domingo, fevereiro 07, 2010

Gangorra

stella im hultberg

Por contraponto... 
O HOMEM que faz (re)nascer a MULHER
O faro que percebeu a fenda
A fenda que já não se abria...
Agora, o corpo convida à penetração
A carne, antes reativa, é agora mutante, fluida e quente
Os braços de alongam em tranças de luz
As mãos se dividem em dedos de teias
As pernas conduzem ao encontro
Encontro de almas
Invasão consentida
Entra pelo corpo e transborda pela alma


Hyper!



I'll go through all this
before you wake up
so I can feel happier
to be safe up here with you

terça-feira, fevereiro 02, 2010

IA x IZ


Eu não faria isso...
Não faria, mas fiz!
Porque  CONTAR com o fato de que eu NÃO farIA, me ofende, me ultraja, me deixa puta da vida!
Eu sou mais do que se vê...
Eu faria coisas que as pessoas preferem não ver, e me colocam o peso da CONFIANÇA... Pra me prender, pra me rotular, pra me classificar!
Eu não tenho cabimento!
- I trust  you...
- Don't!

É assim


Que eu quero me sentir perto de mim
E se eu morrer, que seja apenas consequência do "quest"
Se eu voltar à superficie, será profundamente mudada
Se eu voltar...Vou estar atravessada de natureza e de potência de vida...
E não serei A mesma... Serei EU mesma, ou pelo menos um pouco mais criança do que a "mulher de terninho"...
Channel sucks
Frida rules
Bjork rules
Lady Gaga tries!

Talkin' to herself, there's no one else who needs to know...
She tells herself, oh...
Memories back when she was bold and strong
And waiting for the world to come along...
Swears she knew it, now she swears he's gone

domingo, janeiro 24, 2010

Mapa de mentira


Trapped in my own mind
Reglada
Nada explica
Labirinto em ciclos
Llorona!!!
Loop...
Visceral
Aleijada
"Para que quero pés, se tenho asas para voar?"
La bruja...
Quero sair, quero sair!!!
Nada explica
Falsete que abre as portas invisíveis
Tambores que conduzem à estrada inexistente
E tudo se vê, pois tudo existe

terça-feira, janeiro 19, 2010

Cut in the middle

Não quero ter culpa por estragar
Não quero ter culpa por alimentar
Não quero ter culpa...
Quero que a plenitude do vazio preencha o que está lotado
Alívio e tortura 
Saudade...
Hematoma da alma!

sexta-feira, janeiro 01, 2010

De que você precisa pra se tornar quem é?



Minha cabeça estava full of thoughts minutos atrás: filme+alcool+paixão.
Eu preciso de coisas pra ser quem sou, preciso de portas pra fugir de mim mesma, ou do que eu considero que seja "eu".
Reconhecer genuinamente o que me move, em alguns instantes de vida fora de mim.
Vida em filme, em música, vida feita por outro...Outros que sabem o que há de atávico (será que sabem?)
Tendo a apostar no completo acaso, no tiro no escuro que atingiu o alvo (sucesso) pra não me sentir medíocre e comum, repetindo um caminho já percorrido por tantos.
Quero ser a única a perceber as coisas que são!
Quero ser a única!
Coisas que me transformam em bicho, nervos que ficam expostos e mostram meu pelos, meus dentes, minhas unhas sujas de terra.
Coisas que eu controlo pra que não me transformem em bicho.
Frenesi, falta de controle, inconsequência...
Cicatrizes, mortes, sofrimentos...
A noite que chama, o medo que paralisa!
O vento que convida, a fragilidade que impede!
A nudez que explode, a moral que castiga!
O rosnar que comunica, o silêncio que constrange!
A expectativa pelas conjunções que abrem os portais da floresta
A certeza da efemeridade deste instante
O medo das consequências desta sedução
A certeza da verdade dentro do impossível


terça-feira, dezembro 29, 2009

One foot under


Hoje eu confessei que tenho vontade de me enterrar, ficar um tempo embaixo da terra fresquinha e depois sair.
Me olharam com cara "Puta, credo! Que louca!"
Imagina se eu falasse das outras coisas que eu quero fazer?
"Quero morder teu pescoço até sangrar e chupar teu sangue"
"Quero te socar por ter me feito sentir essa porra"
"Quero te dar um tapa na cara pra sentir a mão esquentar e ver o vergão na tua bochecha"
"Quero que você me esprema, me esmague até eu parar de sentir e começar a morrer"
"Quero mergulhar no lodo, no pântano, e me lambuzar de folhas decompostas"
Porra! Eu quero tanta coisa que foge...E quero tanta coisa que corre pra mim...

Vicio


Querer parar e mesmo assim procurar algo que possa manter contínuo
Ficar exposta, esperando pra ser atingida e me livrar um pouco do peso (consequência de ter perseguido)
O que é mais forte: a força de vontade ou a fraqueza da falta de resistência?
Fraqueza que move e força que paralisa
A paixão que me transforma no ser desejante e me faz querer o instante
A rima que acontece sem ter sido planejada
A RIMA QUE ACONTECE!!
O sentido perfeito dentro do caos completo!
Querer se andarilho dentre os viajantes...
Querer ser puro fazendo a pior das crueldades
Querer pular do precipício!
Queda livre, que por mais queda que seja ainda é LIVRE!
Sem tocar em nada e sendo tocada pelos milhões de universos paralelos 
Sem enxergar nada e tendo a mais perfeita das visões
AV !







quinta-feira, dezembro 24, 2009

O que não tem nada com ninguém


Mas tem comigo.
Com essa capa protetora que coloquei pra esconder minha carne...viva!
O lago gelado no escuro, o frio que dói os ossos..
Sentir os ossos! Sentir ATÉ os ossos!
Os meus!
As minhas coisas, os meus sentimentos, os meus medos, os meus impulsos...
Estou entrando em um mundo que reconheço

terça-feira, dezembro 15, 2009

Correnteza

Normalmente flui, calma e compassada
Ritmada pelo coração, regrada pela mente
De repente...
Expansão, explosão e fúria
Vontade de morder, dilacerar, cravar mandíbulas toscas
Apertar, sacudir, enforcar...sufocar!
Ressuscitar a sede com vinho de gente
Deixar a fome viva pra te engolir
Delírio alimentar de tubarões 
Estômago e só...
Sem cérebro, sem crise, sem culpa
Fome de vida, de potência, fome de Nietzsche
DOR e MORTE como afirmação de vida
Correnteza sanguínea de lava

Veias imensas, incandescentes
Não cabe, não tem cabimento







quinta-feira, dezembro 03, 2009

Quando a gente acha que pode e não pode nada!



Um dia intenso
Um"não" esperado, mas não querido
Uma justificativa que fazia todo o sentido, perdendo-o na realidade de ser
Vale mais o aparentemente descolado, articulado
Ser alvo de pré-conceito dos que afirmam serem totalmente contra preconceitos

Escolha?
Se eu escolho pra isso, não posso escolher praquilo?
E se eu não puder escolher praquilo, talvez nem devesse ter escolhido pra "isso" to begin with...
Pensando bem, uma coisa continua fazendo sentido: a dor acelera as coisas
Vivamos essa "dor como afirmação da vida"
E talvez eu me afirme (ou me firme) num lugar bem distante 


Ou isso, ou eu não tenho humildade!

segunda-feira, novembro 30, 2009

Quando a gente já pode tudo o que pode



chega no título antes do texto
titulo-texto
texto-que-pode
neste instante eu confio e deixo o titulo falar por mim
e eu escrevo, tentando esquecer o apelo de me fazer entender pelos outros
tentando ignorar a vontade de me fazer importante pro outro
tentando reaprender a fazer a diabrura que não conhece repreensão, que não pode ser punida por ser nova e não medida, não classificada, não encaixada, não avaliada
LAMBIDA DE GATO NA CARA!

sexta-feira, novembro 27, 2009

os medos que temos dos medos que temos



Outro dia conheci uma moça.
Ela me disse:
"Minha filha tem um ano e fala tudo. Tenho medo que ela seja discriminada por ser precoce".
Falou pra mim que tem medo, pra que eu acreditasse que ela não sente orgulho do que vê...Pra que eu não a invejasse, já que sabia que eu tenho uma filha da mesma idade e que não fala NADA. 
Finge que tem medo do que tem orgulho, porque tem medo da inveja.
E eu sei que ela tem orgulho.
E eu não sinto inveja.
Tenho MEDO de que ela pense que eu sinto INVEJA.

quarta-feira, novembro 25, 2009

Aprovar


A gente faz que não, mas faz que faz pra ser recompensada...
Evita olhar, mas quer que quer saber se passou (percebida).
Mas a resposta não vem.
Um pena, ou uma maneira do mundo almejado mostrar que você não pertencerá a ele enquanto almejá-lo? Enquanto necessitar do seu aval?
Avaliar é tudo o que esse mundo não quer, pelo menos não para te "dar uma nota".
Estar fora é exatamente onde ele não pode estar para te convidar a entrar.
Deve estar dentro, misturado, costurado a você...A mim, neste caso.
Será que está?
Seja o que tiver que ser.

quarta-feira, novembro 18, 2009

Na escola, na vida...



Conforto conforma 
Controle deforma
Comando enforma

Garantir é ficar, garantia IA
Analisar é passar pelo cu, não pelo pensamento
Rotular é girar sem sair do lugar, não avançar
Classificar é convocar (grupos), aniquilar o poder de ser (único, unívoco)

Avaliar é estabelecer valia do que é imensurável, é MENTIR
Proteger é cobrir, esconder
Desproteger é descobrir, revelar, mostrar, dar (-se)


Educamos o outro porque somos frágeis demais pra ter uma relação imprevisível.
Queremos garantias e métodos, organização e caixas-conteúdo, pra que possamos justificar e validar a nossa"capacidade"(potencial para conter, acomodar ou guardar algo; espaço ocupado; volume).

Agora eu sou um espaço vazio de coisas e cheio de luzes, de cheiros e de formas permeáveis.
Agora eu sou um espaço
Agora eu sou
Agora!

terça-feira, novembro 10, 2009

Ser velha enquanto jovem, jovem enquanto velha


O ritmo do pulso se confunde com o tremor subterâneo

Os dentes amarelados com poder cortante da navalha
Mãos de rosetas, garras de madeira, palmas de pântano
Cabelos de alga marinha, pelos de musgo, pele de foca

Grito tribal, silêncio de mata, canto de floresta
Empurra-me velha cirandeira, empurra-me penhasco adentro!
Dilacera meu casco para que eu possa sentir com a fragilidade da criança
Descalcifica minha mente para que eu possa enxergar debaixo das aguas e por cima das montanhas
Enterra-me por séculos para que eu possa criar raizes e florescer ainda que me cortem por completo
Enforca-me até a morte para que eu possa nascer novamente de verdade
Usa teu colar de pedras para me benzer
Unta meu corpo com lama para me proteger
Cospe nos meus olhos, batuca em meus ouvidos e denrola a minha lingua com seus dedos deformados
No lugar de belas meias, coloca-me ataduras
No lugar de belos vestidos, cobre-me com um manto pesado
Trança meus cabelos e os enrola cabeça acima
Me salva! Engravida de mim e me dá à luz uma vez mais

terça-feira, outubro 20, 2009

Silêncio




Pela primeira vez a quantidade de motivos e motivações para escrever se transformam em necessidade de manter o branco do papel.
Funambulo com medo do palhaço.
Gaguejo, por colocar senões em tudo.
Mato a crença. No instante e somente nele.

quarta-feira, outubro 07, 2009

Começo do fim

Alguns dizem que esse modelo de educação que se aplica hoje é fruto do pensamento capitalista.
Eu fico pensando: E DE ONDE VEIO O PENSAMENTO CAPITALISTA?
Acho que quando o homem tinha que caçar pra sobreviver, vivia inquieto, já que a fome é uma sensação horrível.
Graças à capacidade de raciocinar, o homo sapiens (sei lá se era esse, mas enfim...) percebeu que fome era desconforto, e associou uma coisa ruim à mesma, consequentemente rotulando a saciedade de boa.


Sacou também, que era possivel ter mais o bom do que o ruim, se conseguisse estar saciado sempre.
Para isso, tinha que ter comida disponível e portanto, não podia se contentar com a possibilidade de acerto/erro. TINHA QUE ACERTAR.
Só que 100% de acertos é impossível. Não havia como prever se a caçada seria bem sucedida. Veio o medo de errar, de falhar...

E aí começou a merda.
Dotado do raciocininho lindo, o primata desenvolveu técnicas pra ter comida à vontade, sem ter que caçar, sem ter que contar com o acaso (acerto/erro).
Ele "dominou" a natureza, pelo menos no aspecto que mais o afligia.
Este homem deu um duro pra ser mais que o natural, pra ter e manter.
O coitado que não tinha a "inteligência" pra tal manobra, não podia desfrutar das mesmas possibilidades e via seu amiguinho todo garantido, e ele tendo que padecer a tortura da caça ao acaso.
E o primeiro, que tinha se esforçado pra se poder ficar sussa, não ia repartir seus privilégios com quem não tinha suado a camisa com ele... Claro que não.
Você que se foda, essa cenoura é minha, mano!
O coitado, além de faminto,  tinha que ver seu ex-amigo, (que sentava ao seu lado na fogueira e enfiava o nariz na mesma barrigada que ele) negando uma perninha de grilho só pra forrar o estômago.
Ai eu pergunto: que espécie de manobra é essa que garante a comida e o bem estar, mas ao mesmo tempo cria um medo de ficar SEM e uma indiferença ao outro?
Como é possivel chamar isso de inteligência?
Como achar que viver em harmonia com a natureza e seus acasos é pior do que uma sensação falsa de controle e de propriedade?

Esse é o homem: o mesmo que caga na água que bebe!

sexta-feira, setembro 25, 2009

Hora do chá

O que vc prefere?
Ira e luxúria ou compreensão e afeto?
Tapa na cara e beijo na boca ou afago e beijo na testa?
Me vejo tocando uma guitarra com a lingua e pronta pra atacar um qualquer...
Me vejo fazendo chapinha e passando gloss cor de boca com glitter...
Me vejo maluca, vestida de rosinha!
Me vejo como sou, um relâmpago na mão e um carneirinho na outra.
Intenso ter que conviver comigo, não vale a pena pra todos.