Coça pra sair da pele, pra arrancar o pelo, pra sair o sangue!
Sai sangue, sai!
Deixa eu te ver escorrendo pra me lembrar que sou viva, que sou natureza e que não te controlo nem em pensamento!
Troca de escamas e deixa o resto preso nos galhos...Deixa secar e faz um penduricalho xamã!
Lambe a ferida exposta e sente o cheiro de morte-vida que sai do corpo.
Treme de aflição e de vontade.
Explode dentro de mim, que eu preciso do teu impacto bruto!
Cru, impensado, flagrado nu no meio da rua...
O grito ainda revira nos canais invisíveis do dentro-fora do corpo.
Me toco com a mão fria e não sei se sinto no rosto o frio da mão ou na mão, o quente do rosto.
Eu sinto as duas coisas, ao mesmo tempo.
O frio e o quente coexistindo na sensação instantânea! Não tem nome e como tudo ultimamente, não tem cabimento.
Um comentário:
Oi,
Ficamos um tempo longe dos Blogs (você e eu) e resulta que faz tempo que não passava por aqui (lamentável).
Bom ver que você voltou com a força desse texto.
Bjo
Walmir
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