Hoje eu recebi um e-mail sobre “encerramento de ciclos”, que me fez pensar o quanto é difícil colocar um ponto final nas coisas.
Como é duro deixar morrer o que tem que morrer.
Eu mesma, esses dias, passei por uma situação de “precipício”, por não ter coragem de enxergar que era preciso parar e “just let go”.
O curioso é que mesmo quando vc não quer admitir a existência de um problema, acaba se metendo em situações em que obviamente vai ter que lidar com este problema, como se o seu inconsciente estivesse te empurrando para a “luz”. E hoje, depois da turbulência, sinto o que eu achei mesmo que iria sentir: “I’m just F.I.N.E.”
Eu tinha um pouco de medo de me sentir assim, de ficar tão “sussa” que poderia beirar a indiferença... Bom, perto da paixonite aguda que tende a existir em mim, ficar tão relax assim, me assusta e eu passo a questionar se isso não é um “accident waiting to happen”...
A verdade é que eu não faço o tipo conformada ou contentada... Muito diferente disso eu sou a pessoa que escarafuncha até conseguir o que quer, e isso vinha dando muito certo até agora.
O duro foi ter que aceitar que há “quests” que não valem a pena serem “questados”... E neste momento, jogar a primeira pazada de terra... Ainda que a sua mão resista e vc tenha vontade de sacudir a pessoa para ela acordar, no fundo sabe que só perderá seu tempo e acaba jogando a pazada.
Talvez seja o sentimento mais profundamente triste, pela impotência que se sente. Talvez seja o sentimento mais apaziguador, pela mesma impotência...
Como o alívio que sentimos quando morre alguém agonizante... É dor e libertação de dor. É isso!
Foi isso o que se passou pela minha cabeça quando coloquei fim a um ciclo que estava me desgastando intensamente...
Ainda sinto um espasmos, como se houvesse uma criatura dentro de mim me esmurrando para reagir de forma diferente, mas sinceramente, não troco a paz que sinto agora pela montanha russa que eu quis tanto sentir...
Azar meu,que estou brochada, mas sorte de que não tem que conservar a montanha funcionando... Sorte minha que estou em paz, e azar de quem não vai sentir o frio na barriga, já que a montanha não funciona mais.(period)
2 comentários:
Alguém me disse somenthing like that qdo resolveu pedalar...
e aí eu achei um texto do Luís Fernando Veríssimo que falava assim: (trecho)
"A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu!"
E aí, embora eu entendesse a falta de gosto pelo 'aperto no coração', fiquei pensando em qtas possibilidades ele estaria jogando no lixo pelo simples fato de preferir a 'paz'...
viva o escarafunchamento!!!
ass:
Consuelo Martinez de la Sierra
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