
Eu quero ser filha! A filha que eu nunca pude ser de um pai que eu nunca pude ter.
Eu quero colo, da mãe que chorava no meu, me pedindo cuidados.
Eu sou capaz de te manipular pra compensar tudo isso! Eu sou!
.
.
.
Por isso eu me boto na frente! Por isso eu me viro em escudo...Porque eu sei do que sou capaz!
...E eu nos amo demais, pra reduzir TUDO a ISSO. ESSE é o bagulho na fonte!
Resistir a mim mesma pra não destruir o que há. O que haverá pra sempre, se eu não destruir.
Porque eu sei do que sou capaz! E eu sou capaz de destruir tudo.

sábado, fevereiro 12, 2011

Dement'ira

O SABER que me importa é o que conecta essências e não adjetivos...
SER está nos olhos, no toque, no espaço entre...Espaço cheio do vazio fundamental pra que dois sejam dois, ainda que queiram ser um. Pra que dois sejam três!
A verdade é importante apenas porque a mentira bloqueia os fluxos, impede reações, paralisa os progressos.
E é (a mentira) desnecessária pra quem quer o que É, independente do que seja.
A mentira desvaloriza a incondicionalidade do amor. Polui. Fragiliza.
Não era necessário esconder-se de quem queria te ver além do que se considera aprovável.
Não era necessário esconder-se de quem queria te ver além.
Não era necessário esconder-se de quem queria.
Não era necessário esconder-se.


domingo, dezembro 19, 2010

Somewhere ONLY I know...

Eu era de exposição, de ex, posição...
Ouvi um chamado
Pra ser mais do que isso
E fui ser.
O "fui" de ir...
O "fui" de ser...
Eu fui mais do que isso.
Pernas que user pra andar
Asas que criei pra voar
"Vem! É aqui de cima que a gente vê as coisas como são!"
Vem...
Vem!
Vem?
E hoje, eu sou mentirosa?
E hoje, eu sou desistente?
Eu posso ser isso, pra que isso não seja você.
Eu posso ser a dor da responsabilidade de não ter ido, mesmo quando eu fui (fui de "ir" e fui de "ser"), pra que o responsável não seja você.
Eu prefiro ver as coisas como eram.
Conservar o chamado como chamado...Conservar o amor como amor...
Por que do contrário eu morro e viro de exposição...

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Carta pra o meu "eu do futuro"


Quem é você que se diz "eu"?
Quem sou o "eu" que quer ser você? 
Que tipo de "você" eu quero ser quando te for? 
Quero ser um "eu" admirável, para que os outros também queiram ser o "você" que eu serei.
Mas o "eu" que sou, não tem meios pra isso...
O "eu" que eu sou teme ser um "você insustentável", assim como sou eu agora.
Insuportavelmente partido entre o ser "eu" e o querer não ser o "eu" que sou.
Eu sou e não sou o "eu" que te agrada, que te apaixona.
Eu não sou e sou o "eu" que te repulsa e que te machuca.
Eu não sou "eu", mas nada mais que isso é o que sou.
Dividida e vazando a vida que você tenta soprar em mim...
Sou uma bóia no meio do oceano e me ofereço pra salvar a tua vida!!
Sou uma bóia furada, golpeada de facas auto direcionadas...
Você me sopra, se gasta comigo, mas eu volto a ser murcha, esburacada que sou.
O buraco que não se conserta como se consertam os buracos outros.
O buraco que me faz inútil, já que sou bóia e bóia eu quero ser!
E bóia querem que eu seja, por achar que eu sou inteira.
Um inteira parcial, que é o que se revela...que é com o que se sabe lidar!
Mas sigo esvaindo toda e qualquer seiva que no "eu" penetra.
Não penetra...Não fica...Não nutre...Não sustenta!
Porque sai, vai embora como areia entre os dedos, como água no ralo...
Quando sai, vai levando o "eu" junto, aos poucos uma erosão do ser que sou (e passo a não ser a cada instante).
Independente do que eu faça... Sem se importar com o que eu penso...Sem recompensar ao que me dedico...
O "eu" está cansado, ansioso por ser "você"!
Tento não ver que "você" só será o que o "eu" permitir.
Este "eu" que não se sabe, que não se emenda e que se dobra sobre si, pra tapar os vazios do que gostaria de ser.
Condenação assinada antes da sentença.
Independente do que eu faça... Sem se importar com o que eu penso...Sem recompensar ao que me dedico...


sexta-feira, outubro 29, 2010

UGH!

O fim do começo é o começo do fim.
Viver sempre no início, sem vincular-se aos pesos do caminho.
O plano conserva a inocência!
Imaculado e pueril.
Destemido até.
De muitas formas, planejar é garantir-se frustrado. 
Superfície, sobre face, uma máscara talvez...
Uma que cabe na cara de pau!
Uma que pode ser vista pelas outras caras de pau escondidas...



King Kong

Quando percebemos o ritmo no caos, achamos que somos os reis do mundo...
Aquela ferramenta feita de osso e cabelos foi feita pra guerra interna, que nunca chega (ao fim).
A guerra é o construir da ferramenta...
Ela não serve pra mais.




sexta-feira, outubro 01, 2010

Em tu : ziasmo

Tourada vermelha
Rápida e dançante
Balé com a besta, mas a besta tem que morrer!
Ela faz o toureiro ser herói, mas ela dá a vida pelo status do outro!
Ser touro e toureiro ao mesmo tempo!
Convencer-se e bastar-se, sem ver além da arena...
Surdo, porque vê demais!
Mudo, porque escuta demais!
Cego, porque fala demais... 
O demais tira do decerto e o faz deprimido.

 

domingo, setembro 12, 2010

Significa?

De onde saem as atitudes?
O que as motiva?
Qual o interesse?
Hoje, eu olho pra trás e vejo quanto tempo eu passei me torturando ao fuçar a vida alheia, com medo de que o interesse de quem eu amava, fosse pra "ela".
E foi! Foi mesmo! Não adiantou eu fuçar, tentar prever e impedir...O curioso é que, a contrário do que eu imaginava, eu não ocupo mais o meu tempo com essa pessoa. 
Passou! Eu não tenho mais interesse... Por que?
O que significa isso tudo?
Se você não sabe o que uma coisa significa, ela ainda assim significa ISSO que vc não sabe?
Ex: se eu não sei que esse caminho todo SIGNIFICAVA que eu ia me dar mal no fim, ainda assim, isso significava de fato, um mal sinal?
Se o cara não sabe que a lágrima que cai MEANS que ele está brokenhearted, ela ainda assim, pode ser interpretada como uma dor que quer se manifestar?
Então, eu penso: talvez seja a hora de separar significado de interpretação.
O Significado é PRA MIM de MIM. Então, se eu não tenho consciência...não significa! 
A interpretação é PRA MIM dos OUTROS. Então mesmo que eu não tenha consciência, eu acho que tenho e acho que sei o que significa.
Eu CHUTO um significado, que teria pra mim, SE eu fosse o outro.
Mas eu não sei de fato!
Por que o que significa não depende de mim, quando se trata do outro. O que depende, é a interpretação.
Acho que o amor nasce quando você consegue interpretar o outro e acertar o que significa.
É essa sintonia...Quase uma dança bem coregrafada.
É um bagulho, que só sabe quem tem.

Macho, o Pirata!

Uma perna amputada no útero...
Tinha tudo pra ser, mas não foi.
O gene estava certo, mas o cordão umbilical não comportava os nutrientes.
Insuficiente, gotejante!
Inconsciente, parcialmente adequado. Cego de um olho...
Parece bem, parece bom...PErece na verdade do que é!
Camada fina que cobre, disfarça o interior ferido mortalmente.
Sorryso!
Como seguir e ser, se o andar é desgastante e a morte está presa pelo disfarce?
Morre e anda!
Se preciso, construa uma perna de pau vivo, que brota coisas a esmo!
Recupera os tesouros, dos navios naufragados nas águas do inconsciente!
Não os traga à tona, pois eles pertencem ao fundo e só valem se estiverem lá.