Percebo-a pelos trancos. Pelos tombos ao tentar te alcançar.
Sinto-a pela demora. Pela longa espera ao querer que me alcance.
Um quase (que nunca), um "só mais um pouco" infinito.
Visões diferentes do mesmo objeto. Estamos nos vendo no espelho.
Conflitos, com fatos, com lutos...
E lutas de tamanhas empreitadas peitorais, viscerais!
Sanguíneas daqui, urradas daí.
Cobranças enroladas em nossos pescoços esticados, para beber um do outro.
Vai, mas não me peça para pavimentar teus passos incertos.
Fico, mas não te peço para encher meus vazios abertos.
Quando eu era pequena, queria te achar e fazer uma casa. Casar.
E eu te achei!
Quando você era pequeno, queria se achar e fazer uma vida. Voar.
Mas você me achou...
Sonhos desbotados. Pousos impossíveis. Vôos imaginários.
Vai!
E eu fico.
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