Você veio de fora, mas sempre foi de dentro. Eu sempre reconheci teus contornos e cheiros...Teus sons e teus impactos...
Eu bem sei que esse monte de palavras terão nenhum efeito nas tuas estrelinhas confusas, mas terão nas minhas fechadurinhas certeiras.
Tanto tanto tanto... Tanto de tudo! E mais um tanto ainda.
Hoje percebo o curto alcance do olhar que você me lança, e o tanto de "perto" que eu quis estar pra você me ver direito...
Mas você não quis me ver direito...
Talvez por achar que não conseguiria...
Talvez por saber que poderia se desestabilizar...
Você não tem ideia de como a minha alma tem sementes e de quantas guardei por não ter como plantar...
Elas apodreceram, perderam o tempo, viraram marcas de desperdício de vida, de desbotamento de sonhos.
Elas viraram chumbinho que circulam me lembrando do que eu deixei de fazer.
E não, você não me deve nada, você nunca me pediu nada disso.
Esta é a parte mais cruel: eu me pegar no deserto, depois de ter corrido tanto em busca das tuas miragens.
"Ainda não é aqui...Mais pra frente" E eu ia... Eu acreditava com o oxigênio do meu sangue, que chegaria lá.
E mesmo exausta e com a evidência mais concreta que este lugar não chegaria at all, eu escolhi te apoiar na ida...
Mesmo que isso trouxesse a tona assuntos que me aterrorizavam, lembra?
Lembra que eu sou aquela que tem pânico de despedidas, de ausências e de abandono.
Hoje, eu sei que nada disso importa ou toca você...
E minha forma de não deixar isso nos atrapalhar foi, mais uma vez, escolher apoiar a tua decisão.
Isso me gastou um bom tanto... Eu morri por dentro sem falar uma palavra. Para não te aborrecer.
Mas isso passou batido. Erro meu por não ter sinalizado. Erro teu por não ter percebido mesmo me conhecendo tão bem.
E olha só: será que me conhece mesmo? E se conhece, será que leva em conta o que sabe?
Será que é capaz se colocar no meu lugar, como eu fiz com você ao te incentivar a ir?
Mas mesmo assim, no teu modo de ver, eu tinha que fazer mais...Tinha que passar mais ainda dos meus limites para te ajudar...
E você estava me negando escolha...
"Gente como menos vinculo comigo do que você se ofereceu isso"
Gente como menos vinculo comigo do que você sacou que a raiz estava abalada gravemente.
Eu precisei ir cuidar de mim, beber uma água e encontrar uma terrinha para enfiar os pés.
E nada...Nada disso encontra eco, porque teu coração não conhece esse tipo de amor de verdade...
Você acha que espaço é lugar e que havendo casa (tijolos and stuff) é o bastante pra ser lar.
Você limita a tua família àqueles que tem o mesmo sangue que você sem perceber que o laço da escolha é tão precioso quanto ou mais...
Me dói ver que a tua casca guarda um vazio surdo...Um vácuo... Um nada...
Uma coleção de inteligências impressionantes que iludem os de bom coração, os inocentes... Na mistura, fico sozinha.
Não tem com o que reagir.
Fui eu brigando comigo e com os nós que eu me dava ao tentar me unir a você.
Cheguei assim a este fim, enquanto você busca entreter alguém que tem com você, menos vinculo que eu.
Não me procure nunca mais.
Eu não quero ser tua amiga.
Não quero nada que tenha a ver com você.
Meu amor por você sempre será imenso, mas como tantas outras sementes, vai virar uma lembrança do que eu não pude fazer germinar.
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