
Há coisas que a gente não ousa confessar nem pra nós mesmos... Hoje foi um dia em que eu fiz uma confissão pra mim... E acabei tendo a conclusão que eu já imaginava. Sou EU! Sou eu que não sei o que me faz feliz. E coloco a culpa nos outros. Eu que não fico "de pé com punho". Não porque eu não tenha coragem de me impor, mas porque eu não sei o que eu quero impor. E eu não sei a diferença entre querer demais e se contentar com pouco... E aí eu piro na ideia de estar socando um coqueiro num vaso de cactus, por outro lado, será que eu estou tentando ficar na sombra do "caquitinho"?
Não sei, isso tudo é muito contraditório e por isso muito contrastante... Tipo luz total e escuridão total,e eu fico ofuscada! Não consigo distinguir as coisas. Então eu fico "numb". E quando a gente está assim, se arrepende das coisas que faz, por não ter certeza de ter feito o certo, mas também se arrepende de não ter feito, pois fazer poderia ter sido o certo.
Acho que me preocupei tanto em me adequar às realidades alheias, que me perdi... Já não sei mais qual a minha realidade. Como o que eu já escrevi antes: eu não tenho uma personalidade, eu tenho todas! O lado bom disso é que vc se dá bem com todo mundo, mas o lado ruim é que o instinto de sobrevivência te barulha o tempo todo... Deve estar em algum cromossomo : "NADA VIVE EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA".
Aí, eu fico procurando um Norte, para que eu ache ALGUMA circunstânica pra viver...
Talvez eu esteja pedindo um limite, pois o excesso de liberdade, dá uma sensação de abandono, de falta de cuidados dos outros.
Acho que o ser humano não foi feito para ser livre assim, porque não tem capacidade de entender todas as possibilidades que tem quando não há impedimentos. E quando não consegue entender, fica noiado, tentando achar um denominador comum aos eventos mais aleatórios... Filosofando.
Sinto falta de um bom cabresto, que me coloque no rumo certo. Sinto falta de ter que dar satisfações da minha vida pra alguém. Sinto-me tão sozinha, como se eu estivesse realmente sozinha... Só que é pior, pois as pessoas não entenderiam que eu me sinto assim, já que sempre há alguém por perto... Então como eu posso pedir ajuda? De novo, eu não sei como reclamar de uma coisa, da qual eu não tenho motivos para.
Há algum tempo eu tinha vontade de bater a minha cabeça na parede até quebrar, como se fosse um ovo... Como se ao sair a "gema", a aflição passasse.
Hoje, eu não tenho essa vontade... Talvez fosse bom arrancar o meu coração com a mão, colocar num saquinho de papel e jogar no lixo, mas só (rs). - odeio "rs", mas agora traduziu bem a cara que eu tô.
Pior que eu tenho muito medo de magoar as pessoas que estão perto de mim. Pessoas cujas atitudes têm muito valor pra mim, mas infelizmente, não matam a fome que eu tenho de "sei-lá-o-que"!
Uma vez, a Melyh me disse: "Eu queria fugir pra um lugar que não existe"... Será que existe esse lugar?
E pra encerrar, "blame it on the hormones"... Queria colocar a culpa na minha saúde... Até fabriquei uma gastrite pra justificar, mas a verdade é que eu quero um colo bem grandão.
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